Tinhas mar nos teus olhos de safira
E um sorriso de sombra enluarada!
Tua voz era música de lira...
Teus braços uma gruta encantada!...
É difícil travar do tempo a ira
Quando há ventos agrestes e geada...
Mas se há um coração qu'inda delira
Toda a força do tempo é dominada!
Cheguei à conclusão... E com vaidade
Que as vivências da nossa mocidade
Conseguiram de mim fazer "rainha".
Os teus olhos, agora, são canção
Dos tempos bem distantes que lá vão
Diluídos em vida que é só minha!
Horta, 27 de Julho de 2008
Fernanda Costa
domingo, julho 27, 2008
sábado, julho 05, 2008
PLENITUDE!...
Por ti de corpo e alma desejada,
também eu aderi aos teus desejos!
Como uma incandescente madrugada
e pus todo o meu corpo aos teus beijos!
Eu recebi e dei extasiada,
vivendo a acreditar nos teus cortejos!
Era sempre uma noite costelada
ouvindo, embriagada os teus harpejos!
Chamei o Sol, a Luz e o Calor,
e todos responderam á chamada!
De mãos dadas, os cinco com sabor
aguardamos nascer a alvorada!
Ela surgiu vibrante de fulgor
rescaldo de Estrela apaixonada!
Era quadro pintado sem pintor
de cabeleira solta, desgrenada!...
Olhaste-me sereno e recolhido
como esbatida luz crepuscular!
Lá de longe, muito longe, escondido,
dos teus olhos brotava o azul do mar!...
Fernanda Costa,
Horta, 5 de Julho de 2008
também eu aderi aos teus desejos!
Como uma incandescente madrugada
e pus todo o meu corpo aos teus beijos!
Eu recebi e dei extasiada,
vivendo a acreditar nos teus cortejos!
Era sempre uma noite costelada
ouvindo, embriagada os teus harpejos!
Chamei o Sol, a Luz e o Calor,
e todos responderam á chamada!
De mãos dadas, os cinco com sabor
aguardamos nascer a alvorada!
Ela surgiu vibrante de fulgor
rescaldo de Estrela apaixonada!
Era quadro pintado sem pintor
de cabeleira solta, desgrenada!...
Olhaste-me sereno e recolhido
como esbatida luz crepuscular!
Lá de longe, muito longe, escondido,
dos teus olhos brotava o azul do mar!...
Fernanda Costa,
Horta, 5 de Julho de 2008
quarta-feira, junho 25, 2008
DE MÃOS DADAS!...
Um sopro de desejo no olhar!
Um gesto emotivo e escaldante!
Um só eco longínquo a flutuar!
Um só sorriso terno e confiante!
Eis o que chega para m’ofertar,
Como corola aberta e palpitante!
Com o odor salgado do meu mar
E murmúrio do rio sussurante!
Já fomos alvorada radiosa
Com laços de ternura a derramar!
Já fomos madrugada luminosa
Com raios bem fulgentes de luar!
Já fomos uma fonte impetuosa
Com força p’ra poder dessedentar…
Já fomos cotovia maviosa
Com gorgeios perdidos de encantar!
É um sonho álacre ainda em flor!
Horizonte pleno de gargalhadas!
Caminharemos para a eternidade amor
Sorvendo o nosso tempo de mãos dadas!
Fernanda Costa
Horta, 25 de Junho de 2008
Um gesto emotivo e escaldante!
Um só eco longínquo a flutuar!
Um só sorriso terno e confiante!
Eis o que chega para m’ofertar,
Como corola aberta e palpitante!
Com o odor salgado do meu mar
E murmúrio do rio sussurante!
Já fomos alvorada radiosa
Com laços de ternura a derramar!
Já fomos madrugada luminosa
Com raios bem fulgentes de luar!
Já fomos uma fonte impetuosa
Com força p’ra poder dessedentar…
Já fomos cotovia maviosa
Com gorgeios perdidos de encantar!
É um sonho álacre ainda em flor!
Horizonte pleno de gargalhadas!
Caminharemos para a eternidade amor
Sorvendo o nosso tempo de mãos dadas!
Fernanda Costa
Horta, 25 de Junho de 2008
quinta-feira, junho 19, 2008
SEDUÇÃO
Pedaço pequenino de luar
com um doce sorriso a seduzir!
Encontrei-te sozinho, junto ao mar
e pediste silêncio p'ra te ouvir!
»Quero-te junto a mim neste lugar
que desejo contigo repartir!...
É tempo de vivermos a sonhar
Esquecendo que a vida vai fugir«
Afinal procuravas também luz...
Nos meus olhos, a brilhar
qualquer coisa que eu sei que traduz
que é melhor encontrar que procurar!...
