O dia escurece como se anoitecesse,
a chuva mergulha no mar bravo e frio,
nem tudo é cinzento, nem tudo esmorece,
mas tudo é verdade, mesmo este vazio.
O amanhã será mais envolvente,
trará ao cinzento-escuro desta tela,
outra cor por si só mais abrangente,
que abrirá naturalmente a triste cela.
Com nova cor as pinceladas vão surgindo,
dando só por si um brilho de esperança
à tela, onde a pintura vai sobressaindo
do cinzento base, que perde sua pujança.
Dependurada a tela na triste parede,
para que outros cinzentos a possam admirar,
estranha o que em silêncio o cinzento pede
temendo que a nova cor o possa apagar.
Abre-se a porta da cela escurecida,
deixando nela entrar o formoso brilho,
a tela resplandece uma outra vida,
que em si encobria como um jovem filho.
A parede pálida desperta ao notar,
uma vida surgir na tela pendente,
pede ao cavalete para a sustentar,
para a sua tela encarar de frente...
Ao ver na pintura o sabor da vida,
ao ler nos traços o sentir da morte,
apagou os traços, dando-lhe em seguida,
um painel de cores mais vivo, mais forte...
Fernanda
terça-feira, março 25, 2008
sexta-feira, março 21, 2008
PENSANDO EM TI !
Poema dedicado a todos os Amigos(as)
Que me visitam...neste dia Especial
da Poesia...21-03-2008.
És a luz de um farol.
És força do sol nascente.
És o filho que não tive,
és lua em quarto crescente.
És a graça de um sorriso.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante
és o som és a quimera.
És o alecrim do campo
és a paz és bonança.
és do céu o paraíso
és a fé, és a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és bondade, és perfeição.
És o esvoaçar do cisne.
És momento de oração.
És o murmúrio das águas.
és o oiro incandescente.
És o perfume do goivo,
és a brisa do poente.
És canto de rouxinol.
és a obra de um pintor
és uma sombra que passa.
És o "Bem", és o Amor!.
SANTA PÁSCOA!.
Fernanda
Que me visitam...neste dia Especial
da Poesia...21-03-2008.
És a luz de um farol.
És força do sol nascente.
És o filho que não tive,
és lua em quarto crescente.
És a graça de um sorriso.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante
és o som és a quimera.
És o alecrim do campo
és a paz és bonança.
és do céu o paraíso
és a fé, és a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és bondade, és perfeição.
És o esvoaçar do cisne.
És momento de oração.
És o murmúrio das águas.
és o oiro incandescente.
És o perfume do goivo,
és a brisa do poente.
És canto de rouxinol.
és a obra de um pintor
és uma sombra que passa.
És o "Bem", és o Amor!.
SANTA PÁSCOA!.
Fernanda
domingo, março 16, 2008
SONHEI
Sonhei na magia d’uma noite,
Com um mundo bem diferente,
Onde havia harmonia, luz e cor,
Ao ritmo duma melodia envolvente,
Que falava d’alegria, paz e amor.
Vamos içar nossas vidas
Nesse oceano sem fim,
Curar as velhas feridas,
Dar um abraço, enfim!
Pais e filhos neste mundo,
Tinham a porta sempre aberta,
Um enorme coração…
E ouvido sempre alerta.
Unidos por um laço d’amor profundo,
Diziam o que lhes ia na alma,
Sem máscaras, nem sofreguidão,
Com todo o respeito e calma.
Quando a tempestade pairava em seu seio,
Depressa vinha a brisa dialogante,
Que fazia desvanecer todo o receio,
Fazendo renascer o belo, o edificante!...
De tanto palpitar meu coração
Acordou-me de repente!
Então, chorei, chorei a desilusão
De um mundo tão indiferente!
Fernanda
Com um mundo bem diferente,
Onde havia harmonia, luz e cor,
Ao ritmo duma melodia envolvente,
Que falava d’alegria, paz e amor.
