sexta-feira, abril 18, 2008

SE ÉS FELIZ, EU TAMBÉM SOU!

Do nada surgiu a minha alma,
Do nada proveio o meu sentir,
Do nada nasceu a paz, a calma,
O amor que em mim sei existir!

Do nada veio o sonho, a certeza,
Do nada se criou realidade,
Do nada sei que sou, mas estou presa
Senão a ti e à tua virilidade!

Entendi a melodia que cantavas,
Nada melhor poderia ouvir assim,
Percebi nos sons agudos que me chamavas,
Delirei com os sons graves ser por mim!

Embalei meu corpo ao som da melodia,
Sonhou minha alma ao sentir as palavras,
Subiu no meu peito uma calma ousadia,
Carpiram meus olhos, pelo amor que me lavras!

Não volto a sonhar, nem mesmo a dormir,
Não quero perder o amor da vida,
Procuro a luz forte que me fez sorrir,
E teu corpo me envolve e me dá guarida!

Fernanda

segunda-feira, abril 14, 2008

BEIJO DE EMOÇÃO!...

Não duvido...
Acredito...
No quanto me queres e me amas.
Não duvido...
Acredito...
Nas vezes que em mim pensas e me chamas.

Não duvido do teu sincero amor...
Não duvido da tua grande afeição...
Acredito no teu forte abraço, com ardor,
acredito no teu longo beijo, de emoção.

Acredito na profunda sinceridade
com que me amas, com que me abraças.
Ao olhar-te nos olhos sinto a claridade,
que em dias de sol transpõe as vidraças.

Não duvido que contigo sou alguém,
que apesar de não te ter quanto queria,
saltei o muro, a cerca, o além,
tendo alcançado o amor e a alegria.

Não duvido que a terra que piso,
me dá firmeza para caminhar em frente.
Apercebo-me do quanto um leal aviso,
me faz meditar de modo diferente.

Não duvido que o ar que respiro,
me dá incentivo para lutar por ti.
Não duvido que o teu breve suspiro,
me faz recordar o todo que vivi.

Não duvido, que não irás duvidar...
Acredito que irás acreditar...
que na outra casinha, haver também lugar,
para o abraço, o beijo, o amor provar!

Acredito que no outro País, onde amanhã
te procurarei, sem tempo, sem limite.
Nos meus olhos sentirás o afã
que à minha alma a saudade, de ti, o transmite...

Fernanda

domingo, abril 06, 2008

NA LUZ DOS TEUS OLHOS...

... E meus olhos se fecharam lentamente,
como nossos lábios no nascer de um beijo,
...e meu pensamento corre de contente,
para te dizer quanto te desejo!

Murmuro baixinho o meu grande amor,
num breve carinho te faço sorrir,
abraça-me forte, dá-me o teu calor...
A noite está fria e o céu tão negro,
tenho medo amor, não me deixes só;
quero sentir tuas mãos nas minhas,
a luz dos teus olhos iluminar os meus,
como se fossemos o Sol e a Lua,
neste Universo criado por Deus!...

E tudo voltou a ser como era...
na luz dos teus olhos sorrindo de amor,
e tudo é verdade e tudo é quimera,
quando sinto em mim todo o teu fulgor...

Fernanda

segunda-feira, março 31, 2008

ADEUS... NÃO TE QUERO VER JAMAIS!

Adeus... Não te quero ver jamais!
Amor primeiro tão cruel,
sentido, vivido, enaltecido
como algo do mais puro e doce.
Desabrochou ainda em tenra idade,
colhido foi no abrir da adolescência,
embora hoje o viva com saudade
morreu mantendo em si a inocência
de uma jovem na flor da idade.

Adeus... Não te quero ver jamais!
Saudade tenho de tudo que recordo,
com lágrimas, que nem pérolas verdadeiras
que me correm pelas faces luzidias,
donde escapam esperanças derradeiras.
Sonho ainda hoje com tal amor,
choro por saber que ainda existe,
já não tenho força nem fulgor
para lutar contra a ânsia que persiste.

Adeus... Não te quero ver jamais!
Teus carinhos recordo soluçando,
palavras que disseste não pronuncio,
só a ti me enxergo abrançando,
ouvindo em sussurro os sons por que suspiro.
Que saudade e tristeza sinto,
sempre ao recordar na minha solidão,
um amor que desejei ser bem distinto,
e só de chagas cobriu meu coração.

Adeus... Não te quero ver jamais!
Horas de tal felicidade,
que esta tão louca saudade,
me faz recordar chorando.
É que não posso esquecer,
esse sonho belo e doce,
que eu desejava viver
contigo fosse onde fosse.
O vazio magoa a valer...