E quando de Sereia me chamavas
nos teus loucos arroubos de desejos!...
Quantas vezes pensaste que afogavas
a tua sede louca nos meus beijos!
Como tu te enganas-te, meu Amigo!
do teu sonho e da tua realidade
eu nunca fui Sereia mas, abrigo!
que apagou os vestígios da verdade!...
Fernanda Costa
Lisboa, 19 de junho de 2008
com um doce sorriso a seduzir!
Encontrei-te sozinho, junto ao mar
e pediste silêncio p'ra te ouvir!
»Quero-te junto a mim neste lugar
que desejo contigo repartir!...
É tempo de vivermos a sonhar
Esquecendo que a vida vai fugir«
Afinal procuravas também luz...
Nos meus olhos, a brilhar
qualquer coisa que eu sei que traduz
que é melhor encontrar que procurar!...
E quando de Sereia me chamavas
nos teus loucos arroubos de desejos!...
Quantas vezes pensaste que afogavas
a tua sede louca nos meus beijos!
Como tu te enganas-te, meu Amigo!
do teu sonho e da tua realidade
eu nunca fui Sereia mas, abrigo!
que apagou os vestígios da verdade!...
Fernanda Costa
Lisboa, 19 de junho de 2008
segunda-feira, junho 09, 2008
AMAR DE MAIS É LOUCURA!...
Porém, amar e saber amar
para o amor não cansar...
Ama, exige ser amado
sem Excessos de paixão
porque um ser apaixonado
deixa de ver a razão.
E o amar, cegamente,
ainda que o não pareça,
tem levado muita gente
a portar-se infantilmente
e a perder a cabeça.
Num amor equilibrado
cada um dos dois assume
o controlo do seu lado,
sem escravizar, sem ciúme,
saber amar e ser amado
não há mais belo perfume.
Amar com sinceridade,
sem nada ter que inventar
dando o que se tem p'ra dar,
naturalmente, à vontade,
é amor, é lealdade
que nunca vai saturar
e jamais pode acabar.
Amar de mais é loucura,
amar de menos cinismo,
mas, amar com egoísmo,
é muito pior, satura!
Portanto se amares, procura,
amar com conta e medida
para não teres na vida
um amor que é uma tortura.
Fernanda Costa
Lisboa,09 de Junho de 2008
para o amor não cansar...
Ama, exige ser amado
sem Excessos de paixão
porque um ser apaixonado
deixa de ver a razão.
E o amar, cegamente,
ainda que o não pareça,
tem levado muita gente
a portar-se infantilmente
e a perder a cabeça.
Num amor equilibrado
cada um dos dois assume
o controlo do seu lado,
sem escravizar, sem ciúme,
saber amar e ser amado
não há mais belo perfume.
Amar com sinceridade,
sem nada ter que inventar
dando o que se tem p'ra dar,
naturalmente, à vontade,
é amor, é lealdade
que nunca vai saturar
e jamais pode acabar.
Amar de mais é loucura,
amar de menos cinismo,
mas, amar com egoísmo,
é muito pior, satura!
Portanto se amares, procura,
amar com conta e medida
para não teres na vida
um amor que é uma tortura.
Fernanda Costa
Lisboa,09 de Junho de 2008
terça-feira, junho 03, 2008
CONVERSAS ÍNTIMAS!...
Numa noite longa e fria,
com um serão prolongado,
o meu coração dormia
desiludido e cansado.
Fiz barulho e acordou
da sua desilusão
e apenas me perguntou:
-"Por favor que horas são"?
Olhei para o relógio e disse:
Nem sequer é madrugada,
meia-noite que "Chatice",
Ainda, não dormi nada...
Sabem como respondeu
meu cansado coração:
-"Não dormes tu, mas durmo eu,
está morta a minha ilusão.
Não me acordes por favor,
quero dormir descansado,
tuas insónias de amor
são um assunto arrumado.
Não esperes por quem não vem,
porque isso só mal te faz,
pois tu já não és ninguém,
dorme lá, descansa em paz".
Fernanda Costa
Lisboa, 03 de Junho de 2008
com um serão prolongado,
o meu coração dormia
desiludido e cansado.
Fiz barulho e acordou
da sua desilusão
e apenas me perguntou:
-"Por favor que horas são"?
Olhei para o relógio e disse:
Nem sequer é madrugada,
meia-noite que "Chatice",
Ainda, não dormi nada...
Sabem como respondeu
meu cansado coração:
-"Não dormes tu, mas durmo eu,
está morta a minha ilusão.
Não me acordes por favor,
quero dormir descansado,
tuas insónias de amor
são um assunto arrumado.