Vamos içar nossas vidas
Nesse oceano sem fim,
Curar as velhas feridas,
Dar um abraço, enfim!
Pais e filhos neste mundo,
Tinham a porta sempre aberta,
Um enorme coração…
E ouvido sempre alerta.
Unidos por um laço d’amor profundo,
Diziam o que lhes ia na alma,
Sem máscaras, nem sofreguidão,
Com todo o respeito e calma.
Quando a tempestade pairava em seu seio,
Depressa vinha a brisa dialogante,
Que fazia desvanecer todo o receio,
Fazendo renascer o belo, o edificante!...
De tanto palpitar meu coração
Acordou-me de repente!
Então, chorei, chorei a desilusão
De um mundo tão indiferente!
Fernanda
terça-feira, março 11, 2008
TU ÉS...
És a força de um sorriso.
És o grito, és o queixume.
És perfume de narciso,
és amor e és ciúme.
És a lágrima furtiva.
És vagido de criança,
és o esvoaçar do cisne
és a fé a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és canção inacabada.
És a estrela da manhã,
és a brisa perfumada.
És o mermúrio das águas
és sombra do sol nascente.
És a paz, és a magia
és a luz resplandecente.
És a papoila do campo.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante,
és o som, és a quimera.
És a graça da gazela.
És o alecrim do monte.
És do céu o paraíso,
és o murmúrio da fonte.
Dedicado a todos os amigos
e amigas, que o lerem.
Fernanda
És o grito, és o queixume.
És perfume de narciso,
és amor e és ciúme.
És a lágrima furtiva.
És vagido de criança,
és o esvoaçar do cisne
és a fé a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és canção inacabada.
És a estrela da manhã,
és a brisa perfumada.
És o mermúrio das águas
és sombra do sol nascente.
És a paz, és a magia
és a luz resplandecente.
És a papoila do campo.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante,
és o som, és a quimera.
És a graça da gazela.
És o alecrim do monte.
És do céu o paraíso,
és o murmúrio da fonte.
Dedicado a todos os amigos
e amigas, que o lerem.
Fernanda
sexta-feira, março 07, 2008
SOMOS AVÓS
Claro que somos Avós,
mas, olha isso que importa ?
Se o que existiu entre nós,
nunca será coisa morta.
Claro que temos idade,
certo que temos juizo,
mas, p'ra matar a saudade
de dizer isto preciso:
-Ao ter dez anos de idade,
já gostava de te ver,
se era amor ou amizade,
isso, não te sei dizer.
Aos quinze anos, então...
Aí que sensações sentia!
Saltava-me o coração
em cada vez que te via.
Aos vinte amava-te a sério,
aos vinte e cinco ainda mais,
era amor, era mistério,
como não senti, jamais.
Aos trinta, tudo acabou,
para mal dos nós os dois,
cada um de nós casou,
e tivemos filhos depois.
Cada um viveu a vida,
esquecendo o comum passado,
e mesmo de alma partida,
manteve o seu lar honrado.
Mas hoje que te encontrei,
tinha que te dizer isto,
tu já sabes o que eu sei,
resistes, como eu resisto.
Fernanda
mas, olha isso que importa ?
Se o que existiu entre nós,
nunca será coisa morta.
Claro que temos idade,
certo que temos juizo,
mas, p'ra matar a saudade
de dizer isto preciso:
-Ao ter dez anos de idade,
já gostava de te ver,
se era amor ou amizade,
isso, não te sei dizer.
Aos quinze anos, então...
Aí que sensações sentia!
Saltava-me o coração
em cada vez que te via.
Aos vinte amava-te a sério,
aos vinte e cinco ainda mais,
era amor, era mistério,
como não senti, jamais.
Aos trinta, tudo acabou,
para mal dos nós os dois,
cada um de nós casou,
e tivemos filhos depois.