Adeus... Não te quero ver jamais!
Adeus... amor que passou
mas que vive ainda em mim,
em meu coração rasgado,
em minha alma perdida
ao sabor da solidão.
Esse amor só meu e teu,
que num abismo caiu,
não mais morrerá em mim,
em ti para sempre morreu!!!

Adeus... Não te quero ver jamais!

Fernanda

terça-feira, março 25, 2008

PINTURA-O SABOR DA VIDA

O dia escurece como se anoitecesse,
a chuva mergulha no mar bravo e frio,
nem tudo é cinzento, nem tudo esmorece,
mas tudo é verdade, mesmo este vazio.

O amanhã será mais envolvente,
trará ao cinzento-escuro desta tela,
outra cor por si só mais abrangente,
que abrirá naturalmente a triste cela.

Com nova cor as pinceladas vão surgindo,
dando só por si um brilho de esperança
à tela, onde a pintura vai sobressaindo
do cinzento base, que perde sua pujança.

Dependurada a tela na triste parede,
para que outros cinzentos a possam admirar,
estranha o que em silêncio o cinzento pede
temendo que a nova cor o possa apagar.

Abre-se a porta da cela escurecida,
deixando nela entrar o formoso brilho,
a tela resplandece uma outra vida,
que em si encobria como um jovem filho.

A parede pálida desperta ao notar,
uma vida surgir na tela pendente,
pede ao cavalete para a sustentar,
para a sua tela encarar de frente...

Ao ver na pintura o sabor da vida,
ao ler nos traços o sentir da morte,
apagou os traços, dando-lhe em seguida,
um painel de cores mais vivo, mais forte...

Fernanda

sexta-feira, março 21, 2008

PENSANDO EM TI !

Poema dedicado a todos os Amigos(as)
Que me visitam...neste dia Especial
da Poesia...21-03-2008.

És a luz de um farol.
És força do sol nascente.
És o filho que não tive,
és lua em quarto crescente.

És a graça de um sorriso.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante
és o som és a quimera.

És o alecrim do campo
és a paz és bonança.
és do céu o paraíso
és a fé, és a esperança.

És o nenúfar dos lagos,
és bondade, és perfeição.
És o esvoaçar do cisne.
És momento de oração.

És o murmúrio das águas.
és o oiro incandescente.
És o perfume do goivo,
és a brisa do poente.

És canto de rouxinol.
és a obra de um pintor
és uma sombra que passa.
És o "Bem", és o Amor!.

SANTA PÁSCOA!.

Fernanda

domingo, março 16, 2008

SONHEI

Sonhei na magia d’uma noite,
Com um mundo bem diferente,
Onde havia harmonia, luz e cor,
Ao ritmo duma melodia envolvente,
Que falava d’alegria, paz e amor.

Vamos içar nossas vidas
Nesse oceano sem fim,
Curar as velhas feridas,
Dar um abraço, enfim!

Pais e filhos neste mundo,
Tinham a porta sempre aberta,
Um enorme coração…
E ouvido sempre alerta.
Unidos por um laço d’amor profundo,
Diziam o que lhes ia na alma,
Sem máscaras, nem sofreguidão,
Com todo o respeito e calma.

Quando a tempestade pairava em seu seio,
Depressa vinha a brisa dialogante,
Que fazia desvanecer todo o receio,
Fazendo renascer o belo, o edificante!...

De tanto palpitar meu coração
Acordou-me de repente!
Então, chorei, chorei a desilusão
De um mundo tão indiferente!

Fernanda

terça-feira, março 11, 2008

TU ÉS...

És a força de um sorriso.
És o grito, és o queixume.
És perfume de narciso,
és amor e és ciúme.

És a lágrima furtiva.
És vagido de criança,
és o esvoaçar do cisne
és a fé a esperança.

És o nenúfar dos lagos,
és canção inacabada.
És a estrela da manhã,
és a brisa perfumada.

És o mermúrio das águas
és sombra do sol nascente.
És a paz, és a magia
és a luz resplandecente.

És a papoila do campo.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante,
és o som, és a quimera.

És a graça da gazela.
És o alecrim do monte.
És do céu o paraíso,
és o murmúrio da fonte.

Dedicado a todos os amigos
e amigas, que o lerem.

Fernanda

sexta-feira, março 07, 2008

SOMOS AVÓS

Claro que somos Avós,
mas, olha isso que importa ?
Se o que existiu entre nós,
nunca será coisa morta.

Claro que temos idade,
certo que temos juizo,
mas, p'ra matar a saudade
de dizer isto preciso:

-Ao ter dez anos de idade,
já gostava de te ver,
se era amor ou amizade,
isso, não te sei dizer.