Não esperes por quem não vem,
porque isso só mal te faz,
pois tu já não és ninguém,
dorme lá, descansa em paz".
Fernanda Costa
Lisboa, 03 de Junho de 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
DOIS LOUCOS JUNTOS!...
Um dia, que não sei quando será,
tua loucura e a minha se juntarão,
nenhum preconceito as parará
e lado a lado, fazer loucuras irão.
O mundo é nosso e o caminho é em frente,
não pararemos, nem que nos ergam barreiras,
dois loucos juntos amando-se intensamente,
não são detidos por obstáculos, nem fronteiras.
Façam favor, não se oponham á loucura,
deixem-na ir, qual vendaval, qual tufão,
á nossa força, força nehuma segura.
É amor louco, transformado em foguetão,
nada e ningúem nos privará de ventura,
de voar juntos, nas asas, da ilusão.
Fernanda Costa
Lisboa, 02 de Junho de 2008
tua loucura e a minha se juntarão,
nenhum preconceito as parará
e lado a lado, fazer loucuras irão.
O mundo é nosso e o caminho é em frente,
não pararemos, nem que nos ergam barreiras,
dois loucos juntos amando-se intensamente,
não são detidos por obstáculos, nem fronteiras.
Façam favor, não se oponham á loucura,
deixem-na ir, qual vendaval, qual tufão,
á nossa força, força nehuma segura.
É amor louco, transformado em foguetão,
nada e ningúem nos privará de ventura,
de voar juntos, nas asas, da ilusão.
Fernanda Costa
Lisboa, 02 de Junho de 2008
sábado, maio 31, 2008
POEMA PARA O MEU AMOR
Ao meu amor quero fazer um poema,
Obra sublime, que ninguém possa imitar,
que tenha o doce perfume de alfazema
e que a cor seja o azul de Céu e Mar.
Que a rima seja a mais certa que alguém
alguma vez, já conseguiu escrever,
que a pureza da linguagem, vá além,
do exigido pelos Mestres do Saber.
Que aos poetas possa servir de compêndio,
para estudarem como se faz poesia,
que tenha o lume e o calor dum grande incêndio
e a frescura duma gota de marzia.
Mostrar a força do meu amor infinito,
através de simples palavras minhas,
tudo o que neste poema não for escrito,
Quem souber ler, o lerá nas entrelinhas.
Fernanda,
Lisboa, 31 de Maio de 2008
Obra sublime, que ninguém possa imitar,
que tenha o doce perfume de alfazema
e que a cor seja o azul de Céu e Mar.
Que a rima seja a mais certa que alguém
alguma vez, já conseguiu escrever,
que a pureza da linguagem, vá além,
do exigido pelos Mestres do Saber.
Que aos poetas possa servir de compêndio,
para estudarem como se faz poesia,
que tenha o lume e o calor dum grande incêndio
e a frescura duma gota de marzia.
Mostrar a força do meu amor infinito,
através de simples palavras minhas,
tudo o que neste poema não for escrito,
Quem souber ler, o lerá nas entrelinhas.
Fernanda,
Lisboa, 31 de Maio de 2008
sábado, maio 24, 2008
AS PARTÍCULAS DE AMOR!...
Curvei-me e levantei os seixos, do leito seco do rio,
que me olhavam com calor mas, estremeciam de frio.
Atirei-os para o longe, para o coração da folhagem,
que engrandecia a areia e coloria a paisagem.
Mas as folhas já pendentes,de uma árvore secular,
acolheram, no seu seio, os seixos que vinham no ar.
Debruçaram-se sobre o leito e deitaram sobre a areia,
os seixos do rio seco, como seios de sereia.
Vendo tão nobre carinho por parte da natureza,
ergui-os nas mãos de mansinho, torneei-os de pureza.
Embalei os seixos tristes e numa caixinha os guardei,
como pedras preciosas, da coroa de algum rei...
Pressenti um núcleo de ouro, tentando deles brotar,
fiz, das partículas de amor, um longo e belo colar.
Senti seu frio queimar, ao toque, meu jovem peito,
com carinho, gratidão e veemente respeito.
Os seixos secos do rio, já não são frios de amor,
são seios de casta sereia, na mente de um sonhador!...
Fernanda,
Lisboa, 24 de maio de 2008
que me olhavam com calor mas, estremeciam de frio.
Atirei-os para o longe, para o coração da folhagem,
que engrandecia a areia e coloria a paisagem.
Mas as folhas já pendentes,de uma árvore secular,
acolheram, no seu seio, os seixos que vinham no ar.
Debruçaram-se sobre o leito e deitaram sobre a areia,
os seixos do rio seco, como seios de sereia.