Cada um viveu a vida,
esquecendo o comum passado,
e mesmo de alma partida,
manteve o seu lar honrado.
Mas hoje que te encontrei,
tinha que te dizer isto,
tu já sabes o que eu sei,
resistes, como eu resisto.
Fernanda
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
CARINHO E TERNURA
Três anos, apenas,
pernitas pequenas,
solta-se da mão,
abala a correr,
para o avô ver
que é um "Valentão".
Trópego o velhote,
também corre a trote,
mas não o segura,
entre avô e neto
Cresce amor, afecto,
carinho e ternura.
Quando o avô o chama,
o neto reclama:
-"Avô corre mais"!
E pelo parque fora,
parecem agora,
meninos iguais.
O ancião cansado,
na relva sentado,
chama o seu menino
e diz-lhe a brincar:
-"Vem cá ajudar
o avõ pequenino"!
Fernanda
pernitas pequenas,
solta-se da mão,
abala a correr,
para o avô ver
que é um "Valentão".
Trópego o velhote,
também corre a trote,
mas não o segura,
entre avô e neto
Cresce amor, afecto,
carinho e ternura.
Quando o avô o chama,
o neto reclama:
-"Avô corre mais"!
E pelo parque fora,
parecem agora,
meninos iguais.
O ancião cansado,
na relva sentado,
chama o seu menino
e diz-lhe a brincar:
-"Vem cá ajudar
o avõ pequenino"!
Fernanda
sábado, fevereiro 23, 2008
GOSTO DE TI!...
Anão, tu és um homem pequeno
mas tens em compensação
um olhar doce e ameno
e um grande coração.
Qualquer menino que passa
olha p'ra ti e sorri,
sorri-te por te achar graça
e porque gosta de ti.
Então, bela criatura,
tu respondes-lhe sorrindo,
com carinho e com candura
e o menino acha-te lindo,
Pensa na branca de neve
e nos seus sete anoeszinhos,
despede-se ágil e leve
e atira-te com beijinhos.
O enorme e feio gigante,
também lhe ocorre à mente
e já um pouco distante
pára e sorri novamente.
E tu, meu homem pequeno,
já venceste o gigantão,
com teu olhar doce ameno
e o teu grande coração.
Fernanda
mas tens em compensação
um olhar doce e ameno
e um grande coração.
Qualquer menino que passa
olha p'ra ti e sorri,
sorri-te por te achar graça
e porque gosta de ti.
Então, bela criatura,
tu respondes-lhe sorrindo,
com carinho e com candura
e o menino acha-te lindo,
Pensa na branca de neve
e nos seus sete anoeszinhos,
despede-se ágil e leve
e atira-te com beijinhos.
O enorme e feio gigante,
também lhe ocorre à mente
e já um pouco distante
pára e sorri novamente.
E tu, meu homem pequeno,
já venceste o gigantão,
com teu olhar doce ameno
e o teu grande coração.
Fernanda
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
FORÇAS OCULTAS
A força que à vida dá,
forças p'ra vida viver,
é uma força que está,
dentro dela sem se ver.
Quase sempre a vida tem,
a força da própria vida,
mas muitas vezes, porém,
sente-se a força perdida.
Restando, então, recorrer
para a tal força invisível
p'ra continuar a manter
a vida no mesmo nivel.
E é essa força escondida
que nos serve de defesa,
p'ra vida não ser vencida,
logo à primeira fraqueza.
Fernanda
forças p'ra vida viver,
é uma força que está,
dentro dela sem se ver.
Quase sempre a vida tem,
a força da própria vida,
mas muitas vezes, porém,
sente-se a força perdida.
Restando, então, recorrer
para a tal força invisível
p'ra continuar a manter
a vida no mesmo nivel.
E é essa força escondida
que nos serve de defesa,
p'ra vida não ser vencida,
logo à primeira fraqueza.
Fernanda
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Ai se Eu um Dia Voltasse!...
