A seiva escaldante fecundou
e da terra brotaram os botões.
Sementes que o sereno dispersou
em luz de desvairadas convulsões.
Até mesmo o silêncio já cantou
em sentidos acordes de emoções,
como todo aquele que amou
e soube engravidar os corações !
A brisa, sol doirado e tudo enfim !
Com ventos perfumados de jasmim,
são grutas a esconderem os desejos !
Renasce a vida, amor, em extremos tais
Com frutos saborosos e trigais
que despertam a fome dos teus beijos !
Soneto & Fotos;
Fernanda Costa
Lisboa, 29 de Outubro de 2008
quarta-feira, outubro 29, 2008
RENASCER !...
Fotos da Ilha de S. Miguel-Açores
quinta-feira, outubro 23, 2008
SEGREDOS !...
Como era sedutora aquela estrela
que para mim sorria lá no céu !
Pedia que chegasse junto a ela,
pois sabia um segredo que era meu.
Fiquei extasiada. Era tão bela !
E, porque a escolhida era eu,
insiste no sorriso e apela:
«Dorme o sol ! Aproveita. O espaço é teu !»
Empreendi veloz a caminhada.
Juntei-me a ela deslumbrada.
Bebi a sua luz e os seus segredos !
Silenciosa e frágil de ternura
recordou-me um momento de ventura
com gaivotas amando nos rochedos !
Soneto & Fotos;
Fernanda Costa
Lisboa, 23 de Outubro de 2008
domingo, outubro 19, 2008
BEM DISTANTE !...
Junto ao mar, perguntei-lhe se te vira,
após te procurar, mas sempre em vão !
«Não o vi», respondeu, «nem admira,
pois sempre que aqui passa é um tufão !»
«Se o vires, oxalá Deus permita !
Dá-lhe saudades minhas de emoção !
E diz-lhe que a minh'alma é que suspira
pois já perdi há muito o coração !»
O mar olhou-me um pouco altivamente,
mas sorriu como o sol no seu nascente,
continuando, incessante, a marulhar !
Então estremeci por um instante.
Tu estavas comigo, bem distante...
Eu sempre pressurosa em te encontrar !
Soneto & Fotos:
Fernanda Costa
Lisbos, 19 de Outubro de 2008
domingo, outubro 12, 2008
INTEMPORALIDADE !...
Meu Amor, porque havemos de gritar
as loucuras da nossa mocidade ?
Ainda é cedo para recordar,
porque nem tu nem eu temos idade !
Como o sol no seu leve declinar
esperando o devir da eternidade,
quero ser uma estrela a iluminar
a tua caminhada de saudade !
Depressa, não te faças esperar !
desejo ardentemente ser amada
tenho um coração grande p'ra te dar !
Quero trepar colinas de desejo !
Quero sentir tua alma inebriada !
Quero sorver um longo e terno beijo !...
Soneto & Fotos,
Fernanda Costa
Lisboa, 12 de Outubro de 2008
terça-feira, setembro 30, 2008
AMOR EM REVOLTA !...
Já não estávamos sós Amor tudo mudava
será que tudo mudava meu Amor
só porque o vento
em turbilhão se enrodilhava nessas velas
nesses moinhos em cujos braços se entregava
D. Quixote ajoalhado junto ao túmulo
da sua Dulcineia que dormia
e envergonhada Amor também sorria
do amor que D. Quixote lhe ofertava
e por que paravam então os moinhos meu Amor
se o vento tão forte em vendaval
dentro das asas que D. Quixote idealizava ?...
Entre comícios entre gritos de revolta
que as nossas mãos nas tuas mãos enlouqueciam
nessa aventura onde se desprendiam as amarras
onde os nossos cabelos em desalinho
se soltavam
seria meu Amor meu grande Amor
a nona sinfonia de Beethoven
que entre duas canções de amor
nos embalava ?...
Seria apenas Amor esse sabor
esse eterno sabor a desconhecido que nos adulava
nas pontas das baionetas que suspensas
transbordavam através dos jardins da imensidão
nos aromas de uma canção simples e pura ?...
Que por ser de intervensão Amor por ser tão simples
nos assombrava meu Amor e em desespero
nos sossegava meu Amor
nos sossegava !...
e meu Amor nós recriávamos as gaivotas
num imenso quadro de Gauguin ou de Van Gogh
porque as inventávamos na vermelhidão do nosso Amor
que impetuosamente à noitinha regressava
e ficávamos sós Amor
outra vez sós
entregues a uma desconhecida angústia que amanhecia
junto aos cravos que carinhosamente colocávamos
sobre as teclas de um piano que tocava
novamente para nós amor
só para nós !...
Soletrávamos Sarte nos intervalos do dilúvio
reinventávamos Camus meu Amor a horas mortas
quando no absurdo o misturávamos em sossego
entre dois copos de uísque bem gelado
com um concerto de Mozart que irrompia pela noite
na obscuridade do sofá onde fazíamos
amor até altas madrugadas
e ninguém nos via
quando Mozart se misturava com Camus
e Sarte ficava assim tão sorridente
contemplando a ingenuidade do nosso amor
a nossa ingenuidade amor !...
A nossa ingenuidade !..
Dormíamos a sono solto Amor
porque dormíamos
com Che Guevara à cabeceira iluminado
no altar das nossas próprias indecisões
abraçados meu Amor sempre abraçados
enviesados na sofreguidão com que vivíamos
as ressacas que nas vésperas eram sentidas
nos vergões que nos acalmavam as madrugadas
Éramos heróis por alguns dias Amor
só alguns dias
enquanto a chama se chamava liberdade
e esquecíamo-nos meu Amor tudo esquecíamos
quando já tarde já muito tarde nos entregávamos
aos acordes solitários dos violinos
que bem longe amor lá muito longe
quase em surdina meu Amor muito baixinho
voltavam a tocar tranquilamente
tão sereníssimos Amor !...
Tão devagar !...
e ao sabor das apetecidas coisas que inventávamos
íamos procurando amor nas nossas mãos vazias
uma a uma as flores que se queriam libertadas
e que aprisionadas nos sorriam Amor
como sorriam !...
Fernanda Costa
Lisboa, 30 de Setembro de 2008
sábado, setembro 20, 2008
AMOR ADIADO
Entre sussuros entre ameaças de desgraça
ouviam-se ao longe as flautas os tambores
ocultando os violinos Amor que em sossego
choravam perdidamente de amor por serem breves.
Choravam por todos os amores prostituídos
que nos cabelos já desgrenhados se vendiam
junto às espingardas que em nossos corpos se enlaçavam
e ficavam sem amor porque sofriam
adiávamos tudo amor tudo adiávamos
nas baladas que misteriosamente nos percorriam
eram quebradas todas as margens que nos chamavam
entre blusões e calças jeans que se rasgavam
para nos amarmos em todos aqueles que ao partirem
se aconchegavam junto às lágrimas que doíam
germinando nas pálpebras amigas meu Amor
de todos os que embora inteiros
ainda viviam !...
e nós desesperávamos Amor porque sonhávamos
adiando todo esse amor que se perdia
num adágio de Tchaikovsky que soava
entre duas violas pachorrentas que m0rriam
que ainda morriam de amor
enquanto esperávamos
e enquanto esperávamos meu Amor
nós resistiamos !...
Era o amor meu Amor que se apagava
nos ventos solitários que longe lá muito longe
nos seduziam
era o amor meu Amor que se anunciava
num Maio de Sessenta e Oito que nos gritava
húmido de preces em todos os lençóis onde dormíamos
onde dormiamos Amor desesperados
e em desespero morríamos Amor
como morríamos !...
Chorávamos como Tristão chorava
por Isolda !...
Iamo-nos inspirando meu Amor devagarinho
num quadro de Picasso inacabado
em Guernica seguindo os passos do inferno
que os nossos corpos soluçantes atormentavam
desvendávamo-nos para além da solidão
e embriagados aos solavacos nos beijávamos
recordando ao serão Amor a nossa infância
bem juntinhos a uma valsa de Strauss
afectuosa infância meu Amor que escondiamos
nas algemas onde apressadamente envelhecíamos
e esboçávamos sempre mais um sorriso meu Amor
enigmático e ténue sorriso que lembrava
os dedos de Da Vinci desenhando
os lábios de uma Gioconda que sofria
e que sorria como nós Amor
como sorria !...
a Gioconda onde Da Vinci se eternizava.
Fernanda Costa
Lisboa, 2o de Setembro de 2008
sábado, setembro 13, 2008
AMOR PROIBIDO
Pressentiam-se os violinos no silêncio
desse amor que já fora de Pedro e Inês.
Mas nós caminhávamos ausentes meu Amor
suspensos de uma certa flor que renascia
nos gestos adivinhados que nunca acontecendo
serenamente em segredo quase que aconteciam.
Até que dentro de nós por fim se iniciasse
essa imensa e estranha ode à alegria
que Beethoven junto a nós se esforçava
por trazer entre os dedos entre estes lábios
essa força de reunir todos os dias
num só dia Amor !... apenas num só dia !...
Mas nós Amor sozinhos estremecíamos
ficavamos presos às teclas de um piano que tocava
naquelas madrugadas já frias tão distantes
um místico nocturno de Chopin que de tão triste
entristecia aquelas manhãs da nossa ausência Amor.
Como era triste !...
Como era triste Amor a nossa ausência
quando Chopin se cobria de negro e resistia
nos nossos olhos já húmidos de cansaço
e sofria sozinho Amor.
Como sofria !...
E nós adormecíamos tão longe das nossas mãos
que Deus já distraído Amor se esquecia
de tudo o que em nós quase que acontecendo
nunca acontecia Amor !... nunca acontecia !...
Éramos Romeu e Julieta entre grinaldas
entre cambraias e cetins entre açucenas
suspirávamos de Amor como convinha
a tanto Amor a tanta ilusão comprometida.
E sempre sorrindo amor nós respirávamos
os sorrisos que inventávamos mansamente
junto às suavíssimas mãos que nos cercavam
aquela tão pequenina lágrima que partia.
Era o Amor que ausentando-se de nós Amor
nos magoava !...
Era o Amor que ausentando-se de nós Amor
tanto nos feria !...
E nós amor sentados ao piano nas madrugadas
com as minhas mãos nas tuas mãos nas nossas mãos
espreguiçávamo-nos em todas as inspirações que nos exaltavam
distribuíamo-nos em todos os sorrisos com que sorríamos.
E como sorríamos Amor !...
como sorríamos !...
Fernanda Costa
Lisboa, 13 de Setembro de 2008
sexta-feira, setembro 05, 2008
AMOR RENASCIDO
Entre Galáxicas meu Amor vislumbramos
nesta sofreguidão do espaço entre certezas
caminhamos novamente meu Amor com as tuas mãos
nas nossas mãos entrelaçadas sobre o peito.
Que idade temos meu Amor ?... Qual a idade
que os velhos do Restelo nos dariam meu Amor
se nos vissem assim juntos apaixonados
celebrando uma sonata de Chopin à luz das velas ?...
Artisticamente incendiadas meu Amor
por um raio lazer que ainda brilha nestas taças
onde comemoramos estes cânticos que se abraçam
nestes sons de uma sinfonia no começo.
Abriram-se todos os círculos que nos rodeavam meu Amor
neste início reiventado junto do Mar
neste sonho remoído por silêncios
nesta velhice sábia de enganos e segredos.
Beijemo-nos então meu Amor deliciosamente
tão deleciosamente Amor!...
Tão devagar!...
Vem daí meu Amor vamos dançar
nesta nossa primeira viagem interplanetária!...
Se Renoir nos visse meu Amor se ele nos visse
talvez os seus pincéis se colorissem novamente
e nos pintassem meu Amor assim dançando
neste ambiente familiar que redescobrimos.
Ou reencontrámos meu Amor no esquecimento
que tinhamos ao partir ao deslocar
afinal meu Amor valeu a pena
vamos ouvir Beethoven de novo meu Amor.
Podemos agora envelhecer neste Milénio
com um ramo de flores no meu regaço para distribuir
por todos estes anos que perdemos longe do Mar
por todos estes anos que perdemos meu Amor.
Sempre a sonhar Amor!...
Sempre a sonhar!...
Fernanda Costa
Lisboa, 5 de Setembro de 2008
sábado, agosto 30, 2008
AMOR COMPREMETIDO
Estamos aqui meu amor nesta planície
chorando junto ao mar este regresso
em alazões de asas douradas meu amor
em comprometedoras manhãs de nevoeiro.
Estamos aqui meu amor de olhos fechados
aguardando que D. Sebastião se reencontre
com o azul desta orfandade ou maldição
como estátuas que as areias modelassem.