Vendo tão nobre carinho por parte da natureza,
ergui-os nas mãos de mansinho, torneei-os de pureza.
Embalei os seixos tristes e numa caixinha os guardei,
como pedras preciosas, da coroa de algum rei...
Pressenti um núcleo de ouro, tentando deles brotar,
fiz, das partículas de amor, um longo e belo colar.
Senti seu frio queimar, ao toque, meu jovem peito,
com carinho, gratidão e veemente respeito.
Os seixos secos do rio, já não são frios de amor,
são seios de casta sereia, na mente de um sonhador!...
Fernanda,
Lisboa, 24 de maio de 2008
sábado, maio 17, 2008
A DOÇURA DAS CARÍCIAS!...
Sei que um dia virás,
Contigo trazendo as ilusões renascidas,
As matizes suaves das madrugadas,
A quietude do silêncio da noite cálida,
O azul diáfano do voltejar dos pássaros,
O imponderável do que já foi mas não é,
A magia de voltar a ser,
A alegria infinda de poder viver!
Esperar-te-ei, olhando sobre a colina,
Com a carícia envolvente do desejo
E o fogo ardente dos meus olhos,
O tempo não rolará.
E seremos felizes para além dele,
Num abrigo de sombras vagas
Que acolherá os nossos gemidos sentidos
E as nossas emoções delirantes!
Depois, ofertar-me-ei plena de ternura
Para poderes colher com a leveza dos deuses
A doçura das carícias
E os odores da volúpia da noite!
Nascemos com o sol pela manhã,
Nossos sentimentos abençoados,
Sublimes, puros, iluminados!...
Fernanda,
Lisboa,17 de Maio de 2008
Contigo trazendo as ilusões renascidas,
As matizes suaves das madrugadas,
A quietude do silêncio da noite cálida,
O azul diáfano do voltejar dos pássaros,
O imponderável do que já foi mas não é,
A magia de voltar a ser,
A alegria infinda de poder viver!
Esperar-te-ei, olhando sobre a colina,
Com a carícia envolvente do desejo
E o fogo ardente dos meus olhos,
O tempo não rolará.
E seremos felizes para além dele,
Num abrigo de sombras vagas
Que acolherá os nossos gemidos sentidos
E as nossas emoções delirantes!
Depois, ofertar-me-ei plena de ternura
Para poderes colher com a leveza dos deuses
A doçura das carícias
E os odores da volúpia da noite!
Nascemos com o sol pela manhã,
Nossos sentimentos abençoados,
Sublimes, puros, iluminados!...
Fernanda,
Lisboa,17 de Maio de 2008
sábado, maio 10, 2008
MÚSICA
Música, melodia d'um estado de alma,
ouvida no dorso da mãe natureza,
ao sentir seu suspiro e sua beleza;
É deleite divinal, no âmago da calma!
Inspirada pelas ninfas, dançando na ria,
ela brota dos espíritos mais sagazes;
Dourando a rotina de vidas fugazes,
ao entrelaçar fios dourados de poesia!
A brisa sopra leve, levemente,
a folhagem estremece de prazer,
acanhando desejos de paixão ardente,
com sua carícia de suave envolver!
Como raposa, a lua assalta a janela,
roubando-me a ingenuidade do pensar,
transformando-me num barco à vela,
Que percorre marés-altas, a dormitar!
No vestido de chita da noviça manhã
eu só quero é avançar, impelir-me
para esse sabor molhado de romã,
para o trecho eloquente a seduzir-me!
Música,
musa inspiradora;
Mensagem de paz,
de amor e de esperança;
Deusa reveladora
dos turbilhões vivenciais;
Nota de nostalgia;
Dama do tempo
que invade os corações
e os faz vibrar
ao som do seu ritmo
e da sua comunicação!..
Fernanda,
Lisboa,10 de Maio de 2008
ouvida no dorso da mãe natureza,
ao sentir seu suspiro e sua beleza;
É deleite divinal, no âmago da calma!
Inspirada pelas ninfas, dançando na ria,
ela brota dos espíritos mais sagazes;
Dourando a rotina de vidas fugazes,
ao entrelaçar fios dourados de poesia!
A brisa sopra leve, levemente,
a folhagem estremece de prazer,
acanhando desejos de paixão ardente,
com sua carícia de suave envolver!
Como raposa, a lua assalta a janela,
roubando-me a ingenuidade do pensar,
transformando-me num barco à vela,
Que percorre marés-altas, a dormitar!
No vestido de chita da noviça manhã
eu só quero é avançar, impelir-me
para esse sabor molhado de romã,
para o trecho eloquente a seduzir-me!