Aos quinze anos, então...
Aí que sensações sentia!
Saltava-me o coração
em cada vez que te via.

Aos vinte amava-te a sério,
aos vinte e cinco ainda mais,
era amor, era mistério,
como não senti, jamais.

Aos trinta, tudo acabou,
para mal dos nós os dois,
cada um de nós casou,
e tivemos filhos depois.

Cada um viveu a vida,
esquecendo o comum passado,
e mesmo de alma partida,
manteve o seu lar honrado.

Mas hoje que te encontrei,
tinha que te dizer isto,
tu já sabes o que eu sei,
resistes, como eu resisto.

Fernanda

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

CARINHO E TERNURA

Três anos, apenas,
pernitas pequenas,
solta-se da mão,
abala a correr,
para o avô ver
que é um "Valentão".

Trópego o velhote,
também corre a trote,
mas não o segura,
entre avô e neto
Cresce amor, afecto,
carinho e ternura.

Quando o avô o chama,
o neto reclama:
-"Avô corre mais"!
E pelo parque fora,
parecem agora,
meninos iguais.

O ancião cansado,
na relva sentado,
chama o seu menino
e diz-lhe a brincar:
-"Vem cá ajudar
o avõ pequenino"!

Fernanda

sábado, fevereiro 23, 2008

GOSTO DE TI!...

Anão, tu és um homem pequeno
mas tens em compensação
um olhar doce e ameno
e um grande coração.

Qualquer menino que passa
olha p'ra ti e sorri,
sorri-te por te achar graça
e porque gosta de ti.

Então, bela criatura,
tu respondes-lhe sorrindo,
com carinho e com candura
e o menino acha-te lindo,

Pensa na branca de neve
e nos seus sete anoeszinhos,
despede-se ágil e leve
e atira-te com beijinhos.

O enorme e feio gigante,
também lhe ocorre à mente
e já um pouco distante
pára e sorri novamente.

E tu, meu homem pequeno,
já venceste o gigantão,
com teu olhar doce ameno
e o teu grande coração.

Fernanda

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

FORÇAS OCULTAS

A força que à vida dá,
forças p'ra vida viver,
é uma força que está,
dentro dela sem se ver.

Quase sempre a vida tem,
a força da própria vida,
mas muitas vezes, porém,
sente-se a força perdida.

Restando, então, recorrer
para a tal força invisível
p'ra continuar a manter
a vida no mesmo nivel.

E é essa força escondida
que nos serve de defesa,
p'ra vida não ser vencida,
logo à primeira fraqueza.

Fernanda

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Ai se Eu um Dia Voltasse!...

Um velhote, já cansado,
ao ver um casal novito,
pôs-se a olhar descarado
e a piscar o seu "olhito".

O casal de namorados
ao velhote não ligou,
continuaram abraçados
e um ao outro beijou.

Ao ver trocar mais um beijo,
o homem, desorientado,
sentiu um louco desejo
de ser ele o namorado.

Olhando com insistência
o ancião sai-se com esta:
-"Minha filha tem paciência,
mas esse moço não presta"!

O rapaz ficou a olhar
e respondeu-lhe com graça:
-"Não se esteja a entusiasmar,
vá passear que isso passa"!...

...Fez que o homem recordasse
a longiqua mocidade,
diz-lhe então:-"Ai se eu voltasse,
a ter essa idade"!...

Fernanda

sábado, fevereiro 16, 2008

BELAS LEMBRANÇAS

Mantenho entre as mais belas lembranças,
Pelos campos, nossos passeios, de mãos dadas,
perdidos em horizontes de esperanças,
voando em fantasias aladas.

Os fáceis caminhos percorridos,
na planura da nossa imaginação,
tinham tapetes de pétalas estendidos
para passar a nossa doce ilusão.

Estes percursos, fruto da nossa utopia,
ao Paraiso nos teriam que levar,
para nós, a vida era amor e alegria,
mal e tritezas nela não tinham lugar.

O nosso Mundo era reino de venturas,
lá não cabiam nem malfeitores nem feras,
no Céu não pairavam nuvéns escuras,
as estações eram todas Primaveras.

Não havia fronteiras pr'o nosso amor,
ele ocupava todos os tempos e espaços,
ao abraçar-te tinha tal força e vigor
que eras o Mundo, apertado nos meus braços.

Anos, benditos, os que estou a recordar,
aqueles beijos que a boca nos queimavam,
noites de amor e loucuras sem parar,
só mais um beijo e novamente começavam.

Confesso, agora, que estão no fim nossas vidas;
Que dia-a-dia, são mais tristes e duras;
Que não lamento as loucuras cometidas;
Que gostaria de cometer mais loucuras.