Mas as nossas mãos amor!... as nossas mãos!...
onde estão elas amor ?...
onde elas estão?...
Onde estão as nossas palavras sacudindo-se
imberbes aloiradas ressoando
percorrendo-nos inteiras como cânticos
que flutuassem geométricos verticais
ao sabor das liberdades verdadeiras ?...
Onde estão as nossas palavras meu amor ?...
onde estão elas amor ?...
onde elas estão ?...
Tinhamos uma flor em cada mão em cada peito
e em cada solução nos abraçávamos.
Nesta apoteótica espera que nos move
numa vivência de Vivaldi que nos acalma.
ou na brusquidão subitamente acontecendo
de uma sinfonia de Wagner que atordoa.
Esta pintura de Malhoa olhando o mar
nos medos que cheios de medo ainda sofremos
na ilha dos amores de onde emigrámos
e onde sonhámos meu amor
como sonhámos!...
Fernanda Costa
Lisboa, 30 de Agosto de 2008
chorando junto ao mar este regresso
em alazões de asas douradas meu amor
em comprometedoras manhãs de nevoeiro.
Estamos aqui meu amor de olhos fechados
aguardando que D. Sebastião se reencontre
com o azul desta orfandade ou maldição
como estátuas que as areias modelassem.
Mas as nossas mãos amor!... as nossas mãos!...
onde estão elas amor ?...
onde elas estão?...
Onde estão as nossas palavras sacudindo-se
imberbes aloiradas ressoando
percorrendo-nos inteiras como cânticos
que flutuassem geométricos verticais
ao sabor das liberdades verdadeiras ?...
Onde estão as nossas palavras meu amor ?...
onde estão elas amor ?...
onde elas estão ?...
Tinhamos uma flor em cada mão em cada peito
e em cada solução nos abraçávamos.
Nesta apoteótica espera que nos move
numa vivência de Vivaldi que nos acalma.
ou na brusquidão subitamente acontecendo
de uma sinfonia de Wagner que atordoa.
Esta pintura de Malhoa olhando o mar
nos medos que cheios de medo ainda sofremos
na ilha dos amores de onde emigrámos
e onde sonhámos meu amor
como sonhámos!...
Fernanda Costa
Lisboa, 30 de Agosto de 2008
quarta-feira, agosto 27, 2008
ENCANTAMENTO!...
Na praia, pelo Sol, eu fui beijada
como só beijar sabem os amantes...
Com a Alma aquecida e a pele doirada
pensava que era jovem como dantes.
E pelo calor estonteada,
recordava momentos delirantes!
Então, mais do que nunca deslumbrada
vibrava com os seus raios palpitantes!
Pensei que se assim fora a eternidade
não teria, jamais, a faculdade
de recordar momentos bons d'outrora!
Oh Sol, que és a fonte da existência!
Quero viver contigo a tua essência
e sentir que o "dantes" inda é "agora".
Fernanda Costa
Lisboa, 27 de Agosto de 2008
como só beijar sabem os amantes...
Com a Alma aquecida e a pele doirada
pensava que era jovem como dantes.
E pelo calor estonteada,
recordava momentos delirantes!
Então, mais do que nunca deslumbrada
vibrava com os seus raios palpitantes!
Pensei que se assim fora a eternidade
não teria, jamais, a faculdade
de recordar momentos bons d'outrora!
Oh Sol, que és a fonte da existência!
Quero viver contigo a tua essência
e sentir que o "dantes" inda é "agora".
Fernanda Costa
Lisboa, 27 de Agosto de 2008
sexta-feira, agosto 22, 2008
GIRASSÓIS!...
Regressava do mar e fiquei presa!
Encantamento tal, louca ventura!
Palavras para quê, se era princesa
coroada por tanta formosura ?
Girassóis agitavam a beleza
num fim de tarde, grito de procura...
Suas hastes continham a leveza
duma corola aberta e insegura!
Um momento de sonho e de verdade!
Eu era uma princesa sem idade
perdida, sem saber por onde vim!
E enquanto o sol se ia escondendo
com sombras que me iam envolvendo,
achei uma perdida igual a mim!...
Fernanda Costa
Lisboa, 22 de Agosto de 2008
Encantamento tal, louca ventura!
Palavras para quê, se era princesa
coroada por tanta formosura ?
Girassóis agitavam a beleza
num fim de tarde, grito de procura...
Suas hastes continham a leveza
duma corola aberta e insegura!
Um momento de sonho e de verdade!
Eu era uma princesa sem idade
perdida, sem saber por onde vim!
E enquanto o sol se ia escondendo
com sombras que me iam envolvendo,
achei uma perdida igual a mim!...
Fernanda Costa
Lisboa, 22 de Agosto de 2008
sábado, agosto 16, 2008
ÊXTASE!...
Castelo de duende torturado
batido pela brisa do luar!
És sopro dum farol iluminado
com luzes já difusas a piscar.
És dum tempo vivido, mas passado...
Erguido bem pertinho do meu mar.
Por isso, para mim, tu és sagrado!
És mistério infinito a murmurar!...
Quantas vezes, oculta junto a ti,
me lembro dos momentos que vivi
em louca correria de ilusão!
E hoje, como sombra enluarada,
ainda continuo extasiada,
porque nada na vida foi em vão!
Fernanda Costa
Lisboa, 16 de Agosto de 2008
batido pela brisa do luar!
És sopro dum farol iluminado
com luzes já difusas a piscar.
És dum tempo vivido, mas passado...
Erguido bem pertinho do meu mar.
Por isso, para mim, tu és sagrado!
És mistério infinito a murmurar!...
Quantas vezes, oculta junto a ti,
me lembro dos momentos que vivi
em louca correria de ilusão!
E hoje, como sombra enluarada,
ainda continuo extasiada,
porque nada na vida foi em vão!
Fernanda Costa
Lisboa, 16 de Agosto de 2008
domingo, agosto 10, 2008
VIVÊNCIAS!...
Colhi os Frutos verdes da bonança.
Colhi o Sol com cheiro a maresia.
Colhi todo o Amor de ser criança.
Colhi muitos Segredos dia a dia.
Guardei-os recheados de Esperança
vibrando com a Vida em sintonia!
Baloucei com os Ventos sempre em dança,
como um Pássaro tonto de folia!
Os frutos, o amor e os segredos
levaram-me a perder todos os medos
para não me quedar, desencantada!
Agora, evocando o que vivi
e tentando esquecer o que sofri
Feliz, prosseguirei na caminhada!
Fernanda Costa
Horta, 10 de Agosto de 2008
Colhi o Sol com cheiro a maresia.
Colhi todo o Amor de ser criança.
Colhi muitos Segredos dia a dia.
Guardei-os recheados de Esperança
vibrando com a Vida em sintonia!
Baloucei com os Ventos sempre em dança,
como um Pássaro tonto de folia!
Os frutos, o amor e os segredos
levaram-me a perder todos os medos
para não me quedar, desencantada!
Agora, evocando o que vivi
e tentando esquecer o que sofri
Feliz, prosseguirei na caminhada!
Fernanda Costa
Horta, 10 de Agosto de 2008
quarta-feira, agosto 06, 2008
CÂNTICO!...
Eu quero descobrir lugar romântico
copado de folhinhas de ulmeiro!
Escrever para ti um doce cântico
enfeitado com rendas de loureiro!...
Eu queria fixar neste cântico
dos olhos teus o brilho feiticeiro!...
Atravessar contigo o Atlântico
p´rachegarmos depressa ao nosso outeiro!...
Então, encontraremos a guarrida
de rochas que convidam para a vida
e Aves que estremecem a dormir!
Gritando o nosso cântico de amor,
sorvamos deste tempo o seu sabor
e veremos Estrelas a cair!!!
Fernanda Costa
Horta, 6 de Agosto de 2008
copado de folhinhas de ulmeiro!
Escrever para ti um doce cântico
enfeitado com rendas de loureiro!...
Eu queria fixar neste cântico
dos olhos teus o brilho feiticeiro!...
Atravessar contigo o Atlântico
p´rachegarmos depressa ao nosso outeiro!...
Então, encontraremos a guarrida
de rochas que convidam para a vida
e Aves que estremecem a dormir!
Gritando o nosso cântico de amor,
sorvamos deste tempo o seu sabor
e veremos Estrelas a cair!!!
Fernanda Costa
Horta, 6 de Agosto de 2008
domingo, julho 27, 2008
OS TEUS OLHOS
Tinhas mar nos teus olhos de safira
E um sorriso de sombra enluarada!
Tua voz era música de lira...
Teus braços uma gruta encantada!...
É difícil travar do tempo a ira
Quando há ventos agrestes e geada...
Mas se há um coração qu'inda delira
Toda a força do tempo é dominada!
Cheguei à conclusão... E com vaidade
Que as vivências da nossa mocidade
Conseguiram de mim fazer "rainha".
Os teus olhos, agora, são canção
Dos tempos bem distantes que lá vão
Diluídos em vida que é só minha!
Horta, 27 de Julho de 2008
Fernanda Costa
E um sorriso de sombra enluarada!
Tua voz era música de lira...
Teus braços uma gruta encantada!...
É difícil travar do tempo a ira
Quando há ventos agrestes e geada...
Mas se há um coração qu'inda delira
Toda a força do tempo é dominada!
Cheguei à conclusão... E com vaidade
Que as vivências da nossa mocidade
Conseguiram de mim fazer "rainha".
Os teus olhos, agora, são canção
Dos tempos bem distantes que lá vão
Diluídos em vida que é só minha!
Horta, 27 de Julho de 2008
Fernanda Costa
sábado, julho 05, 2008
PLENITUDE!...
Por ti de corpo e alma desejada,
também eu aderi aos teus desejos!
Como uma incandescente madrugada
e pus todo o meu corpo aos teus beijos!
Eu recebi e dei extasiada,
vivendo a acreditar nos teus cortejos!
Era sempre uma noite costelada
ouvindo, embriagada os teus harpejos!
Chamei o Sol, a Luz e o Calor,
e todos responderam á chamada!
De mãos dadas, os cinco com sabor
aguardamos nascer a alvorada!
Ela surgiu vibrante de fulgor
rescaldo de Estrela apaixonada!
Era quadro pintado sem pintor
de cabeleira solta, desgrenada!...
Olhaste-me sereno e recolhido
como esbatida luz crepuscular!
Lá de longe, muito longe, escondido,
dos teus olhos brotava o azul do mar!...
Fernanda Costa,
Horta, 5 de Julho de 2008
também eu aderi aos teus desejos!
Como uma incandescente madrugada
e pus todo o meu corpo aos teus beijos!
Eu recebi e dei extasiada,
vivendo a acreditar nos teus cortejos!
Era sempre uma noite costelada
ouvindo, embriagada os teus harpejos!
Chamei o Sol, a Luz e o Calor,
e todos responderam á chamada!
De mãos dadas, os cinco com sabor
aguardamos nascer a alvorada!
Ela surgiu vibrante de fulgor
rescaldo de Estrela apaixonada!
Era quadro pintado sem pintor
de cabeleira solta, desgrenada!...
Olhaste-me sereno e recolhido
como esbatida luz crepuscular!
Lá de longe, muito longe, escondido,
dos teus olhos brotava o azul do mar!...
Fernanda Costa,
Horta, 5 de Julho de 2008
quarta-feira, junho 25, 2008
DE MÃOS DADAS!...
Um sopro de desejo no olhar!
Um gesto emotivo e escaldante!
Um só eco longínquo a flutuar!
Um só sorriso terno e confiante!
Eis o que chega para m’ofertar,
Como corola aberta e palpitante!
Com o odor salgado do meu mar
E murmúrio do rio sussurante!
Já fomos alvorada radiosa
Com laços de ternura a derramar!
Já fomos madrugada luminosa
Com raios bem fulgentes de luar!
Já fomos uma fonte impetuosa
Com força p’ra poder dessedentar…
Já fomos cotovia maviosa
Com gorgeios perdidos de encantar!
É um sonho álacre ainda em flor!
Horizonte pleno de gargalhadas!
Caminharemos para a eternidade amor
Sorvendo o nosso tempo de mãos dadas!
Fernanda Costa
Horta, 25 de Junho de 2008
Um gesto emotivo e escaldante!
Um só eco longínquo a flutuar!
Um só sorriso terno e confiante!
Eis o que chega para m’ofertar,
Como corola aberta e palpitante!
Com o odor salgado do meu mar
E murmúrio do rio sussurante!
Já fomos alvorada radiosa
Com laços de ternura a derramar!
Já fomos madrugada luminosa
Com raios bem fulgentes de luar!
Já fomos uma fonte impetuosa
Com força p’ra poder dessedentar…
Já fomos cotovia maviosa
Com gorgeios perdidos de encantar!