Música,
musa inspiradora;
Mensagem de paz,
de amor e de esperança;
Deusa reveladora
dos turbilhões vivenciais;
Nota de nostalgia;
Dama do tempo
que invade os corações
e os faz vibrar
ao som do seu ritmo
e da sua comunicação!..
Fernanda,
Lisboa,10 de Maio de 2008
sexta-feira, abril 18, 2008
SE ÉS FELIZ, EU TAMBÉM SOU!
Do nada surgiu a minha alma,
Do nada proveio o meu sentir,
Do nada nasceu a paz, a calma,
O amor que em mim sei existir!
Do nada veio o sonho, a certeza,
Do nada se criou realidade,
Do nada sei que sou, mas estou presa
Senão a ti e à tua virilidade!
Entendi a melodia que cantavas,
Nada melhor poderia ouvir assim,
Percebi nos sons agudos que me chamavas,
Delirei com os sons graves ser por mim!
Embalei meu corpo ao som da melodia,
Sonhou minha alma ao sentir as palavras,
Subiu no meu peito uma calma ousadia,
Carpiram meus olhos, pelo amor que me lavras!
Não volto a sonhar, nem mesmo a dormir,
Não quero perder o amor da vida,
Procuro a luz forte que me fez sorrir,
E teu corpo me envolve e me dá guarida!
Fernanda
Do nada proveio o meu sentir,
Do nada nasceu a paz, a calma,
O amor que em mim sei existir!
Do nada veio o sonho, a certeza,
Do nada se criou realidade,
Do nada sei que sou, mas estou presa
Senão a ti e à tua virilidade!
Entendi a melodia que cantavas,
Nada melhor poderia ouvir assim,
Percebi nos sons agudos que me chamavas,
Delirei com os sons graves ser por mim!
Embalei meu corpo ao som da melodia,
Sonhou minha alma ao sentir as palavras,
Subiu no meu peito uma calma ousadia,
Carpiram meus olhos, pelo amor que me lavras!
Não volto a sonhar, nem mesmo a dormir,
Não quero perder o amor da vida,
Procuro a luz forte que me fez sorrir,
E teu corpo me envolve e me dá guarida!
Fernanda
segunda-feira, abril 14, 2008
BEIJO DE EMOÇÃO!...
Não duvido...
Acredito...
No quanto me queres e me amas.
Não duvido...
Acredito...
Nas vezes que em mim pensas e me chamas.
Não duvido do teu sincero amor...
Não duvido da tua grande afeição...
Acredito no teu forte abraço, com ardor,
acredito no teu longo beijo, de emoção.
Acredito na profunda sinceridade
com que me amas, com que me abraças.
Ao olhar-te nos olhos sinto a claridade,
que em dias de sol transpõe as vidraças.
Não duvido que contigo sou alguém,
que apesar de não te ter quanto queria,
saltei o muro, a cerca, o além,
tendo alcançado o amor e a alegria.
Não duvido que a terra que piso,
me dá firmeza para caminhar em frente.
Apercebo-me do quanto um leal aviso,
me faz meditar de modo diferente.
Não duvido que o ar que respiro,
me dá incentivo para lutar por ti.
Não duvido que o teu breve suspiro,
me faz recordar o todo que vivi.
Não duvido, que não irás duvidar...
Acredito que irás acreditar...
que na outra casinha, haver também lugar,
para o abraço, o beijo, o amor provar!
Acredito que no outro País, onde amanhã
te procurarei, sem tempo, sem limite.
Nos meus olhos sentirás o afã
que à minha alma a saudade, de ti, o transmite...
Fernanda
Acredito...
No quanto me queres e me amas.
Não duvido...
Acredito...
Nas vezes que em mim pensas e me chamas.
Não duvido do teu sincero amor...
Não duvido da tua grande afeição...
Acredito no teu forte abraço, com ardor,
acredito no teu longo beijo, de emoção.
Acredito na profunda sinceridade
com que me amas, com que me abraças.
Ao olhar-te nos olhos sinto a claridade,
que em dias de sol transpõe as vidraças.
Não duvido que contigo sou alguém,
que apesar de não te ter quanto queria,
saltei o muro, a cerca, o além,
tendo alcançado o amor e a alegria.
Não duvido que a terra que piso,
me dá firmeza para caminhar em frente.
Apercebo-me do quanto um leal aviso,
me faz meditar de modo diferente.
Não duvido que o ar que respiro,
me dá incentivo para lutar por ti.
Não duvido que o teu breve suspiro,
me faz recordar o todo que vivi.
Não duvido, que não irás duvidar...
Acredito que irás acreditar...
que na outra casinha, haver também lugar,
para o abraço, o beijo, o amor provar!
Acredito que no outro País, onde amanhã
te procurarei, sem tempo, sem limite.