Um velhote, já cansado,
ao ver um casal novito,
pôs-se a olhar descarado
e a piscar o seu "olhito".
O casal de namorados
ao velhote não ligou,
continuaram abraçados
e um ao outro beijou.
Ao ver trocar mais um beijo,
o homem, desorientado,
sentiu um louco desejo
de ser ele o namorado.
Olhando com insistência
o ancião sai-se com esta:
-"Minha filha tem paciência,
mas esse moço não presta"!
O rapaz ficou a olhar
e respondeu-lhe com graça:
-"Não se esteja a entusiasmar,
vá passear que isso passa"!...
...Fez que o homem recordasse
a longiqua mocidade,
diz-lhe então:-"Ai se eu voltasse,
a ter essa idade"!...
Fernanda
ao ver um casal novito,
pôs-se a olhar descarado
e a piscar o seu "olhito".
O casal de namorados
ao velhote não ligou,
continuaram abraçados
e um ao outro beijou.
Ao ver trocar mais um beijo,
o homem, desorientado,
sentiu um louco desejo
de ser ele o namorado.
Olhando com insistência
o ancião sai-se com esta:
-"Minha filha tem paciência,
mas esse moço não presta"!
O rapaz ficou a olhar
e respondeu-lhe com graça:
-"Não se esteja a entusiasmar,
vá passear que isso passa"!...
...Fez que o homem recordasse
a longiqua mocidade,
diz-lhe então:-"Ai se eu voltasse,
a ter essa idade"!...
Fernanda
sábado, fevereiro 16, 2008
BELAS LEMBRANÇAS
Mantenho entre as mais belas lembranças,
Pelos campos, nossos passeios, de mãos dadas,
perdidos em horizontes de esperanças,
voando em fantasias aladas.
Os fáceis caminhos percorridos,
na planura da nossa imaginação,
tinham tapetes de pétalas estendidos
para passar a nossa doce ilusão.
Estes percursos, fruto da nossa utopia,
ao Paraiso nos teriam que levar,
para nós, a vida era amor e alegria,
mal e tritezas nela não tinham lugar.
O nosso Mundo era reino de venturas,
lá não cabiam nem malfeitores nem feras,
no Céu não pairavam nuvéns escuras,
as estações eram todas Primaveras.
Não havia fronteiras pr'o nosso amor,
ele ocupava todos os tempos e espaços,
ao abraçar-te tinha tal força e vigor
que eras o Mundo, apertado nos meus braços.
Anos, benditos, os que estou a recordar,
aqueles beijos que a boca nos queimavam,
noites de amor e loucuras sem parar,
só mais um beijo e novamente começavam.
Confesso, agora, que estão no fim nossas vidas;
Que dia-a-dia, são mais tristes e duras;
Que não lamento as loucuras cometidas;
Que gostaria de cometer mais loucuras.
Fernanda
Pelos campos, nossos passeios, de mãos dadas,
perdidos em horizontes de esperanças,
voando em fantasias aladas.
Os fáceis caminhos percorridos,
na planura da nossa imaginação,
tinham tapetes de pétalas estendidos
para passar a nossa doce ilusão.
Estes percursos, fruto da nossa utopia,
ao Paraiso nos teriam que levar,
para nós, a vida era amor e alegria,
mal e tritezas nela não tinham lugar.
O nosso Mundo era reino de venturas,
lá não cabiam nem malfeitores nem feras,
no Céu não pairavam nuvéns escuras,
as estações eram todas Primaveras.
Não havia fronteiras pr'o nosso amor,
ele ocupava todos os tempos e espaços,
ao abraçar-te tinha tal força e vigor
que eras o Mundo, apertado nos meus braços.
Anos, benditos, os que estou a recordar,
aqueles beijos que a boca nos queimavam,
noites de amor e loucuras sem parar,
só mais um beijo e novamente começavam.