Fernanda

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

SOL-POENTE

Já faz tempo que falo a sós comigo
com os astros, a lua e o luar!
Sinto-me só, princesa sem abrigo,
com um louco desejo de amar!

Quero ter um amor e um amigo
junto a mim com ternura a derramar!
Que me recorde um tempo já antigo
P'ra nas ondas suaves mergulhar...

Não sei se é sonho vão, se uma miragem,
voltar de novo a ser uma paisagem
e ninho acolhedor ao fim dum dia!...

Eu não quero ser triste sem o ser.
Quero encontrar alguém para viver
quero ser sol-poente de magia!

Fernanda

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

ROSAS VERMELHAS

Tenho por rosas vermelhas
uma longa e terna paixão,
fazem-me lembrar centelhas,
em noites de escuridão.

São bonitas, espampanantes,
chamativas, perfumadas,
lembrando belas amantes
p'ra noites de amor esperadas.

Quando as vejo em profusão
sobre os muros assomadas
sinto no meu coração
acelerar as pancadas.

Meus olhos prendem-se a elas
e elas lindas sensuais
tornam-se ainda mais belas,
para nos prenderem mais.

Fernanda

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

A BELA POESIA

Com pingos de inspiração e talento,
escreve o poeta seus poemas dia-a-dia,
nos dias Não escreve á dor, ao desalento
nos dias Sim canta à esperança e a alegria.

Pobre poeta, como eu entendo e lamento
os dias em que é triste, tua bela, poesia,
que a tua fé não resiste ao sofrimento,
por vezes o mundo coberto de hipocrisia.

Porém, poeta, nunca deixes de escrever:
os teus poemas de denúncia p'ra dizer
que queres o homem mais humano e fraterno,

que da força emanada dos teus versos,
nascerá arma para apontar aos perversos
e verás Céu, onde agora vês Inferno.

Fernanda

Este Soneto é dedicado a minha amiga Lídia,
do blogue: SILÊNCIO CULPADO.

sábado, fevereiro 09, 2008

O SOL COM A TERRA FAZ AMOR

Um dia, olhei para o Céu,
vi nele um espesso véu,
uma trovoada iminente:
Raios, coriscos, centelhas
abrem crateras, vermelhas,
em corrupio permanente.

Um raio de Sol espreita
Por uma abertura estreita.
Entre nuvens carregadas,
pequenas gotas de chuva,
Quais lágrimas de viúva,
São por ele violadas.

Passados breves instantes,
do acto entre os dois amantes,
um fenómeno acontece:
Um arco-iris, infinito,
torna o céu mais bonito,
O sol brilha, a terra aquece.

Belo arco-iris, colorido,
por nuvem negra parido,
que um raio de sol fecundou,
gera festival de cores,
filho de estranhos amores
que a tempestade juntou.

O Sol fonte de energia,
tudo mata, tudo cria,
seja em que lugar for,
é Deus da fertilidade,
luz divina, claridade,
com a terra faz amor.

Lisboa, 09/02/2008
Fernanda

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

VI PASSAR A ALEGRIA

Vi passar a Alegria,
muito pertinho de mim,
sorriu-me, disse bom dia
e numa louca correria,
lá seguiu para o seu fim.

Pus-me a correr atrás dela,
logo lhe perdi a pista,
bonita, ágil e bela,
fez tal qual a Cinderela
sumiu-se da minha vista.

Por ruas jardins e praças
pergunto a linda Alegria
mas só encontro desgraças,
mascaradas com caraças,
que me olham com ousadia.

A tais olhares, estremeço
mas finjo não estar a vê-los
porém, depois não os esqueço,
nem mesmo quando adormeço
eu, consigo esquece-los!

E não sei que hei-de fazer
para a Alegria encontrar,
se continuar a correr
ou se parar para ver
se ela um dia quer voltar.

Fernanda

quarta-feira, janeiro 30, 2008

AMOR DE VERÃO

Aquele amor tão bonito
que na praia ficou escrito
com os meus dedos dos pés,
era um amor sem futuro
tão frágil e inseguro,
foi nas primeiras marés.

Veio uma onda apagou-o,
veio outra onda e levou-o
bem para dentro do mar,
aquele amor de Verão
foi uma ténue paixão
que a água soube levar.

Em noites de lua cheia,
grandes castelos de areia
em conjunto construímos,
porém, com o fim do Verão
devaneceu-se a ilusão,
rumos opostos seguimos.

Um p'ro Norte, outro p'ro Sul,
esquecemos o mar, azul,
dissemos adeus às Férias,
voltamos a trabalhar
e quem sabe se a arranjar
outras paixões, bem, mais sérias.

Fernanda