Nos meus olhos sentirás o afã
que à minha alma a saudade, de ti, o transmite...
Fernanda
domingo, abril 06, 2008
NA LUZ DOS TEUS OLHOS...
... E meus olhos se fecharam lentamente,
como nossos lábios no nascer de um beijo,
...e meu pensamento corre de contente,
para te dizer quanto te desejo!
Murmuro baixinho o meu grande amor,
num breve carinho te faço sorrir,
abraça-me forte, dá-me o teu calor...
A noite está fria e o céu tão negro,
tenho medo amor, não me deixes só;
quero sentir tuas mãos nas minhas,
a luz dos teus olhos iluminar os meus,
como se fossemos o Sol e a Lua,
neste Universo criado por Deus!...
E tudo voltou a ser como era...
na luz dos teus olhos sorrindo de amor,
e tudo é verdade e tudo é quimera,
quando sinto em mim todo o teu fulgor...
Fernanda
como nossos lábios no nascer de um beijo,
...e meu pensamento corre de contente,
para te dizer quanto te desejo!
Murmuro baixinho o meu grande amor,
num breve carinho te faço sorrir,
abraça-me forte, dá-me o teu calor...
A noite está fria e o céu tão negro,
tenho medo amor, não me deixes só;
quero sentir tuas mãos nas minhas,
a luz dos teus olhos iluminar os meus,
como se fossemos o Sol e a Lua,
neste Universo criado por Deus!...
E tudo voltou a ser como era...
na luz dos teus olhos sorrindo de amor,
e tudo é verdade e tudo é quimera,
quando sinto em mim todo o teu fulgor...
Fernanda
segunda-feira, março 31, 2008
ADEUS... NÃO TE QUERO VER JAMAIS!
Adeus... Não te quero ver jamais!
Amor primeiro tão cruel,
sentido, vivido, enaltecido
como algo do mais puro e doce.
Desabrochou ainda em tenra idade,
colhido foi no abrir da adolescência,
embora hoje o viva com saudade
morreu mantendo em si a inocência
de uma jovem na flor da idade.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Saudade tenho de tudo que recordo,
com lágrimas, que nem pérolas verdadeiras
que me correm pelas faces luzidias,
donde escapam esperanças derradeiras.
Sonho ainda hoje com tal amor,
choro por saber que ainda existe,
já não tenho força nem fulgor
para lutar contra a ânsia que persiste.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Teus carinhos recordo soluçando,
palavras que disseste não pronuncio,
só a ti me enxergo abrançando,
ouvindo em sussurro os sons por que suspiro.
Que saudade e tristeza sinto,
sempre ao recordar na minha solidão,
um amor que desejei ser bem distinto,
e só de chagas cobriu meu coração.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Horas de tal felicidade,
que esta tão louca saudade,
me faz recordar chorando.
É que não posso esquecer,
esse sonho belo e doce,
que eu desejava viver
contigo fosse onde fosse.
O vazio magoa a valer...
Adeus... Não te quero ver jamais!
Adeus... amor que passou
mas que vive ainda em mim,
em meu coração rasgado,
em minha alma perdida
ao sabor da solidão.
Esse amor só meu e teu,
que num abismo caiu,
não mais morrerá em mim,
em ti para sempre morreu!!!
Adeus... Não te quero ver jamais!
Fernanda
Amor primeiro tão cruel,
sentido, vivido, enaltecido
como algo do mais puro e doce.
Desabrochou ainda em tenra idade,
colhido foi no abrir da adolescência,
embora hoje o viva com saudade
morreu mantendo em si a inocência
de uma jovem na flor da idade.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Saudade tenho de tudo que recordo,
com lágrimas, que nem pérolas verdadeiras
que me correm pelas faces luzidias,
donde escapam esperanças derradeiras.
Sonho ainda hoje com tal amor,
choro por saber que ainda existe,
já não tenho força nem fulgor
para lutar contra a ânsia que persiste.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Teus carinhos recordo soluçando,
palavras que disseste não pronuncio,
só a ti me enxergo abrançando,
ouvindo em sussurro os sons por que suspiro.
Que saudade e tristeza sinto,
sempre ao recordar na minha solidão,
um amor que desejei ser bem distinto,
e só de chagas cobriu meu coração.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Horas de tal felicidade,
que esta tão louca saudade,
me faz recordar chorando.
É que não posso esquecer,
esse sonho belo e doce,
que eu desejava viver
contigo fosse onde fosse.
O vazio magoa a valer...
Adeus... Não te quero ver jamais!
Adeus... amor que passou
mas que vive ainda em mim,
em meu coração rasgado,
em minha alma perdida
ao sabor da solidão.