Confesso, agora, que estão no fim nossas vidas;
Que dia-a-dia, são mais tristes e duras;
Que não lamento as loucuras cometidas;
Que gostaria de cometer mais loucuras.
Fernanda
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
SOL-POENTE
Já faz tempo que falo a sós comigo
com os astros, a lua e o luar!
Sinto-me só, princesa sem abrigo,
com um louco desejo de amar!
Quero ter um amor e um amigo
junto a mim com ternura a derramar!
Que me recorde um tempo já antigo
P'ra nas ondas suaves mergulhar...
Não sei se é sonho vão, se uma miragem,
voltar de novo a ser uma paisagem
e ninho acolhedor ao fim dum dia!...
Eu não quero ser triste sem o ser.
Quero encontrar alguém para viver
quero ser sol-poente de magia!
Fernanda
com os astros, a lua e o luar!
Sinto-me só, princesa sem abrigo,
com um louco desejo de amar!
Quero ter um amor e um amigo
junto a mim com ternura a derramar!
Que me recorde um tempo já antigo
P'ra nas ondas suaves mergulhar...
Não sei se é sonho vão, se uma miragem,
voltar de novo a ser uma paisagem
e ninho acolhedor ao fim dum dia!...
Eu não quero ser triste sem o ser.
Quero encontrar alguém para viver
quero ser sol-poente de magia!
Fernanda
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
ROSAS VERMELHAS
Tenho por rosas vermelhas
uma longa e terna paixão,
fazem-me lembrar centelhas,
em noites de escuridão.
São bonitas, espampanantes,
chamativas, perfumadas,
lembrando belas amantes
p'ra noites de amor esperadas.
Quando as vejo em profusão
sobre os muros assomadas
sinto no meu coração
acelerar as pancadas.
Meus olhos prendem-se a elas
e elas lindas sensuais
tornam-se ainda mais belas,
para nos prenderem mais.
Fernanda
uma longa e terna paixão,
fazem-me lembrar centelhas,
em noites de escuridão.
São bonitas, espampanantes,
chamativas, perfumadas,
lembrando belas amantes
p'ra noites de amor esperadas.
Quando as vejo em profusão
sobre os muros assomadas
sinto no meu coração
acelerar as pancadas.
Meus olhos prendem-se a elas
e elas lindas sensuais
tornam-se ainda mais belas,
para nos prenderem mais.
Fernanda
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
A BELA POESIA
Com pingos de inspiração e talento,
escreve o poeta seus poemas dia-a-dia,
nos dias Não escreve á dor, ao desalento
nos dias Sim canta à esperança e a alegria.
Pobre poeta, como eu entendo e lamento
os dias em que é triste, tua bela, poesia,
que a tua fé não resiste ao sofrimento,
por vezes o mundo coberto de hipocrisia.
Porém, poeta, nunca deixes de escrever:
os teus poemas de denúncia p'ra dizer
que queres o homem mais humano e fraterno,
que da força emanada dos teus versos,
nascerá arma para apontar aos perversos
e verás Céu, onde agora vês Inferno.
Fernanda
Este Soneto é dedicado a minha amiga Lídia,
do blogue: SILÊNCIO CULPADO.
escreve o poeta seus poemas dia-a-dia,
nos dias Não escreve á dor, ao desalento
nos dias Sim canta à esperança e a alegria.
Pobre poeta, como eu entendo e lamento
os dias em que é triste, tua bela, poesia,
que a tua fé não resiste ao sofrimento,
por vezes o mundo coberto de hipocrisia.
Porém, poeta, nunca deixes de escrever:
os teus poemas de denúncia p'ra dizer
que queres o homem mais humano e fraterno,
que da força emanada dos teus versos,
nascerá arma para apontar aos perversos
e verás Céu, onde agora vês Inferno.