É um sonho álacre ainda em flor!
Horizonte pleno de gargalhadas!
Caminharemos para a eternidade amor
Sorvendo o nosso tempo de mãos dadas!
Fernanda Costa
Horta, 25 de Junho de 2008
quinta-feira, junho 19, 2008
SEDUÇÃO
Pedaço pequenino de luar
com um doce sorriso a seduzir!
Encontrei-te sozinho, junto ao mar
e pediste silêncio p'ra te ouvir!
»Quero-te junto a mim neste lugar
que desejo contigo repartir!...
É tempo de vivermos a sonhar
Esquecendo que a vida vai fugir«
Afinal procuravas também luz...
Nos meus olhos, a brilhar
qualquer coisa que eu sei que traduz
que é melhor encontrar que procurar!...
E quando de Sereia me chamavas
nos teus loucos arroubos de desejos!...
Quantas vezes pensaste que afogavas
a tua sede louca nos meus beijos!
Como tu te enganas-te, meu Amigo!
do teu sonho e da tua realidade
eu nunca fui Sereia mas, abrigo!
que apagou os vestígios da verdade!...
Fernanda Costa
Lisboa, 19 de junho de 2008
com um doce sorriso a seduzir!
Encontrei-te sozinho, junto ao mar
e pediste silêncio p'ra te ouvir!
»Quero-te junto a mim neste lugar
que desejo contigo repartir!...
É tempo de vivermos a sonhar
Esquecendo que a vida vai fugir«
Afinal procuravas também luz...
Nos meus olhos, a brilhar
qualquer coisa que eu sei que traduz
que é melhor encontrar que procurar!...
E quando de Sereia me chamavas
nos teus loucos arroubos de desejos!...
Quantas vezes pensaste que afogavas
a tua sede louca nos meus beijos!
Como tu te enganas-te, meu Amigo!
do teu sonho e da tua realidade
eu nunca fui Sereia mas, abrigo!
que apagou os vestígios da verdade!...
Fernanda Costa
Lisboa, 19 de junho de 2008
segunda-feira, junho 09, 2008
AMAR DE MAIS É LOUCURA!...
Porém, amar e saber amar
para o amor não cansar...
Ama, exige ser amado
sem Excessos de paixão
porque um ser apaixonado
deixa de ver a razão.
E o amar, cegamente,
ainda que o não pareça,
tem levado muita gente
a portar-se infantilmente
e a perder a cabeça.
Num amor equilibrado
cada um dos dois assume
o controlo do seu lado,
sem escravizar, sem ciúme,
saber amar e ser amado
não há mais belo perfume.
Amar com sinceridade,
sem nada ter que inventar
dando o que se tem p'ra dar,
naturalmente, à vontade,
é amor, é lealdade
que nunca vai saturar
e jamais pode acabar.
Amar de mais é loucura,
amar de menos cinismo,
mas, amar com egoísmo,
é muito pior, satura!
Portanto se amares, procura,
amar com conta e medida
para não teres na vida
um amor que é uma tortura.
Fernanda Costa
Lisboa,09 de Junho de 2008
para o amor não cansar...
Ama, exige ser amado
sem Excessos de paixão
porque um ser apaixonado
deixa de ver a razão.
E o amar, cegamente,
ainda que o não pareça,
tem levado muita gente
a portar-se infantilmente
e a perder a cabeça.
Num amor equilibrado
cada um dos dois assume
o controlo do seu lado,
sem escravizar, sem ciúme,
saber amar e ser amado
não há mais belo perfume.
Amar com sinceridade,
sem nada ter que inventar
dando o que se tem p'ra dar,
naturalmente, à vontade,
é amor, é lealdade
que nunca vai saturar
e jamais pode acabar.
Amar de mais é loucura,
amar de menos cinismo,
mas, amar com egoísmo,
é muito pior, satura!
Portanto se amares, procura,
amar com conta e medida
para não teres na vida
um amor que é uma tortura.
Fernanda Costa
Lisboa,09 de Junho de 2008
terça-feira, junho 03, 2008
CONVERSAS ÍNTIMAS!...
Numa noite longa e fria,
com um serão prolongado,
o meu coração dormia
desiludido e cansado.
Fiz barulho e acordou
da sua desilusão
e apenas me perguntou:
-"Por favor que horas são"?
Olhei para o relógio e disse:
Nem sequer é madrugada,
meia-noite que "Chatice",
Ainda, não dormi nada...
Sabem como respondeu
meu cansado coração:
-"Não dormes tu, mas durmo eu,
está morta a minha ilusão.
Não me acordes por favor,
quero dormir descansado,
tuas insónias de amor
são um assunto arrumado.
Não esperes por quem não vem,
porque isso só mal te faz,
pois tu já não és ninguém,
dorme lá, descansa em paz".
Fernanda Costa
Lisboa, 03 de Junho de 2008
com um serão prolongado,
o meu coração dormia
desiludido e cansado.
Fiz barulho e acordou
da sua desilusão
e apenas me perguntou:
-"Por favor que horas são"?
Olhei para o relógio e disse:
Nem sequer é madrugada,
meia-noite que "Chatice",
Ainda, não dormi nada...
Sabem como respondeu
meu cansado coração:
-"Não dormes tu, mas durmo eu,
está morta a minha ilusão.
Não me acordes por favor,
quero dormir descansado,
tuas insónias de amor
são um assunto arrumado.
Não esperes por quem não vem,
porque isso só mal te faz,
pois tu já não és ninguém,
dorme lá, descansa em paz".
Fernanda Costa
Lisboa, 03 de Junho de 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
DOIS LOUCOS JUNTOS!...
Um dia, que não sei quando será,
tua loucura e a minha se juntarão,
nenhum preconceito as parará
e lado a lado, fazer loucuras irão.
O mundo é nosso e o caminho é em frente,
não pararemos, nem que nos ergam barreiras,
dois loucos juntos amando-se intensamente,
não são detidos por obstáculos, nem fronteiras.
Façam favor, não se oponham á loucura,
deixem-na ir, qual vendaval, qual tufão,
á nossa força, força nehuma segura.
É amor louco, transformado em foguetão,
nada e ningúem nos privará de ventura,
de voar juntos, nas asas, da ilusão.
Fernanda Costa
Lisboa, 02 de Junho de 2008
tua loucura e a minha se juntarão,
nenhum preconceito as parará
e lado a lado, fazer loucuras irão.
O mundo é nosso e o caminho é em frente,
não pararemos, nem que nos ergam barreiras,
dois loucos juntos amando-se intensamente,
não são detidos por obstáculos, nem fronteiras.
Façam favor, não se oponham á loucura,
deixem-na ir, qual vendaval, qual tufão,
á nossa força, força nehuma segura.
É amor louco, transformado em foguetão,
nada e ningúem nos privará de ventura,
de voar juntos, nas asas, da ilusão.
Fernanda Costa
Lisboa, 02 de Junho de 2008
sábado, maio 31, 2008
POEMA PARA O MEU AMOR
Ao meu amor quero fazer um poema,
Obra sublime, que ninguém possa imitar,
que tenha o doce perfume de alfazema
e que a cor seja o azul de Céu e Mar.
Que a rima seja a mais certa que alguém
alguma vez, já conseguiu escrever,
que a pureza da linguagem, vá além,
do exigido pelos Mestres do Saber.
Que aos poetas possa servir de compêndio,
para estudarem como se faz poesia,
que tenha o lume e o calor dum grande incêndio
e a frescura duma gota de marzia.
Mostrar a força do meu amor infinito,
através de simples palavras minhas,
tudo o que neste poema não for escrito,
Quem souber ler, o lerá nas entrelinhas.
Fernanda,
Lisboa, 31 de Maio de 2008
Obra sublime, que ninguém possa imitar,
que tenha o doce perfume de alfazema
e que a cor seja o azul de Céu e Mar.
Que a rima seja a mais certa que alguém
alguma vez, já conseguiu escrever,
que a pureza da linguagem, vá além,
do exigido pelos Mestres do Saber.
Que aos poetas possa servir de compêndio,
para estudarem como se faz poesia,
que tenha o lume e o calor dum grande incêndio
e a frescura duma gota de marzia.
Mostrar a força do meu amor infinito,
através de simples palavras minhas,
tudo o que neste poema não for escrito,
Quem souber ler, o lerá nas entrelinhas.
Fernanda,
Lisboa, 31 de Maio de 2008
sábado, maio 24, 2008
AS PARTÍCULAS DE AMOR!...
Curvei-me e levantei os seixos, do leito seco do rio,
que me olhavam com calor mas, estremeciam de frio.
Atirei-os para o longe, para o coração da folhagem,
que engrandecia a areia e coloria a paisagem.
Mas as folhas já pendentes,de uma árvore secular,
acolheram, no seu seio, os seixos que vinham no ar.
Debruçaram-se sobre o leito e deitaram sobre a areia,
os seixos do rio seco, como seios de sereia.
Vendo tão nobre carinho por parte da natureza,
ergui-os nas mãos de mansinho, torneei-os de pureza.
Embalei os seixos tristes e numa caixinha os guardei,
como pedras preciosas, da coroa de algum rei...
Pressenti um núcleo de ouro, tentando deles brotar,
fiz, das partículas de amor, um longo e belo colar.
Senti seu frio queimar, ao toque, meu jovem peito,
com carinho, gratidão e veemente respeito.
Os seixos secos do rio, já não são frios de amor,
são seios de casta sereia, na mente de um sonhador!...
Fernanda,
Lisboa, 24 de maio de 2008
que me olhavam com calor mas, estremeciam de frio.
Atirei-os para o longe, para o coração da folhagem,
que engrandecia a areia e coloria a paisagem.
Mas as folhas já pendentes,de uma árvore secular,
acolheram, no seu seio, os seixos que vinham no ar.
Debruçaram-se sobre o leito e deitaram sobre a areia,
os seixos do rio seco, como seios de sereia.
Vendo tão nobre carinho por parte da natureza,
ergui-os nas mãos de mansinho, torneei-os de pureza.
Embalei os seixos tristes e numa caixinha os guardei,
como pedras preciosas, da coroa de algum rei...
Pressenti um núcleo de ouro, tentando deles brotar,
fiz, das partículas de amor, um longo e belo colar.
Senti seu frio queimar, ao toque, meu jovem peito,
com carinho, gratidão e veemente respeito.
Os seixos secos do rio, já não são frios de amor,
são seios de casta sereia, na mente de um sonhador!...
Fernanda,
Lisboa, 24 de maio de 2008
sábado, maio 17, 2008
A DOÇURA DAS CARÍCIAS!...
Sei que um dia virás,
Contigo trazendo as ilusões renascidas,
As matizes suaves das madrugadas,
A quietude do silêncio da noite cálida,
O azul diáfano do voltejar dos pássaros,
O imponderável do que já foi mas não é,
A magia de voltar a ser,
A alegria infinda de poder viver!
Esperar-te-ei, olhando sobre a colina,
Com a carícia envolvente do desejo
E o fogo ardente dos meus olhos,
O tempo não rolará.
E seremos felizes para além dele,
Num abrigo de sombras vagas
Que acolherá os nossos gemidos sentidos
E as nossas emoções delirantes!
Depois, ofertar-me-ei plena de ternura
Para poderes colher com a leveza dos deuses
A doçura das carícias
E os odores da volúpia da noite!
Nascemos com o sol pela manhã,
Nossos sentimentos abençoados,
Sublimes, puros, iluminados!...
Fernanda,
Lisboa,17 de Maio de 2008
Contigo trazendo as ilusões renascidas,
As matizes suaves das madrugadas,
A quietude do silêncio da noite cálida,
O azul diáfano do voltejar dos pássaros,
O imponderável do que já foi mas não é,
A magia de voltar a ser,
A alegria infinda de poder viver!
Esperar-te-ei, olhando sobre a colina,
Com a carícia envolvente do desejo
E o fogo ardente dos meus olhos,
O tempo não rolará.
E seremos felizes para além dele,
Num abrigo de sombras vagas
Que acolherá os nossos gemidos sentidos
E as nossas emoções delirantes!
Depois, ofertar-me-ei plena de ternura
Para poderes colher com a leveza dos deuses
A doçura das carícias
E os odores da volúpia da noite!
Nascemos com o sol pela manhã,
Nossos sentimentos abençoados,
Sublimes, puros, iluminados!...
Fernanda,
Lisboa,17 de Maio de 2008
sábado, maio 10, 2008
MÚSICA
Música, melodia d'um estado de alma,
ouvida no dorso da mãe natureza,
ao sentir seu suspiro e sua beleza;
É deleite divinal, no âmago da calma!