Esse amor só meu e teu,
que num abismo caiu,
não mais morrerá em mim,
em ti para sempre morreu!!!
Adeus... Não te quero ver jamais!
Fernanda
terça-feira, março 25, 2008
PINTURA-O SABOR DA VIDA
O dia escurece como se anoitecesse,
a chuva mergulha no mar bravo e frio,
nem tudo é cinzento, nem tudo esmorece,
mas tudo é verdade, mesmo este vazio.
O amanhã será mais envolvente,
trará ao cinzento-escuro desta tela,
outra cor por si só mais abrangente,
que abrirá naturalmente a triste cela.
Com nova cor as pinceladas vão surgindo,
dando só por si um brilho de esperança
à tela, onde a pintura vai sobressaindo
do cinzento base, que perde sua pujança.
Dependurada a tela na triste parede,
para que outros cinzentos a possam admirar,
estranha o que em silêncio o cinzento pede
temendo que a nova cor o possa apagar.
Abre-se a porta da cela escurecida,
deixando nela entrar o formoso brilho,
a tela resplandece uma outra vida,
que em si encobria como um jovem filho.
A parede pálida desperta ao notar,
uma vida surgir na tela pendente,
pede ao cavalete para a sustentar,
para a sua tela encarar de frente...
Ao ver na pintura o sabor da vida,
ao ler nos traços o sentir da morte,
apagou os traços, dando-lhe em seguida,
um painel de cores mais vivo, mais forte...
Fernanda
a chuva mergulha no mar bravo e frio,
nem tudo é cinzento, nem tudo esmorece,
mas tudo é verdade, mesmo este vazio.
O amanhã será mais envolvente,
trará ao cinzento-escuro desta tela,
outra cor por si só mais abrangente,
que abrirá naturalmente a triste cela.
Com nova cor as pinceladas vão surgindo,
dando só por si um brilho de esperança
à tela, onde a pintura vai sobressaindo
do cinzento base, que perde sua pujança.
Dependurada a tela na triste parede,
para que outros cinzentos a possam admirar,
estranha o que em silêncio o cinzento pede
temendo que a nova cor o possa apagar.
Abre-se a porta da cela escurecida,
deixando nela entrar o formoso brilho,
a tela resplandece uma outra vida,
que em si encobria como um jovem filho.
A parede pálida desperta ao notar,
uma vida surgir na tela pendente,
pede ao cavalete para a sustentar,
para a sua tela encarar de frente...
Ao ver na pintura o sabor da vida,
ao ler nos traços o sentir da morte,
apagou os traços, dando-lhe em seguida,
um painel de cores mais vivo, mais forte...
Fernanda
sexta-feira, março 21, 2008
PENSANDO EM TI !
Poema dedicado a todos os Amigos(as)
Que me visitam...neste dia Especial
da Poesia...21-03-2008.
És a luz de um farol.
És força do sol nascente.
És o filho que não tive,
és lua em quarto crescente.
És a graça de um sorriso.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante
és o som és a quimera.
És o alecrim do campo
és a paz és bonança.
és do céu o paraíso
és a fé, és a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és bondade, és perfeição.
És o esvoaçar do cisne.
És momento de oração.
És o murmúrio das águas.
és o oiro incandescente.
És o perfume do goivo,
és a brisa do poente.
És canto de rouxinol.
és a obra de um pintor
és uma sombra que passa.
És o "Bem", és o Amor!.
SANTA PÁSCOA!.
Fernanda
Que me visitam...neste dia Especial
da Poesia...21-03-2008.
És a luz de um farol.
És força do sol nascente.
És o filho que não tive,
és lua em quarto crescente.
És a graça de um sorriso.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante
és o som és a quimera.
És o alecrim do campo
és a paz és bonança.
és do céu o paraíso
és a fé, és a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és bondade, és perfeição.
És o esvoaçar do cisne.
És momento de oração.
És o murmúrio das águas.
és o oiro incandescente.
És o perfume do goivo,
és a brisa do poente.
És canto de rouxinol.
és a obra de um pintor
és uma sombra que passa.
És o "Bem", és o Amor!.
SANTA PÁSCOA!.
Fernanda
domingo, março 16, 2008
SONHEI
Sonhei na magia d’uma noite,
Com um mundo bem diferente,
Onde havia harmonia, luz e cor,
Ao ritmo duma melodia envolvente,
Que falava d’alegria, paz e amor.
Vamos içar nossas vidas
Nesse oceano sem fim,
Curar as velhas feridas,
Dar um abraço, enfim!
Pais e filhos neste mundo,
Tinham a porta sempre aberta,
Um enorme coração…
E ouvido sempre alerta.