Fernanda
Este Soneto é dedicado a minha amiga Lídia,
do blogue: SILÊNCIO CULPADO.
sábado, fevereiro 09, 2008
O SOL COM A TERRA FAZ AMOR
Um dia, olhei para o Céu,
vi nele um espesso véu,
uma trovoada iminente:
Raios, coriscos, centelhas
abrem crateras, vermelhas,
em corrupio permanente.
Um raio de Sol espreita
Por uma abertura estreita.
Entre nuvens carregadas,
pequenas gotas de chuva,
Quais lágrimas de viúva,
São por ele violadas.
Passados breves instantes,
do acto entre os dois amantes,
um fenómeno acontece:
Um arco-iris, infinito,
torna o céu mais bonito,
O sol brilha, a terra aquece.
Belo arco-iris, colorido,
por nuvem negra parido,
que um raio de sol fecundou,
gera festival de cores,
filho de estranhos amores
que a tempestade juntou.
O Sol fonte de energia,
tudo mata, tudo cria,
seja em que lugar for,
é Deus da fertilidade,
luz divina, claridade,
com a terra faz amor.
Lisboa, 09/02/2008
Fernanda
vi nele um espesso véu,
uma trovoada iminente:
Raios, coriscos, centelhas
abrem crateras, vermelhas,
em corrupio permanente.
Um raio de Sol espreita
Por uma abertura estreita.
Entre nuvens carregadas,
pequenas gotas de chuva,
Quais lágrimas de viúva,
São por ele violadas.
Passados breves instantes,
do acto entre os dois amantes,
um fenómeno acontece:
Um arco-iris, infinito,
torna o céu mais bonito,
O sol brilha, a terra aquece.
Belo arco-iris, colorido,
por nuvem negra parido,
que um raio de sol fecundou,
gera festival de cores,
filho de estranhos amores
que a tempestade juntou.
O Sol fonte de energia,
tudo mata, tudo cria,
seja em que lugar for,
é Deus da fertilidade,
luz divina, claridade,
com a terra faz amor.
Lisboa, 09/02/2008
Fernanda
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
VI PASSAR A ALEGRIA
Vi passar a Alegria,
muito pertinho de mim,
sorriu-me, disse bom dia
e numa louca correria,
lá seguiu para o seu fim.
Pus-me a correr atrás dela,
logo lhe perdi a pista,
bonita, ágil e bela,
fez tal qual a Cinderela
sumiu-se da minha vista.
Por ruas jardins e praças
pergunto a linda Alegria
mas só encontro desgraças,
mascaradas com caraças,
que me olham com ousadia.
A tais olhares, estremeço
mas finjo não estar a vê-los
porém, depois não os esqueço,
nem mesmo quando adormeço
eu, consigo esquece-los!
E não sei que hei-de fazer
para a Alegria encontrar,
se continuar a correr
ou se parar para ver
se ela um dia quer voltar.
Fernanda
muito pertinho de mim,
sorriu-me, disse bom dia
e numa louca correria,
lá seguiu para o seu fim.
Pus-me a correr atrás dela,
logo lhe perdi a pista,
bonita, ágil e bela,
fez tal qual a Cinderela
sumiu-se da minha vista.
Por ruas jardins e praças
pergunto a linda Alegria
mas só encontro desgraças,
mascaradas com caraças,
que me olham com ousadia.
A tais olhares, estremeço
mas finjo não estar a vê-los
porém, depois não os esqueço,
nem mesmo quando adormeço
eu, consigo esquece-los!
E não sei que hei-de fazer
para a Alegria encontrar,
se continuar a correr
ou se parar para ver
se ela um dia quer voltar.
Fernanda
quarta-feira, janeiro 30, 2008
AMOR DE VERÃO
Aquele amor tão bonito
que na praia ficou escrito
com os meus dedos dos pés,
era um amor sem futuro
tão frágil e inseguro,
foi nas primeiras marés.
Veio uma onda apagou-o,
veio outra onda e levou-o
bem para dentro do mar,
aquele amor de Verão
foi uma ténue paixão
que a água soube levar.