Inspirada pelas ninfas, dançando na ria,
ela brota dos espíritos mais sagazes;
Dourando a rotina de vidas fugazes,
ao entrelaçar fios dourados de poesia!
A brisa sopra leve, levemente,
a folhagem estremece de prazer,
acanhando desejos de paixão ardente,
com sua carícia de suave envolver!
Como raposa, a lua assalta a janela,
roubando-me a ingenuidade do pensar,
transformando-me num barco à vela,
Que percorre marés-altas, a dormitar!
No vestido de chita da noviça manhã
eu só quero é avançar, impelir-me
para esse sabor molhado de romã,
para o trecho eloquente a seduzir-me!
Música,
musa inspiradora;
Mensagem de paz,
de amor e de esperança;
Deusa reveladora
dos turbilhões vivenciais;
Nota de nostalgia;
Dama do tempo
que invade os corações
e os faz vibrar
ao som do seu ritmo
e da sua comunicação!..
Fernanda,
Lisboa,10 de Maio de 2008
ouvida no dorso da mãe natureza,
ao sentir seu suspiro e sua beleza;
É deleite divinal, no âmago da calma!
Inspirada pelas ninfas, dançando na ria,
ela brota dos espíritos mais sagazes;
Dourando a rotina de vidas fugazes,
ao entrelaçar fios dourados de poesia!
A brisa sopra leve, levemente,
a folhagem estremece de prazer,
acanhando desejos de paixão ardente,
com sua carícia de suave envolver!
Como raposa, a lua assalta a janela,
roubando-me a ingenuidade do pensar,
transformando-me num barco à vela,
Que percorre marés-altas, a dormitar!
No vestido de chita da noviça manhã
eu só quero é avançar, impelir-me
para esse sabor molhado de romã,
para o trecho eloquente a seduzir-me!
Música,
musa inspiradora;
Mensagem de paz,
de amor e de esperança;
Deusa reveladora
dos turbilhões vivenciais;
Nota de nostalgia;
Dama do tempo
que invade os corações
e os faz vibrar
ao som do seu ritmo
e da sua comunicação!..
Fernanda,
Lisboa,10 de Maio de 2008
sexta-feira, abril 18, 2008
SE ÉS FELIZ, EU TAMBÉM SOU!
Do nada surgiu a minha alma,
Do nada proveio o meu sentir,
Do nada nasceu a paz, a calma,
O amor que em mim sei existir!
Do nada veio o sonho, a certeza,
Do nada se criou realidade,
Do nada sei que sou, mas estou presa
Senão a ti e à tua virilidade!
Entendi a melodia que cantavas,
Nada melhor poderia ouvir assim,
Percebi nos sons agudos que me chamavas,
Delirei com os sons graves ser por mim!
Embalei meu corpo ao som da melodia,
Sonhou minha alma ao sentir as palavras,
Subiu no meu peito uma calma ousadia,
Carpiram meus olhos, pelo amor que me lavras!
Não volto a sonhar, nem mesmo a dormir,
Não quero perder o amor da vida,
Procuro a luz forte que me fez sorrir,
E teu corpo me envolve e me dá guarida!
Fernanda
Do nada proveio o meu sentir,
Do nada nasceu a paz, a calma,
O amor que em mim sei existir!
Do nada veio o sonho, a certeza,
Do nada se criou realidade,
Do nada sei que sou, mas estou presa
Senão a ti e à tua virilidade!
Entendi a melodia que cantavas,
Nada melhor poderia ouvir assim,
Percebi nos sons agudos que me chamavas,
Delirei com os sons graves ser por mim!
Embalei meu corpo ao som da melodia,
Sonhou minha alma ao sentir as palavras,
Subiu no meu peito uma calma ousadia,
Carpiram meus olhos, pelo amor que me lavras!
Não volto a sonhar, nem mesmo a dormir,
Não quero perder o amor da vida,
Procuro a luz forte que me fez sorrir,
E teu corpo me envolve e me dá guarida!
Fernanda
segunda-feira, abril 14, 2008
BEIJO DE EMOÇÃO!...
Não duvido...
Acredito...
No quanto me queres e me amas.
Não duvido...
Acredito...
Nas vezes que em mim pensas e me chamas.
Não duvido do teu sincero amor...
Não duvido da tua grande afeição...
Acredito no teu forte abraço, com ardor,
acredito no teu longo beijo, de emoção.
Acredito na profunda sinceridade
com que me amas, com que me abraças.
Ao olhar-te nos olhos sinto a claridade,
que em dias de sol transpõe as vidraças.
Não duvido que contigo sou alguém,
que apesar de não te ter quanto queria,
saltei o muro, a cerca, o além,
tendo alcançado o amor e a alegria.
Não duvido que a terra que piso,
me dá firmeza para caminhar em frente.
Apercebo-me do quanto um leal aviso,
me faz meditar de modo diferente.
Não duvido que o ar que respiro,
me dá incentivo para lutar por ti.
Não duvido que o teu breve suspiro,
me faz recordar o todo que vivi.
Não duvido, que não irás duvidar...
Acredito que irás acreditar...
que na outra casinha, haver também lugar,
para o abraço, o beijo, o amor provar!
Acredito que no outro País, onde amanhã
te procurarei, sem tempo, sem limite.
Nos meus olhos sentirás o afã
que à minha alma a saudade, de ti, o transmite...
Fernanda
Acredito...
No quanto me queres e me amas.
Não duvido...
Acredito...
Nas vezes que em mim pensas e me chamas.
Não duvido do teu sincero amor...
Não duvido da tua grande afeição...
Acredito no teu forte abraço, com ardor,
acredito no teu longo beijo, de emoção.
Acredito na profunda sinceridade
com que me amas, com que me abraças.
Ao olhar-te nos olhos sinto a claridade,
que em dias de sol transpõe as vidraças.
Não duvido que contigo sou alguém,
que apesar de não te ter quanto queria,
saltei o muro, a cerca, o além,
tendo alcançado o amor e a alegria.
Não duvido que a terra que piso,
me dá firmeza para caminhar em frente.
Apercebo-me do quanto um leal aviso,
me faz meditar de modo diferente.
Não duvido que o ar que respiro,
me dá incentivo para lutar por ti.
Não duvido que o teu breve suspiro,
me faz recordar o todo que vivi.
Não duvido, que não irás duvidar...
Acredito que irás acreditar...
que na outra casinha, haver também lugar,
para o abraço, o beijo, o amor provar!
Acredito que no outro País, onde amanhã
te procurarei, sem tempo, sem limite.
Nos meus olhos sentirás o afã
que à minha alma a saudade, de ti, o transmite...
Fernanda
domingo, abril 06, 2008
NA LUZ DOS TEUS OLHOS...
... E meus olhos se fecharam lentamente,
como nossos lábios no nascer de um beijo,
...e meu pensamento corre de contente,
para te dizer quanto te desejo!
Murmuro baixinho o meu grande amor,
num breve carinho te faço sorrir,
abraça-me forte, dá-me o teu calor...
A noite está fria e o céu tão negro,
tenho medo amor, não me deixes só;
quero sentir tuas mãos nas minhas,
a luz dos teus olhos iluminar os meus,
como se fossemos o Sol e a Lua,
neste Universo criado por Deus!...
E tudo voltou a ser como era...
na luz dos teus olhos sorrindo de amor,
e tudo é verdade e tudo é quimera,
quando sinto em mim todo o teu fulgor...
Fernanda
como nossos lábios no nascer de um beijo,
...e meu pensamento corre de contente,
para te dizer quanto te desejo!
Murmuro baixinho o meu grande amor,
num breve carinho te faço sorrir,
abraça-me forte, dá-me o teu calor...
A noite está fria e o céu tão negro,
tenho medo amor, não me deixes só;
quero sentir tuas mãos nas minhas,
a luz dos teus olhos iluminar os meus,
como se fossemos o Sol e a Lua,
neste Universo criado por Deus!...
E tudo voltou a ser como era...
na luz dos teus olhos sorrindo de amor,
e tudo é verdade e tudo é quimera,
quando sinto em mim todo o teu fulgor...
Fernanda
segunda-feira, março 31, 2008
ADEUS... NÃO TE QUERO VER JAMAIS!
Adeus... Não te quero ver jamais!
Amor primeiro tão cruel,
sentido, vivido, enaltecido
como algo do mais puro e doce.
Desabrochou ainda em tenra idade,
colhido foi no abrir da adolescência,
embora hoje o viva com saudade
morreu mantendo em si a inocência
de uma jovem na flor da idade.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Saudade tenho de tudo que recordo,
com lágrimas, que nem pérolas verdadeiras
que me correm pelas faces luzidias,
donde escapam esperanças derradeiras.
Sonho ainda hoje com tal amor,
choro por saber que ainda existe,
já não tenho força nem fulgor
para lutar contra a ânsia que persiste.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Teus carinhos recordo soluçando,
palavras que disseste não pronuncio,
só a ti me enxergo abrançando,
ouvindo em sussurro os sons por que suspiro.
Que saudade e tristeza sinto,
sempre ao recordar na minha solidão,
um amor que desejei ser bem distinto,
e só de chagas cobriu meu coração.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Horas de tal felicidade,
que esta tão louca saudade,
me faz recordar chorando.
É que não posso esquecer,
esse sonho belo e doce,
que eu desejava viver
contigo fosse onde fosse.
O vazio magoa a valer...
Adeus... Não te quero ver jamais!
Adeus... amor que passou
mas que vive ainda em mim,
em meu coração rasgado,
em minha alma perdida
ao sabor da solidão.
Esse amor só meu e teu,
que num abismo caiu,
não mais morrerá em mim,
em ti para sempre morreu!!!
Adeus... Não te quero ver jamais!
Fernanda
Amor primeiro tão cruel,
sentido, vivido, enaltecido
como algo do mais puro e doce.
Desabrochou ainda em tenra idade,
colhido foi no abrir da adolescência,
embora hoje o viva com saudade
morreu mantendo em si a inocência
de uma jovem na flor da idade.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Saudade tenho de tudo que recordo,
com lágrimas, que nem pérolas verdadeiras
que me correm pelas faces luzidias,
donde escapam esperanças derradeiras.
Sonho ainda hoje com tal amor,
choro por saber que ainda existe,
já não tenho força nem fulgor
para lutar contra a ânsia que persiste.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Teus carinhos recordo soluçando,
palavras que disseste não pronuncio,
só a ti me enxergo abrançando,
ouvindo em sussurro os sons por que suspiro.
Que saudade e tristeza sinto,
sempre ao recordar na minha solidão,
um amor que desejei ser bem distinto,
e só de chagas cobriu meu coração.
Adeus... Não te quero ver jamais!
Horas de tal felicidade,
que esta tão louca saudade,
me faz recordar chorando.
É que não posso esquecer,
esse sonho belo e doce,
que eu desejava viver
contigo fosse onde fosse.
O vazio magoa a valer...
Adeus... Não te quero ver jamais!
Adeus... amor que passou
mas que vive ainda em mim,
em meu coração rasgado,
em minha alma perdida
ao sabor da solidão.
Esse amor só meu e teu,
que num abismo caiu,
não mais morrerá em mim,
em ti para sempre morreu!!!
Adeus... Não te quero ver jamais!
Fernanda
terça-feira, março 25, 2008
PINTURA-O SABOR DA VIDA
O dia escurece como se anoitecesse,
a chuva mergulha no mar bravo e frio,
nem tudo é cinzento, nem tudo esmorece,
mas tudo é verdade, mesmo este vazio.
O amanhã será mais envolvente,
trará ao cinzento-escuro desta tela,
outra cor por si só mais abrangente,
que abrirá naturalmente a triste cela.
Com nova cor as pinceladas vão surgindo,
dando só por si um brilho de esperança
à tela, onde a pintura vai sobressaindo
do cinzento base, que perde sua pujança.
Dependurada a tela na triste parede,
para que outros cinzentos a possam admirar,
estranha o que em silêncio o cinzento pede
temendo que a nova cor o possa apagar.
Abre-se a porta da cela escurecida,
deixando nela entrar o formoso brilho,
a tela resplandece uma outra vida,
que em si encobria como um jovem filho.
A parede pálida desperta ao notar,
uma vida surgir na tela pendente,
pede ao cavalete para a sustentar,
para a sua tela encarar de frente...
Ao ver na pintura o sabor da vida,
ao ler nos traços o sentir da morte,
apagou os traços, dando-lhe em seguida,
um painel de cores mais vivo, mais forte...
Fernanda
a chuva mergulha no mar bravo e frio,
nem tudo é cinzento, nem tudo esmorece,
mas tudo é verdade, mesmo este vazio.
O amanhã será mais envolvente,
trará ao cinzento-escuro desta tela,
outra cor por si só mais abrangente,
que abrirá naturalmente a triste cela.