Unidos por um laço d’amor profundo,
Diziam o que lhes ia na alma,
Sem máscaras, nem sofreguidão,
Com todo o respeito e calma.
Quando a tempestade pairava em seu seio,
Depressa vinha a brisa dialogante,
Que fazia desvanecer todo o receio,
Fazendo renascer o belo, o edificante!...
De tanto palpitar meu coração
Acordou-me de repente!
Então, chorei, chorei a desilusão
De um mundo tão indiferente!
Fernanda
Com um mundo bem diferente,
Onde havia harmonia, luz e cor,
Ao ritmo duma melodia envolvente,
Que falava d’alegria, paz e amor.
Vamos içar nossas vidas
Nesse oceano sem fim,
Curar as velhas feridas,
Dar um abraço, enfim!
Pais e filhos neste mundo,
Tinham a porta sempre aberta,
Um enorme coração…
E ouvido sempre alerta.
Unidos por um laço d’amor profundo,
Diziam o que lhes ia na alma,
Sem máscaras, nem sofreguidão,
Com todo o respeito e calma.
Quando a tempestade pairava em seu seio,
Depressa vinha a brisa dialogante,
Que fazia desvanecer todo o receio,
Fazendo renascer o belo, o edificante!...
De tanto palpitar meu coração
Acordou-me de repente!
Então, chorei, chorei a desilusão
De um mundo tão indiferente!
Fernanda
terça-feira, março 11, 2008
TU ÉS...
És a força de um sorriso.
És o grito, és o queixume.
És perfume de narciso,
és amor e és ciúme.
És a lágrima furtiva.
És vagido de criança,
és o esvoaçar do cisne
és a fé a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és canção inacabada.
És a estrela da manhã,
és a brisa perfumada.
És o mermúrio das águas
és sombra do sol nascente.
És a paz, és a magia
és a luz resplandecente.
És a papoila do campo.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante,
és o som, és a quimera.
És a graça da gazela.
És o alecrim do monte.
És do céu o paraíso,
és o murmúrio da fonte.
Dedicado a todos os amigos
e amigas, que o lerem.
Fernanda
És o grito, és o queixume.
És perfume de narciso,
és amor e és ciúme.
És a lágrima furtiva.
És vagido de criança,
és o esvoaçar do cisne
és a fé a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és canção inacabada.
És a estrela da manhã,
és a brisa perfumada.
És o mermúrio das águas
és sombra do sol nascente.
És a paz, és a magia
és a luz resplandecente.
És a papoila do campo.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante,
és o som, és a quimera.
És a graça da gazela.
És o alecrim do monte.
És do céu o paraíso,
és o murmúrio da fonte.
Dedicado a todos os amigos
e amigas, que o lerem.
Fernanda
sexta-feira, março 07, 2008
SOMOS AVÓS
Claro que somos Avós,
mas, olha isso que importa ?
Se o que existiu entre nós,
nunca será coisa morta.
Claro que temos idade,
certo que temos juizo,
mas, p'ra matar a saudade
de dizer isto preciso:
-Ao ter dez anos de idade,
já gostava de te ver,
se era amor ou amizade,
isso, não te sei dizer.
Aos quinze anos, então...
Aí que sensações sentia!
Saltava-me o coração
em cada vez que te via.
Aos vinte amava-te a sério,
aos vinte e cinco ainda mais,
era amor, era mistério,
como não senti, jamais.
Aos trinta, tudo acabou,
para mal dos nós os dois,
cada um de nós casou,
e tivemos filhos depois.
Cada um viveu a vida,
esquecendo o comum passado,
e mesmo de alma partida,
manteve o seu lar honrado.
Mas hoje que te encontrei,
tinha que te dizer isto,
tu já sabes o que eu sei,
resistes, como eu resisto.
Fernanda
mas, olha isso que importa ?
Se o que existiu entre nós,
nunca será coisa morta.
Claro que temos idade,
certo que temos juizo,
mas, p'ra matar a saudade
de dizer isto preciso:
-Ao ter dez anos de idade,
já gostava de te ver,
se era amor ou amizade,
isso, não te sei dizer.
Aos quinze anos, então...
Aí que sensações sentia!
Saltava-me o coração
em cada vez que te via.
Aos vinte amava-te a sério,
aos vinte e cinco ainda mais,
era amor, era mistério,
como não senti, jamais.
Aos trinta, tudo acabou,
para mal dos nós os dois,
cada um de nós casou,
e tivemos filhos depois.
Cada um viveu a vida,
esquecendo o comum passado,
e mesmo de alma partida,
manteve o seu lar honrado.
Mas hoje que te encontrei,
tinha que te dizer isto,
tu já sabes o que eu sei,
resistes, como eu resisto.
Fernanda
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