Em noites de lua cheia,
grandes castelos de areia
em conjunto construímos,
porém, com o fim do Verão
devaneceu-se a ilusão,
rumos opostos seguimos.
Um p'ro Norte, outro p'ro Sul,
esquecemos o mar, azul,
dissemos adeus às Férias,
voltamos a trabalhar
e quem sabe se a arranjar
outras paixões, bem, mais sérias.
Fernanda
que na praia ficou escrito
com os meus dedos dos pés,
era um amor sem futuro
tão frágil e inseguro,
foi nas primeiras marés.
Veio uma onda apagou-o,
veio outra onda e levou-o
bem para dentro do mar,
aquele amor de Verão
foi uma ténue paixão
que a água soube levar.
Em noites de lua cheia,
grandes castelos de areia
em conjunto construímos,
porém, com o fim do Verão
devaneceu-se a ilusão,
rumos opostos seguimos.
Um p'ro Norte, outro p'ro Sul,
esquecemos o mar, azul,
dissemos adeus às Férias,
voltamos a trabalhar
e quem sabe se a arranjar
outras paixões, bem, mais sérias.
Fernanda
quinta-feira, janeiro 24, 2008
NOITE DE AMOR
Numa noite de luar,
vi uma Musa saltar
para o convés dum cacilheiro.
Quis ver o que se passava
e vi que a Musa beijava
com ardor um marinheiro.
Ouvi gemer e dar ais,
o barco atracado ao cais,
vi balouçar de mansinho,
como se o Tejo quisesse
que a Musa ao marujo desse
mais amor e mais carinho.
O Cristo-Rei, redentor,
vendo amar com tal fervor
não se opõe e abençõa,
mantem no rio o marulho
e para não haver barulho,
impõe silêncio em Lisboa.
Milhões de estrelas, candentes,
deixam seus traços ardentes
e riscam o céu como fogo,
enquanto o par amoroso,
sobre as águas em repouso,
faz do amor o seu jogo.
Assim, estes dois amantes,
unidos e confiantes
lábios nos lábios colados,
fazem amor em segredo
mas não sentem qualquer medo
sabem que estão bem guardados.
Finalmente, rompe a aurora
e a Musa vai-se embora,
mas ninguém sabe p'ra onde,
o marinheiro lá anda
de uma para outra banda
pensando onde ela se esconde.
Fernanda
vi uma Musa saltar
para o convés dum cacilheiro.
Quis ver o que se passava
e vi que a Musa beijava
com ardor um marinheiro.
Ouvi gemer e dar ais,
o barco atracado ao cais,
vi balouçar de mansinho,
como se o Tejo quisesse
que a Musa ao marujo desse
mais amor e mais carinho.
O Cristo-Rei, redentor,
vendo amar com tal fervor
não se opõe e abençõa,
mantem no rio o marulho
e para não haver barulho,
impõe silêncio em Lisboa.
Milhões de estrelas, candentes,
deixam seus traços ardentes
e riscam o céu como fogo,
enquanto o par amoroso,
sobre as águas em repouso,
faz do amor o seu jogo.
Assim, estes dois amantes,
unidos e confiantes
lábios nos lábios colados,
fazem amor em segredo
mas não sentem qualquer medo
sabem que estão bem guardados.
Finalmente, rompe a aurora
e a Musa vai-se embora,
mas ninguém sabe p'ra onde,
o marinheiro lá anda
de uma para outra banda
pensando onde ela se esconde.
Fernanda
sábado, janeiro 19, 2008
SABER AMAR E SER AMADO!
Porém, amar e saber amar
para o amor não cansar...
Ama, exige ser amado
sem Excessos de paixão
porque um ser apaixonado
deixa de ver a razão.
E o amar, cegamente,
ainda que o não pareça,
tem levado muita gente
a portar-se infantilmente
e a perder a cabeça.