Com nova cor as pinceladas vão surgindo,
dando só por si um brilho de esperança
à tela, onde a pintura vai sobressaindo
do cinzento base, que perde sua pujança.
Dependurada a tela na triste parede,
para que outros cinzentos a possam admirar,
estranha o que em silêncio o cinzento pede
temendo que a nova cor o possa apagar.
Abre-se a porta da cela escurecida,
deixando nela entrar o formoso brilho,
a tela resplandece uma outra vida,
que em si encobria como um jovem filho.
A parede pálida desperta ao notar,
uma vida surgir na tela pendente,
pede ao cavalete para a sustentar,
para a sua tela encarar de frente...
Ao ver na pintura o sabor da vida,
ao ler nos traços o sentir da morte,
apagou os traços, dando-lhe em seguida,
um painel de cores mais vivo, mais forte...
Fernanda
sexta-feira, março 21, 2008
PENSANDO EM TI !
Poema dedicado a todos os Amigos(as)
Que me visitam...neste dia Especial
da Poesia...21-03-2008.
És a luz de um farol.
És força do sol nascente.
És o filho que não tive,
és lua em quarto crescente.
És a graça de um sorriso.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante
és o som és a quimera.
És o alecrim do campo
és a paz és bonança.
és do céu o paraíso
és a fé, és a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és bondade, és perfeição.
És o esvoaçar do cisne.
És momento de oração.
És o murmúrio das águas.
és o oiro incandescente.
És o perfume do goivo,
és a brisa do poente.
És canto de rouxinol.
és a obra de um pintor
és uma sombra que passa.
És o "Bem", és o Amor!.
SANTA PÁSCOA!.
Fernanda
Que me visitam...neste dia Especial
da Poesia...21-03-2008.
És a luz de um farol.
És força do sol nascente.
És o filho que não tive,
és lua em quarto crescente.
És a graça de um sorriso.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante
és o som és a quimera.
És o alecrim do campo
és a paz és bonança.
és do céu o paraíso
és a fé, és a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és bondade, és perfeição.
És o esvoaçar do cisne.
És momento de oração.
És o murmúrio das águas.
és o oiro incandescente.
És o perfume do goivo,
és a brisa do poente.
És canto de rouxinol.
és a obra de um pintor
és uma sombra que passa.
És o "Bem", és o Amor!.
SANTA PÁSCOA!.
Fernanda
domingo, março 16, 2008
SONHEI
Sonhei na magia d’uma noite,
Com um mundo bem diferente,
Onde havia harmonia, luz e cor,
Ao ritmo duma melodia envolvente,
Que falava d’alegria, paz e amor.
Vamos içar nossas vidas
Nesse oceano sem fim,
Curar as velhas feridas,
Dar um abraço, enfim!
Pais e filhos neste mundo,
Tinham a porta sempre aberta,
Um enorme coração…
E ouvido sempre alerta.
Unidos por um laço d’amor profundo,
Diziam o que lhes ia na alma,
Sem máscaras, nem sofreguidão,
Com todo o respeito e calma.
Quando a tempestade pairava em seu seio,
Depressa vinha a brisa dialogante,
Que fazia desvanecer todo o receio,
Fazendo renascer o belo, o edificante!...
De tanto palpitar meu coração
Acordou-me de repente!
Então, chorei, chorei a desilusão
De um mundo tão indiferente!
Fernanda
Com um mundo bem diferente,
Onde havia harmonia, luz e cor,
Ao ritmo duma melodia envolvente,
Que falava d’alegria, paz e amor.
Vamos içar nossas vidas
Nesse oceano sem fim,
Curar as velhas feridas,
Dar um abraço, enfim!
Pais e filhos neste mundo,
Tinham a porta sempre aberta,
Um enorme coração…
E ouvido sempre alerta.
Unidos por um laço d’amor profundo,
Diziam o que lhes ia na alma,
Sem máscaras, nem sofreguidão,
Com todo o respeito e calma.
Quando a tempestade pairava em seu seio,
Depressa vinha a brisa dialogante,
Que fazia desvanecer todo o receio,
Fazendo renascer o belo, o edificante!...
De tanto palpitar meu coração
Acordou-me de repente!
Então, chorei, chorei a desilusão
De um mundo tão indiferente!
Fernanda
terça-feira, março 11, 2008
TU ÉS...
És a força de um sorriso.
És o grito, és o queixume.
És perfume de narciso,
és amor e és ciúme.
És a lágrima furtiva.
És vagido de criança,
és o esvoaçar do cisne
és a fé a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és canção inacabada.
És a estrela da manhã,
és a brisa perfumada.
És o mermúrio das águas
és sombra do sol nascente.
És a paz, és a magia
és a luz resplandecente.
És a papoila do campo.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante,
és o som, és a quimera.
És a graça da gazela.
És o alecrim do monte.
És do céu o paraíso,
és o murmúrio da fonte.
Dedicado a todos os amigos
e amigas, que o lerem.
Fernanda
És o grito, és o queixume.
És perfume de narciso,
és amor e és ciúme.
És a lágrima furtiva.
És vagido de criança,
és o esvoaçar do cisne
és a fé a esperança.
És o nenúfar dos lagos,
és canção inacabada.
És a estrela da manhã,
és a brisa perfumada.
És o mermúrio das águas
és sombra do sol nascente.
És a paz, és a magia
és a luz resplandecente.
És a papoila do campo.
És tempo de primavera.
És abraço aconchegante,
és o som, és a quimera.
És a graça da gazela.
És o alecrim do monte.
És do céu o paraíso,
és o murmúrio da fonte.
Dedicado a todos os amigos
e amigas, que o lerem.
Fernanda
sexta-feira, março 07, 2008
SOMOS AVÓS
Claro que somos Avós,
mas, olha isso que importa ?
Se o que existiu entre nós,
nunca será coisa morta.
Claro que temos idade,
certo que temos juizo,
mas, p'ra matar a saudade
de dizer isto preciso:
-Ao ter dez anos de idade,
já gostava de te ver,
se era amor ou amizade,
isso, não te sei dizer.
Aos quinze anos, então...
Aí que sensações sentia!
Saltava-me o coração
em cada vez que te via.
Aos vinte amava-te a sério,
aos vinte e cinco ainda mais,
era amor, era mistério,
como não senti, jamais.
Aos trinta, tudo acabou,
para mal dos nós os dois,
cada um de nós casou,
e tivemos filhos depois.
Cada um viveu a vida,
esquecendo o comum passado,
e mesmo de alma partida,
manteve o seu lar honrado.
Mas hoje que te encontrei,
tinha que te dizer isto,
tu já sabes o que eu sei,
resistes, como eu resisto.
Fernanda
mas, olha isso que importa ?
Se o que existiu entre nós,
nunca será coisa morta.
Claro que temos idade,
certo que temos juizo,
mas, p'ra matar a saudade
de dizer isto preciso:
-Ao ter dez anos de idade,
já gostava de te ver,
se era amor ou amizade,
isso, não te sei dizer.
Aos quinze anos, então...
Aí que sensações sentia!
Saltava-me o coração
em cada vez que te via.
Aos vinte amava-te a sério,
aos vinte e cinco ainda mais,
era amor, era mistério,
como não senti, jamais.
Aos trinta, tudo acabou,
para mal dos nós os dois,
cada um de nós casou,
e tivemos filhos depois.
Cada um viveu a vida,
esquecendo o comum passado,
e mesmo de alma partida,
manteve o seu lar honrado.
Mas hoje que te encontrei,
tinha que te dizer isto,
tu já sabes o que eu sei,
resistes, como eu resisto.
Fernanda
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
CARINHO E TERNURA
Três anos, apenas,
pernitas pequenas,
solta-se da mão,
abala a correr,
para o avô ver
que é um "Valentão".
Trópego o velhote,
também corre a trote,
mas não o segura,
entre avô e neto
Cresce amor, afecto,
carinho e ternura.
Quando o avô o chama,
o neto reclama:
-"Avô corre mais"!
E pelo parque fora,
parecem agora,
meninos iguais.
O ancião cansado,
na relva sentado,
chama o seu menino
e diz-lhe a brincar:
-"Vem cá ajudar
o avõ pequenino"!
Fernanda
pernitas pequenas,
solta-se da mão,
abala a correr,
para o avô ver
que é um "Valentão".
Trópego o velhote,
também corre a trote,
mas não o segura,
entre avô e neto
Cresce amor, afecto,
carinho e ternura.
Quando o avô o chama,
o neto reclama:
-"Avô corre mais"!
E pelo parque fora,
parecem agora,
meninos iguais.
O ancião cansado,
na relva sentado,
chama o seu menino
e diz-lhe a brincar:
-"Vem cá ajudar
o avõ pequenino"!
Fernanda
sábado, fevereiro 23, 2008
GOSTO DE TI!...
Anão, tu és um homem pequeno
mas tens em compensação
um olhar doce e ameno
e um grande coração.
Qualquer menino que passa
olha p'ra ti e sorri,
sorri-te por te achar graça
e porque gosta de ti.
Então, bela criatura,
tu respondes-lhe sorrindo,
com carinho e com candura
e o menino acha-te lindo,
Pensa na branca de neve
e nos seus sete anoeszinhos,
despede-se ágil e leve
e atira-te com beijinhos.
O enorme e feio gigante,
também lhe ocorre à mente
e já um pouco distante
pára e sorri novamente.
E tu, meu homem pequeno,
já venceste o gigantão,
com teu olhar doce ameno
e o teu grande coração.
Fernanda
mas tens em compensação
um olhar doce e ameno
e um grande coração.
Qualquer menino que passa
olha p'ra ti e sorri,
sorri-te por te achar graça
e porque gosta de ti.
Então, bela criatura,
tu respondes-lhe sorrindo,
com carinho e com candura
e o menino acha-te lindo,
Pensa na branca de neve
e nos seus sete anoeszinhos,
despede-se ágil e leve
e atira-te com beijinhos.
O enorme e feio gigante,
também lhe ocorre à mente
e já um pouco distante
pára e sorri novamente.
E tu, meu homem pequeno,
já venceste o gigantão,
com teu olhar doce ameno
e o teu grande coração.
Fernanda
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
FORÇAS OCULTAS
A força que à vida dá,
forças p'ra vida viver,
é uma força que está,
dentro dela sem se ver.
Quase sempre a vida tem,
a força da própria vida,
mas muitas vezes, porém,
sente-se a força perdida.
Restando, então, recorrer
para a tal força invisível
p'ra continuar a manter
a vida no mesmo nivel.
E é essa força escondida
que nos serve de defesa,
p'ra vida não ser vencida,
logo à primeira fraqueza.
Fernanda
forças p'ra vida viver,
é uma força que está,
dentro dela sem se ver.
Quase sempre a vida tem,
a força da própria vida,
mas muitas vezes, porém,
sente-se a força perdida.
Restando, então, recorrer
para a tal força invisível
p'ra continuar a manter
a vida no mesmo nivel.
E é essa força escondida
que nos serve de defesa,
p'ra vida não ser vencida,
logo à primeira fraqueza.
Fernanda
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Ai se Eu um Dia Voltasse!...
Um velhote, já cansado,
ao ver um casal novito,
pôs-se a olhar descarado
e a piscar o seu "olhito".
O casal de namorados
ao velhote não ligou,
continuaram abraçados
e um ao outro beijou.
Ao ver trocar mais um beijo,
o homem, desorientado,
sentiu um louco desejo
de ser ele o namorado.
Olhando com insistência
o ancião sai-se com esta:
-"Minha filha tem paciência,
mas esse moço não presta"!
O rapaz ficou a olhar
e respondeu-lhe com graça:
-"Não se esteja a entusiasmar,
vá passear que isso passa"!...
...Fez que o homem recordasse
a longiqua mocidade,
diz-lhe então:-"Ai se eu voltasse,
a ter essa idade"!...
Fernanda
ao ver um casal novito,
pôs-se a olhar descarado
e a piscar o seu "olhito".
O casal de namorados
ao velhote não ligou,
continuaram abraçados
e um ao outro beijou.
Ao ver trocar mais um beijo,
o homem, desorientado,
sentiu um louco desejo
de ser ele o namorado.
Olhando com insistência
o ancião sai-se com esta:
-"Minha filha tem paciência,
mas esse moço não presta"!
O rapaz ficou a olhar
e respondeu-lhe com graça:
-"Não se esteja a entusiasmar,
vá passear que isso passa"!...
...Fez que o homem recordasse
a longiqua mocidade,
diz-lhe então:-"Ai se eu voltasse,
a ter essa idade"!...
