sábado, abril 14, 2007

Devaneios



Vagueia em mim uma tempestade incessante, risos, choros,
Sim e não. Sou e não sou ao mesmo tempo.
Vou e volto pela mesma estrada conhecida.
Encontro-me quando de mim fujo. A consciência apaga.
A inconsciência acende.
Silêncio
O silêncio de anos invoca a força da voz e brado.
Brado em vão. Não importa, não serei omissa:
Olho o teclado e disparo a artilharia.
Estou certa de que algum vento desviará os meus gritos
Para onde quero… para lá… longe, onde nem possa chegar.
O que se faz quando o coração se agita,
As mãos esfriam, a saudade aperta e o mundo cresce?
Maldito …faço do meu quarto um oráculo
Contemplativo, gosto de reservar-me no recolhimento das clausuras.
Estanco a corda do relógio, e desconheço o mês,
O dia, as horas. Basta-me o pensamento até ele voltar.
Devaneios… sobram-me devaneios nesta noite
Que se arrasta, mas é tarde e estou com sono.
Sonharei contigo.

Fernanda

3 comentários:

santosmadruga disse...

A solidão é triste. Por isso é que os passaros a desconhecem. Tenta voar e sentir-te-ás melhor. Emita o açor.Ele espera por ti, Vem rever a semana do mar, nesta tua Horta da saudade.

joão jacinto & poemas disse...

Adorei este teu texto! Muito bom!
Deves trabalhar e desenvolver este estilo forte, repleto de sentimento e de palavras sinceras, de simbolismo implícito...
Aqui fala a alma; deixai-a fluir e dizer-nos o que ela sente.
Parabéns, poeta amiga!
beijos,

joão jacinto

nanda disse...

Hoje estou assim...