Num amor equilibrado
cada um dos dois assume
o controlo do seu lado,
sem escravizar, sem ciúme,
saber amar e ser amado
não há mais belo perfume.
Amar com sinceridade,
sem nada ter que inventar
dando o que se tem p'ra dar,
naturalmente, à vontade,
é amor, é lealdade
que nunca vai saturar
e jamais pode acabar.
Amar de mais é loucura,
amar de menos cinismo,
mas, amar com egoísmo,
é muito pior, satura!
portanto se amares, procura,
amar com conta e medida
para não teres na vida
um amor que é uma tortura.
Fernanda
para o amor não cansar...
Ama, exige ser amado
sem Excessos de paixão
porque um ser apaixonado
deixa de ver a razão.
E o amar, cegamente,
ainda que o não pareça,
tem levado muita gente
a portar-se infantilmente
e a perder a cabeça.
Num amor equilibrado
cada um dos dois assume
o controlo do seu lado,
sem escravizar, sem ciúme,
saber amar e ser amado
não há mais belo perfume.
Amar com sinceridade,
sem nada ter que inventar
dando o que se tem p'ra dar,
naturalmente, à vontade,
é amor, é lealdade
que nunca vai saturar
e jamais pode acabar.
Amar de mais é loucura,
amar de menos cinismo,
mas, amar com egoísmo,
é muito pior, satura!
portanto se amares, procura,
amar com conta e medida
para não teres na vida
um amor que é uma tortura.
Fernanda
segunda-feira, janeiro 14, 2008
ÁGUAS FRESCAS DO MEU RIO
Águas frescas do meu rio,
aonde me vim banhar,
desculpem meu desvario,
já bato o dente com frio,
mas continuo a suar.
Não se cura este calor,
banhando-se em água fria,
só com mil beijos de amor
dados com força e vigor
minha febre se alivia.
Por isso águas geladas,
do meu rio de frescura,
não se sintam defraudadas
porque não são os culpadas
do calor que me tortura.
Venham abraços e beijos
que me refresquem a mente,
que me matem os desejos
e que apagem os lampejos
deste meu amor ardente.
Fernanda
aonde me vim banhar,
desculpem meu desvario,
já bato o dente com frio,
mas continuo a suar.
Não se cura este calor,
banhando-se em água fria,
só com mil beijos de amor
dados com força e vigor
minha febre se alivia.
Por isso águas geladas,
do meu rio de frescura,
não se sintam defraudadas
porque não são os culpadas
do calor que me tortura.
Venham abraços e beijos
que me refresquem a mente,
que me matem os desejos
e que apagem os lampejos
deste meu amor ardente.
Fernanda
quinta-feira, janeiro 10, 2008
NORMAS PARA SER FELIZ
Gosto da vida, vivo-a com intensidade,
não temo a morte, mas quero a vida preservar,
não tenho pressa de alcançar a eternidade,
se ela é eterna, pode por mim esperar.
Como é bonito aceitar a realidade
sem ambições para a vida não estragar,
aos interesses sobrepor a amizade,
sentir o mesmo prazer, ao receber e ao dar.
São estas as normas recomendadas
para que não nos cansemos de viver,
podendo aqui e além ser melhoradas
com coisas simples que reforcem o prazer,
todos sabemos que às vezes pequenos nadas
são suficientes p'ra momentos maus vencer.
Fernanda
não temo a morte, mas quero a vida preservar,
não tenho pressa de alcançar a eternidade,
se ela é eterna, pode por mim esperar.
Como é bonito aceitar a realidade
sem ambições para a vida não estragar,
aos interesses sobrepor a amizade,
sentir o mesmo prazer, ao receber e ao dar.
São estas as normas recomendadas
para que não nos cansemos de viver,
podendo aqui e além ser melhoradas
com coisas simples que reforcem o prazer,
todos sabemos que às vezes pequenos nadas
são suficientes p'ra momentos maus vencer.
Fernanda
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