Fernanda
sábado, fevereiro 16, 2008
BELAS LEMBRANÇAS
Mantenho entre as mais belas lembranças,
Pelos campos, nossos passeios, de mãos dadas,
perdidos em horizontes de esperanças,
voando em fantasias aladas.
Os fáceis caminhos percorridos,
na planura da nossa imaginação,
tinham tapetes de pétalas estendidos
para passar a nossa doce ilusão.
Estes percursos, fruto da nossa utopia,
ao Paraiso nos teriam que levar,
para nós, a vida era amor e alegria,
mal e tritezas nela não tinham lugar.
O nosso Mundo era reino de venturas,
lá não cabiam nem malfeitores nem feras,
no Céu não pairavam nuvéns escuras,
as estações eram todas Primaveras.
Não havia fronteiras pr'o nosso amor,
ele ocupava todos os tempos e espaços,
ao abraçar-te tinha tal força e vigor
que eras o Mundo, apertado nos meus braços.
Anos, benditos, os que estou a recordar,
aqueles beijos que a boca nos queimavam,
noites de amor e loucuras sem parar,
só mais um beijo e novamente começavam.
Confesso, agora, que estão no fim nossas vidas;
Que dia-a-dia, são mais tristes e duras;
Que não lamento as loucuras cometidas;
Que gostaria de cometer mais loucuras.
Fernanda
Pelos campos, nossos passeios, de mãos dadas,
perdidos em horizontes de esperanças,
voando em fantasias aladas.
Os fáceis caminhos percorridos,
na planura da nossa imaginação,
tinham tapetes de pétalas estendidos
para passar a nossa doce ilusão.
Estes percursos, fruto da nossa utopia,
ao Paraiso nos teriam que levar,
para nós, a vida era amor e alegria,
mal e tritezas nela não tinham lugar.
O nosso Mundo era reino de venturas,
lá não cabiam nem malfeitores nem feras,
no Céu não pairavam nuvéns escuras,
as estações eram todas Primaveras.
Não havia fronteiras pr'o nosso amor,
ele ocupava todos os tempos e espaços,
ao abraçar-te tinha tal força e vigor
que eras o Mundo, apertado nos meus braços.
Anos, benditos, os que estou a recordar,
aqueles beijos que a boca nos queimavam,
noites de amor e loucuras sem parar,
só mais um beijo e novamente começavam.
Confesso, agora, que estão no fim nossas vidas;
Que dia-a-dia, são mais tristes e duras;
Que não lamento as loucuras cometidas;
Que gostaria de cometer mais loucuras.
Fernanda
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
SOL-POENTE
Já faz tempo que falo a sós comigo
com os astros, a lua e o luar!
Sinto-me só, princesa sem abrigo,
com um louco desejo de amar!
Quero ter um amor e um amigo
junto a mim com ternura a derramar!
Que me recorde um tempo já antigo
P'ra nas ondas suaves mergulhar...
Não sei se é sonho vão, se uma miragem,
voltar de novo a ser uma paisagem
e ninho acolhedor ao fim dum dia!...
Eu não quero ser triste sem o ser.
Quero encontrar alguém para viver
quero ser sol-poente de magia!
Fernanda
com os astros, a lua e o luar!
Sinto-me só, princesa sem abrigo,
com um louco desejo de amar!
Quero ter um amor e um amigo
junto a mim com ternura a derramar!
Que me recorde um tempo já antigo
P'ra nas ondas suaves mergulhar...
Não sei se é sonho vão, se uma miragem,
voltar de novo a ser uma paisagem
e ninho acolhedor ao fim dum dia!...
Eu não quero ser triste sem o ser.
Quero encontrar alguém para viver
quero ser sol-poente de magia!
Fernanda
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
ROSAS VERMELHAS
Tenho por rosas vermelhas
uma longa e terna paixão,
fazem-me lembrar centelhas,
em noites de escuridão.
São bonitas, espampanantes,
chamativas, perfumadas,
lembrando belas amantes
p'ra noites de amor esperadas.
Quando as vejo em profusão
sobre os muros assomadas
sinto no meu coração
acelerar as pancadas.
Meus olhos prendem-se a elas
e elas lindas sensuais
tornam-se ainda mais belas,
para nos prenderem mais.
Fernanda
uma longa e terna paixão,
fazem-me lembrar centelhas,
em noites de escuridão.
São bonitas, espampanantes,
chamativas, perfumadas,
lembrando belas amantes
p'ra noites de amor esperadas.
Quando as vejo em profusão
sobre os muros assomadas
sinto no meu coração
acelerar as pancadas.
Meus olhos prendem-se a elas
e elas lindas sensuais
tornam-se ainda mais belas,
para nos prenderem mais.
Fernanda
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
A BELA POESIA
Com pingos de inspiração e talento,
escreve o poeta seus poemas dia-a-dia,
nos dias Não escreve á dor, ao desalento
nos dias Sim canta à esperança e a alegria.
Pobre poeta, como eu entendo e lamento
os dias em que é triste, tua bela, poesia,
que a tua fé não resiste ao sofrimento,
por vezes o mundo coberto de hipocrisia.
Porém, poeta, nunca deixes de escrever:
os teus poemas de denúncia p'ra dizer
que queres o homem mais humano e fraterno,
que da força emanada dos teus versos,
nascerá arma para apontar aos perversos
e verás Céu, onde agora vês Inferno.
Fernanda
Este Soneto é dedicado a minha amiga Lídia,
do blogue: SILÊNCIO CULPADO.
escreve o poeta seus poemas dia-a-dia,
nos dias Não escreve á dor, ao desalento
nos dias Sim canta à esperança e a alegria.
Pobre poeta, como eu entendo e lamento
os dias em que é triste, tua bela, poesia,
que a tua fé não resiste ao sofrimento,
por vezes o mundo coberto de hipocrisia.
Porém, poeta, nunca deixes de escrever:
os teus poemas de denúncia p'ra dizer
que queres o homem mais humano e fraterno,
que da força emanada dos teus versos,
nascerá arma para apontar aos perversos
e verás Céu, onde agora vês Inferno.
Fernanda
Este Soneto é dedicado a minha amiga Lídia,
do blogue: SILÊNCIO CULPADO.
sábado, fevereiro 09, 2008
O SOL COM A TERRA FAZ AMOR
Um dia, olhei para o Céu,
vi nele um espesso véu,
uma trovoada iminente:
Raios, coriscos, centelhas
abrem crateras, vermelhas,
em corrupio permanente.
Um raio de Sol espreita
Por uma abertura estreita.
Entre nuvens carregadas,
pequenas gotas de chuva,
Quais lágrimas de viúva,
São por ele violadas.
Passados breves instantes,
do acto entre os dois amantes,
um fenómeno acontece:
Um arco-iris, infinito,
torna o céu mais bonito,
O sol brilha, a terra aquece.
Belo arco-iris, colorido,
por nuvem negra parido,
que um raio de sol fecundou,
gera festival de cores,
filho de estranhos amores
que a tempestade juntou.
O Sol fonte de energia,
tudo mata, tudo cria,
seja em que lugar for,
é Deus da fertilidade,
luz divina, claridade,
com a terra faz amor.
Lisboa, 09/02/2008
Fernanda
vi nele um espesso véu,
uma trovoada iminente:
Raios, coriscos, centelhas
abrem crateras, vermelhas,
em corrupio permanente.
Um raio de Sol espreita
Por uma abertura estreita.
Entre nuvens carregadas,
pequenas gotas de chuva,
Quais lágrimas de viúva,
São por ele violadas.
Passados breves instantes,
do acto entre os dois amantes,
um fenómeno acontece:
Um arco-iris, infinito,
torna o céu mais bonito,
O sol brilha, a terra aquece.
Belo arco-iris, colorido,
por nuvem negra parido,
que um raio de sol fecundou,
gera festival de cores,
filho de estranhos amores
que a tempestade juntou.
O Sol fonte de energia,
tudo mata, tudo cria,
seja em que lugar for,
é Deus da fertilidade,
luz divina, claridade,
com a terra faz amor.
Lisboa, 09/02/2008
Fernanda
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
VI PASSAR A ALEGRIA
Vi passar a Alegria,
muito pertinho de mim,
sorriu-me, disse bom dia
e numa louca correria,
lá seguiu para o seu fim.
Pus-me a correr atrás dela,
logo lhe perdi a pista,
bonita, ágil e bela,
fez tal qual a Cinderela
sumiu-se da minha vista.
Por ruas jardins e praças
pergunto a linda Alegria
mas só encontro desgraças,
mascaradas com caraças,
que me olham com ousadia.
A tais olhares, estremeço
mas finjo não estar a vê-los
porém, depois não os esqueço,
nem mesmo quando adormeço
eu, consigo esquece-los!
E não sei que hei-de fazer
para a Alegria encontrar,
se continuar a correr
ou se parar para ver
se ela um dia quer voltar.
Fernanda
muito pertinho de mim,
sorriu-me, disse bom dia
e numa louca correria,
lá seguiu para o seu fim.
Pus-me a correr atrás dela,
logo lhe perdi a pista,
bonita, ágil e bela,
fez tal qual a Cinderela
sumiu-se da minha vista.
Por ruas jardins e praças
pergunto a linda Alegria
mas só encontro desgraças,
mascaradas com caraças,
que me olham com ousadia.
A tais olhares, estremeço
mas finjo não estar a vê-los
porém, depois não os esqueço,
nem mesmo quando adormeço
eu, consigo esquece-los!
E não sei que hei-de fazer
para a Alegria encontrar,
se continuar a correr
ou se parar para ver
se ela um dia quer voltar.
Fernanda
quarta-feira, janeiro 30, 2008
AMOR DE VERÃO
Aquele amor tão bonito
que na praia ficou escrito
com os meus dedos dos pés,
era um amor sem futuro
tão frágil e inseguro,
foi nas primeiras marés.
Veio uma onda apagou-o,
veio outra onda e levou-o
bem para dentro do mar,
aquele amor de Verão
foi uma ténue paixão
que a água soube levar.
Em noites de lua cheia,
grandes castelos de areia
em conjunto construímos,
porém, com o fim do Verão
devaneceu-se a ilusão,
rumos opostos seguimos.
Um p'ro Norte, outro p'ro Sul,
esquecemos o mar, azul,
dissemos adeus às Férias,
voltamos a trabalhar
e quem sabe se a arranjar
outras paixões, bem, mais sérias.
Fernanda
que na praia ficou escrito
com os meus dedos dos pés,
era um amor sem futuro
tão frágil e inseguro,
foi nas primeiras marés.
Veio uma onda apagou-o,
veio outra onda e levou-o
bem para dentro do mar,
aquele amor de Verão
foi uma ténue paixão
que a água soube levar.
Em noites de lua cheia,
grandes castelos de areia
em conjunto construímos,
porém, com o fim do Verão
devaneceu-se a ilusão,
rumos opostos seguimos.
Um p'ro Norte, outro p'ro Sul,
esquecemos o mar, azul,
dissemos adeus às Férias,
voltamos a trabalhar
e quem sabe se a arranjar
outras paixões, bem, mais sérias.
Fernanda
quinta-feira, janeiro 24, 2008
NOITE DE AMOR
Numa noite de luar,
vi uma Musa saltar
para o convés dum cacilheiro.
Quis ver o que se passava
e vi que a Musa beijava
com ardor um marinheiro.
Ouvi gemer e dar ais,
o barco atracado ao cais,
vi balouçar de mansinho,
como se o Tejo quisesse
que a Musa ao marujo desse
mais amor e mais carinho.
O Cristo-Rei, redentor,
vendo amar com tal fervor
não se opõe e abençõa,
mantem no rio o marulho
e para não haver barulho,
impõe silêncio em Lisboa.
Milhões de estrelas, candentes,
deixam seus traços ardentes
e riscam o céu como fogo,
enquanto o par amoroso,
sobre as águas em repouso,
faz do amor o seu jogo.
Assim, estes dois amantes,
unidos e confiantes
lábios nos lábios colados,
fazem amor em segredo
mas não sentem qualquer medo
sabem que estão bem guardados.
Finalmente, rompe a aurora
e a Musa vai-se embora,
mas ninguém sabe p'ra onde,
o marinheiro lá anda
de uma para outra banda
pensando onde ela se esconde.
Fernanda
vi uma Musa saltar
para o convés dum cacilheiro.
Quis ver o que se passava
e vi que a Musa beijava
com ardor um marinheiro.
Ouvi gemer e dar ais,
o barco atracado ao cais,
vi balouçar de mansinho,
como se o Tejo quisesse
que a Musa ao marujo desse
mais amor e mais carinho.
O Cristo-Rei, redentor,
vendo amar com tal fervor
não se opõe e abençõa,
mantem no rio o marulho
e para não haver barulho,
impõe silêncio em Lisboa.
Milhões de estrelas, candentes,
deixam seus traços ardentes
e riscam o céu como fogo,
enquanto o par amoroso,
sobre as águas em repouso,
faz do amor o seu jogo.
Assim, estes dois amantes,
unidos e confiantes
lábios nos lábios colados,
fazem amor em segredo
mas não sentem qualquer medo
sabem que estão bem guardados.
Finalmente, rompe a aurora
e a Musa vai-se embora,
mas ninguém sabe p'ra onde,
o marinheiro lá anda
de uma para outra banda
pensando onde ela se esconde.
Fernanda
sábado, janeiro 19, 2008
SABER AMAR E SER AMADO!
Porém, amar e saber amar
para o amor não cansar...
Ama, exige ser amado
sem Excessos de paixão
porque um ser apaixonado
deixa de ver a razão.
E o amar, cegamente,
ainda que o não pareça,
tem levado muita gente
a portar-se infantilmente
e a perder a cabeça.
Num amor equilibrado
cada um dos dois assume
o controlo do seu lado,
sem escravizar, sem ciúme,
saber amar e ser amado
não há mais belo perfume.
Amar com sinceridade,
sem nada ter que inventar
dando o que se tem p'ra dar,
naturalmente, à vontade,
é amor, é lealdade
que nunca vai saturar
e jamais pode acabar.
Amar de mais é loucura,
amar de menos cinismo,
mas, amar com egoísmo,
é muito pior, satura!
portanto se amares, procura,
amar com conta e medida
para não teres na vida
um amor que é uma tortura.
Fernanda
para o amor não cansar...
Ama, exige ser amado
sem Excessos de paixão
porque um ser apaixonado
deixa de ver a razão.
E o amar, cegamente,
ainda que o não pareça,
tem levado muita gente
a portar-se infantilmente
e a perder a cabeça.
Num amor equilibrado
cada um dos dois assume
o controlo do seu lado,
sem escravizar, sem ciúme,
saber amar e ser amado
não há mais belo perfume.
Amar com sinceridade,
sem nada ter que inventar
dando o que se tem p'ra dar,
naturalmente, à vontade,
é amor, é lealdade
que nunca vai saturar
e jamais pode acabar.
Amar de mais é loucura,
amar de menos cinismo,
mas, amar com egoísmo,
é muito pior, satura!
portanto se amares, procura,
amar com conta e medida
para não teres na vida
um amor que é uma tortura.
Fernanda
segunda-feira, janeiro 14, 2008
ÁGUAS FRESCAS DO MEU RIO
Águas frescas do meu rio,
aonde me vim banhar,
desculpem meu desvario,
já bato o dente com frio,
mas continuo a suar.
Não se cura este calor,
banhando-se em água fria,
só com mil beijos de amor
dados com força e vigor
minha febre se alivia.
Por isso águas geladas,
do meu rio de frescura,
não se sintam defraudadas
porque não são os culpadas
do calor que me tortura.
Venham abraços e beijos
que me refresquem a mente,
que me matem os desejos
e que apagem os lampejos
deste meu amor ardente.
Fernanda
aonde me vim banhar,
desculpem meu desvario,
já bato o dente com frio,
mas continuo a suar.
Não se cura este calor,
banhando-se em água fria,
só com mil beijos de amor
dados com força e vigor
minha febre se alivia.
Por isso águas geladas,
do meu rio de frescura,
não se sintam defraudadas
porque não são os culpadas
do calor que me tortura.
Venham abraços e beijos
que me refresquem a mente,
que me matem os desejos
e que apagem os lampejos
deste meu amor ardente.
Fernanda
quinta-feira, janeiro 10, 2008
NORMAS PARA SER FELIZ
Gosto da vida, vivo-a com intensidade,
não temo a morte, mas quero a vida preservar,
não tenho pressa de alcançar a eternidade,
se ela é eterna, pode por mim esperar.
Como é bonito aceitar a realidade
sem ambições para a vida não estragar,
aos interesses sobrepor a amizade,
sentir o mesmo prazer, ao receber e ao dar.
São estas as normas recomendadas
para que não nos cansemos de viver,
podendo aqui e além ser melhoradas
com coisas simples que reforcem o prazer,
todos sabemos que às vezes pequenos nadas
são suficientes p'ra momentos maus vencer.
Fernanda
não temo a morte, mas quero a vida preservar,
não tenho pressa de alcançar a eternidade,
se ela é eterna, pode por mim esperar.
Como é bonito aceitar a realidade
sem ambições para a vida não estragar,
aos interesses sobrepor a amizade,
sentir o mesmo prazer, ao receber e ao dar.
São estas as normas recomendadas
para que não nos cansemos de viver,
podendo aqui e além ser melhoradas
com coisas simples que reforcem o prazer,
todos sabemos que às vezes pequenos nadas
são suficientes p'ra momentos maus vencer.
Fernanda
sábado, dezembro 22, 2007
AO PÔR-DO-SOL
Ao pôr-do-sol,
no campo verde, perto do mar,
só eu e o barco...
Nada mais belo do que a paisagem colorida,
que alcança o meu parco olhar!
Atrás de mim um pinhal frondejante.
Ao longe uma casa esquecida
num terreno verdejante.
À minha frente o areal afagado pela onda
que chorou ainda há pouco,
ao bater na rocha rude, hedionda.
De rosto voltado para o sol, brilhando como louco,
levantei os olhos para o horizonte
e a onda caminhou paramim...
Ergueu a proa do barco, acariciou-me a fronte,
sorriu, esvaiu-se, regressando ao mar por fim.
O sol deixou no céu alaranjado
umas pinceladas de azul e branco,
que reflectiam a beleza de tanto mistério guardado...
A onda voltou tocando no flanco
do barco, que se quebrou.
minha alma cantou um poema branco,
e meu ser fascinado bailou!
Fernanda
no campo verde, perto do mar,
só eu e o barco...
Nada mais belo do que a paisagem colorida,
que alcança o meu parco olhar!
Atrás de mim um pinhal frondejante.
Ao longe uma casa esquecida
num terreno verdejante.
À minha frente o areal afagado pela onda
que chorou ainda há pouco,
ao bater na rocha rude, hedionda.
De rosto voltado para o sol, brilhando como louco,
levantei os olhos para o horizonte
e a onda caminhou paramim...
Ergueu a proa do barco, acariciou-me a fronte,
sorriu, esvaiu-se, regressando ao mar por fim.
O sol deixou no céu alaranjado
umas pinceladas de azul e branco,
que reflectiam a beleza de tanto mistério guardado...
A onda voltou tocando no flanco
do barco, que se quebrou.
minha alma cantou um poema branco,
e meu ser fascinado bailou!
Fernanda
sexta-feira, dezembro 14, 2007
RETORNO
Retorno ao ponte de origem, visito os
Caminhos por onde pisei,
Recordo a menina travessa, a querer
Ultrapassar os limites e a deixar
Que a vida tome o seu corpo e alma.
A memória guarda os pedaços
Da minha história e em cada recanto.
Encontro-me.
Os olhos vagueiam e sentem a natureza
Gritando a sua força.
Recordo as minhas idades, 9, 10, 11 anos,
Caminho sem pressa, afasto as pedras,
Como flores, falo com elas…
São faladoras: contam-me as suas cores,
Do cheiro, da beleza e dos seus amores.
A memória lembra e não quero o seu
Fenecimento.
O rosto de hoje mudou,
Sou outra e sou a mesma.
O sol a declinar e a menina ali a observar
O crepúsculo a se esvair
Aos poucos, despedindo-se sem
Traumas, num adeus sereno,
Sem deixar lágrimas, na doce previsão
Do seu retornar.
A menina e eu na mais incondicional cumplicidade.
Fernanda
Retorno ao ponte de origem, visito os
Caminhos por onde pisei,
Recordo a menina travessa, a querer
Ultrapassar os limites e a deixar
Que a vida tome o seu corpo e alma.
A memória guarda os pedaços
Da minha história e em cada recanto.
Encontro-me.
Os olhos vagueiam e sentem a natureza
Gritando a sua força.
Recordo as minhas idades, 9, 10, 11 anos,
Caminho sem pressa, afasto as pedras,
Como flores, falo com elas…
São faladoras: contam-me as suas cores,
Do cheiro, da beleza e dos seus amores.
A memória lembra e não quero o seu
Fenecimento.
O rosto de hoje mudou,
Sou outra e sou a mesma.
O sol a declinar e a menina ali a observar
O crepúsculo a se esvair
Aos poucos, despedindo-se sem
Traumas, num adeus sereno,
Sem deixar lágrimas, na doce previsão
Do seu retornar.
A menina e eu na mais incondicional cumplicidade.
Fernanda
sábado, novembro 24, 2007
POEMA PARA O DEUS SOL
Um dia, olhei para o Céu,,
vi nele um espesso véu,
uma trovoada iminente:
Raios, coriscos, centelhas
Abrem crateras, vermelhas,
em corrupio permanente.
Um raio de sol espreita
por uma abertura estreita.
Entre nuvens carregadas,
pequenas gotas de chuva,
quais lágrimas de viúva,
são por ele violadas.
Passados breves instantes,
do acto entre os dois amantes,
um fenómeno acontece:
Um arco-iris, infinito,
torna o céu mais bonito,
O sol brilha, a terra aquece.
Belo arco-iris, colorido,
por nuvem negra parido,
que um raio de sol fecundou,
gera festival de cores,
filho de estranhos amores
que a tempestade juntou.
O Sol fonte de energia,
tudo mata, tudo cria,
seja em que lugar for,
É Deus da fertilidade,
luz divina, claridade,
com a terra faz amor.
Fernanda
vi nele um espesso véu,
uma trovoada iminente:
Raios, coriscos, centelhas
Abrem crateras, vermelhas,
em corrupio permanente.
Um raio de sol espreita
por uma abertura estreita.
Entre nuvens carregadas,
pequenas gotas de chuva,
quais lágrimas de viúva,
são por ele violadas.
Passados breves instantes,
do acto entre os dois amantes,
um fenómeno acontece:
Um arco-iris, infinito,
torna o céu mais bonito,
O sol brilha, a terra aquece.
Belo arco-iris, colorido,
por nuvem negra parido,
que um raio de sol fecundou,
gera festival de cores,
filho de estranhos amores
que a tempestade juntou.
O Sol fonte de energia,
tudo mata, tudo cria,
seja em que lugar for,
É Deus da fertilidade,
luz divina, claridade,
com a terra faz amor.
Fernanda
segunda-feira, novembro 12, 2007
A LIBERDADE
Nunca foi a liberdade
nas suas multiplas formas,
a força que tudo invade,
pois ela, em boa verdade,
tem preceitos e tem normas.
Não é força de poder;
Não é acto de heroísmo;
Não é impôr nosso querer;
É os outros compreender
com tolerância e civismo.
A liberdade assumida
é um gesto de coragem,
conduz-nos e é conduzida,
dá vigor e força á vida,
jamais, entra em derrapagem.
Nunca choca, nem colide
com segundas liderdades,
não impõe e não decide,
não coarcta, não agride,
respeita as outras vontades.
Estas normas e preceitos
cumpridos sem coacção,
são garantias, direitos,
obrigações, preconceitos,
que as liberdades nos dão.
Esta riqueza, infinita,
vamos defender
como algo em que se acredita
que o ser humano necessita
como de pão p'ra comer.
Fernanda
nas suas multiplas formas,
a força que tudo invade,
pois ela, em boa verdade,
tem preceitos e tem normas.
Não é força de poder;
Não é acto de heroísmo;
Não é impôr nosso querer;
É os outros compreender
com tolerância e civismo.
A liberdade assumida
é um gesto de coragem,
conduz-nos e é conduzida,
dá vigor e força á vida,
jamais, entra em derrapagem.
Nunca choca, nem colide
com segundas liderdades,
não impõe e não decide,
não coarcta, não agride,
respeita as outras vontades.
Estas normas e preceitos
cumpridos sem coacção,
são garantias, direitos,
obrigações, preconceitos,
que as liberdades nos dão.
Esta riqueza, infinita,
vamos defender
como algo em que se acredita
que o ser humano necessita
como de pão p'ra comer.
Fernanda
sexta-feira, novembro 09, 2007
A PROCLAMAÇÂO DA VIOLETA
Violeta, envergonhada,
Toda de roxo vestida,
entre montrastos perdida,
muitas vezes és pisada,
mesmo assim, ficas calada,
sem um ai ou um queixume
e se não fosse o teu perfume
nem serias detectada.
Não compreendo esse recato,
essa perpétua tristeza,
pois, tu sabes com certeza,
que gente de fino trato,
na lapela do seu fato
davam muito p'ra te usar
e os ares perfumar
p'ra prazer do teu olfacto.
Em lindos versos de amor,
és cantadas por poetas,
mantos de reis e profetas,
também são da tua cor,
portanto, esse teu temor,
não tem justificação,
já que em minha opinião,
tu és a mais bela flor.
Mostra-te sai do canteiro,
verás como toda a gente
fica feliz e contente
e dirá ao jardinheiro:
__" Linda flor e belo cheiro,
que cor rara e delicada,
faz lembrar uma boa fada
que protege um rei guerreiro "!
Os jardins convocarão
assembleias de mil flores,
muitos e bons, oradores
ás tribunas subirão,
dali te proclamarão
de todas as flores rainha
e até a grama daninha
te virá pedir perdão.
Alecrins e rosmaninhos,
urzes, tomilhos dos montes,
giestas e azevinhos
se acercarão dos caminhos
e ao mundo proclamarão
que dada a tua ascensão
não estão tristes nem sózinhos.
Fernanda
Toda de roxo vestida,
entre montrastos perdida,
muitas vezes és pisada,
mesmo assim, ficas calada,
sem um ai ou um queixume
e se não fosse o teu perfume
nem serias detectada.
Não compreendo esse recato,
essa perpétua tristeza,
pois, tu sabes com certeza,
que gente de fino trato,
na lapela do seu fato
davam muito p'ra te usar
e os ares perfumar
p'ra prazer do teu olfacto.
Em lindos versos de amor,
és cantadas por poetas,
mantos de reis e profetas,
também são da tua cor,
portanto, esse teu temor,
não tem justificação,
já que em minha opinião,
tu és a mais bela flor.
Mostra-te sai do canteiro,
verás como toda a gente
fica feliz e contente
e dirá ao jardinheiro:
__" Linda flor e belo cheiro,
que cor rara e delicada,
faz lembrar uma boa fada
que protege um rei guerreiro "!
Os jardins convocarão
assembleias de mil flores,
muitos e bons, oradores
ás tribunas subirão,
dali te proclamarão
de todas as flores rainha
e até a grama daninha
te virá pedir perdão.
Alecrins e rosmaninhos,
urzes, tomilhos dos montes,
giestas e azevinhos
se acercarão dos caminhos
e ao mundo proclamarão
que dada a tua ascensão
não estão tristes nem sózinhos.
Fernanda
quarta-feira, outubro 24, 2007
DAS ESTRELAS É RAINHA
Estava no céu a brincar
uma linda estrelinha,
caiu de alegria ao saltar,
chegando à nossa casinha
mais depressa que o luar,
da Lua à Terra vizinha.
Ao sentir o seu brilhar,
tão intenso na noitinha,
corremos para a agarrar,
mas ela, de pé sozinha,
estendeu o seu olhar,
para a Paula, sua mãezinha.
Resolvemos acordar,
que na casa da Paulinha,
ficaria a guardar,
a nossa querida estrelinha,
até um dia casar
e ter a sua casinha.
Ela é de todos nós,
todos lhe damos amor
mas decerto também vós,
sentis sua alma em flor
e na sua forte voz,
seu coração em fulgor.
Das estrelas é rainha,
das flores nobre princesa,
amo muito a Francisquinha,
tem em si muita beleza,
a minha querida sobrinha,
simples como a Natureza.
Fernanda
uma linda estrelinha,
caiu de alegria ao saltar,
chegando à nossa casinha
mais depressa que o luar,
da Lua à Terra vizinha.
Ao sentir o seu brilhar,
tão intenso na noitinha,
corremos para a agarrar,
mas ela, de pé sozinha,
estendeu o seu olhar,
para a Paula, sua mãezinha.
Resolvemos acordar,
que na casa da Paulinha,
ficaria a guardar,
a nossa querida estrelinha,
até um dia casar
e ter a sua casinha.
Ela é de todos nós,
todos lhe damos amor
mas decerto também vós,
sentis sua alma em flor
e na sua forte voz,
seu coração em fulgor.
Das estrelas é rainha,
das flores nobre princesa,
amo muito a Francisquinha,
tem em si muita beleza,
a minha querida sobrinha,
simples como a Natureza.
Fernanda
terça-feira, outubro 09, 2007
SON DA MELODIA
Do nada surgiu a minha alma,
do nada proveio o meu sentir,
do nada nasceu a paz, a calma,
o amor que em mim sei existir!
Quando a tua vida te parecer vazia
e te sentires só, com teus olhos tristes,
luta por ti mesmo, sempre, dia a dia
e descobrirás que afinal existes!...
Repara! Medita! Para quê sofrer
por um passado vão de saudades más?
Vive a tua vida, deixa-a correr
e um novo rumo, tu descobrirás!...
Entendi a melodia que cantavas,
nada melhor poderia ouvir assim,
percebi nos sons agudos que chamavas,
chorei com os graves não ser por mim!
Embalei meu corpo ao som da melodia,
sonhou minha alma ao sentir as palavras,
subiu no meu peito uma calma ousadia,
carpiram meus olhos, pelo amor que lavras.
Desci das nuvens altas, quando emudeceste,
regressando ao ninho, qual ave celeste
sentindo a frieza do chegar da noite,
amanhã decerto terá outra veste!...
Calcorreio caminhos, procurando
nas bermas encontrar o teu amor,
corro ao ver no céu esvoaçando,
as penas que me causam tanta dor!
Fernanda
do nada proveio o meu sentir,
do nada nasceu a paz, a calma,
o amor que em mim sei existir!
Quando a tua vida te parecer vazia
e te sentires só, com teus olhos tristes,
luta por ti mesmo, sempre, dia a dia
e descobrirás que afinal existes!...
Repara! Medita! Para quê sofrer
por um passado vão de saudades más?
Vive a tua vida, deixa-a correr
e um novo rumo, tu descobrirás!...
Entendi a melodia que cantavas,
nada melhor poderia ouvir assim,
percebi nos sons agudos que chamavas,
chorei com os graves não ser por mim!
Embalei meu corpo ao som da melodia,
sonhou minha alma ao sentir as palavras,
subiu no meu peito uma calma ousadia,
carpiram meus olhos, pelo amor que lavras.
Desci das nuvens altas, quando emudeceste,
regressando ao ninho, qual ave celeste
sentindo a frieza do chegar da noite,
amanhã decerto terá outra veste!...
Calcorreio caminhos, procurando
nas bermas encontrar o teu amor,
corro ao ver no céu esvoaçando,
as penas que me causam tanta dor!
Fernanda
quinta-feira, outubro 04, 2007
SOBE VOANDO
Sei que choro por amor,
sei não o poder viver,
sinto esfriar o calor,
sinto meu ser a morrer.
A felecidade que trago
dentro do meu coração,
converte o frio em afago
e a dor numa canção.
Não sei como repartir,
nem como ao mundo mostrar,
a paz que tenho a dormir,
por te abraçar a sonhar.
Tudo que o meu ser sonha,
sobe voando no céu,
não temo a nuvem medonha,
parece-me um fino véu.
Será que a luz do luar,
me trará um dia a vida,
que eu deixei de lograr,
qundo me senti perdida ?
Fernanda
sei não o poder viver,
sinto esfriar o calor,
sinto meu ser a morrer.
A felecidade que trago
dentro do meu coração,
converte o frio em afago
e a dor numa canção.
Não sei como repartir,
nem como ao mundo mostrar,
a paz que tenho a dormir,
por te abraçar a sonhar.
Tudo que o meu ser sonha,
sobe voando no céu,
não temo a nuvem medonha,
parece-me um fino véu.
Será que a luz do luar,
me trará um dia a vida,
que eu deixei de lograr,
qundo me senti perdida ?
Fernanda
sexta-feira, setembro 28, 2007
AMOR AMADURECIDO
No macio algodão da tarde,
Olhando o lago escurecido
Pela partida do sol,
Sinto o amor amadurecido
Num campo de girassol,
Que levou a quente e cega paixão
E deixou o delírio amornecido
Pela sabedoria do coração.
Vem a noite amena, clara, de Lua cheia,
Onde encontramos luz plena,
Deixando que o outro leia
O pensamento que se palpita
Pela intuição e proximidade
Que entre nós se agita
E nos unirá para a eternidade.
No sedoso frescor da noite
É-nos mostrado o caminho,
Que prosseguimos de mãos dadas,
Passando pelo edificar de um ninho
De amor, como os contos de fadas,
Enfeitado com soluções de carinho,
De compreensão, tolerância e espera,
Sempre virente e mimoso. Pudera eu, pudera!
Fernanda
Olhando o lago escurecido
Pela partida do sol,
Sinto o amor amadurecido
Num campo de girassol,
Que levou a quente e cega paixão
E deixou o delírio amornecido
Pela sabedoria do coração.
Vem a noite amena, clara, de Lua cheia,
Onde encontramos luz plena,
Deixando que o outro leia
O pensamento que se palpita
Pela intuição e proximidade
Que entre nós se agita
E nos unirá para a eternidade.
No sedoso frescor da noite
É-nos mostrado o caminho,
Que prosseguimos de mãos dadas,
Passando pelo edificar de um ninho
De amor, como os contos de fadas,
Enfeitado com soluções de carinho,
De compreensão, tolerância e espera,
Sempre virente e mimoso. Pudera eu, pudera!
Fernanda
GOTAS DE ÁGUA
Gotas de água escorrem pela face
enrugada pela agrura de uma Vida,
que pensara iria ter um desenlance
mais feliz, sem deixar mágoa nem ferida.
Quase não viveu, tentou sobreviver
afastando de si tão cruéis momentos.
Desde a mocidade ao envelhecer
não antevira tal, em seus pensamentos.
Gotas de água humedecem os seus lábios,
cerrados pelo pesar da sua alma.
Seus olhos brilhantes, genuínos sábios,
olham a outra Vida, plenos de calma.
Já vira em sonhos o Lado de lá,
sabia quanto de belo a esperava,
aguardou serena pelo seu maná
Livertou-se desta Vida tão escrava!
Um novo astro no Céu azul surgiu
mostrando, no Universo, outro Lugar,
ninguém olha o Céu, ninguém ainda O viu,
temem o momento de O ter de alcançar.
Esse momento está predestinado,
nada há que mude seu assomar,
podem não aceitar o Lugar citado,
mas todos têm um dia de abalar!
Fernanda
enrugada pela agrura de uma Vida,
que pensara iria ter um desenlance
mais feliz, sem deixar mágoa nem ferida.
Quase não viveu, tentou sobreviver
afastando de si tão cruéis momentos.
Desde a mocidade ao envelhecer
não antevira tal, em seus pensamentos.
Gotas de água humedecem os seus lábios,
cerrados pelo pesar da sua alma.
Seus olhos brilhantes, genuínos sábios,
olham a outra Vida, plenos de calma.
Já vira em sonhos o Lado de lá,
sabia quanto de belo a esperava,
aguardou serena pelo seu maná
Livertou-se desta Vida tão escrava!
Um novo astro no Céu azul surgiu
mostrando, no Universo, outro Lugar,
ninguém olha o Céu, ninguém ainda O viu,
temem o momento de O ter de alcançar.
Esse momento está predestinado,
nada há que mude seu assomar,
podem não aceitar o Lugar citado,
mas todos têm um dia de abalar!
Fernanda
domingo, setembro 23, 2007
SAUDADES DE TI
Folhas que murcham, caindo,
crianças que choram rindo,
e eu a pensar em ti.
Gente que passa, cantando,
quanta o faz mas chorando,
e eu a pensar em ti.
Águas que jorram das fontes,
ervas que crescem nos montes,
e eu a pensar em ti.
Rios que correm contentes,
tristezas que tu não sentes,
e eu a pensar em ti.
Aves que passam, voando,
seu chilreado entoando,
e eu a pensar em ti.
Gente que nasce e que morre,
é a morte que passa, que corre,
e eu a pensar em ti.
Por fim olho a Natureza,
como fico! Tu não sabes
sinto uma grande tristeza,
e tenho tantas saudades
saudades mas só de ti!
Fernanda
crianças que choram rindo,
e eu a pensar em ti.
Gente que passa, cantando,
quanta o faz mas chorando,
e eu a pensar em ti.
Águas que jorram das fontes,
ervas que crescem nos montes,
e eu a pensar em ti.
Rios que correm contentes,
tristezas que tu não sentes,
e eu a pensar em ti.
Aves que passam, voando,
seu chilreado entoando,
e eu a pensar em ti.
Gente que nasce e que morre,
é a morte que passa, que corre,
e eu a pensar em ti.
Por fim olho a Natureza,
como fico! Tu não sabes
sinto uma grande tristeza,
e tenho tantas saudades
saudades mas só de ti!
Fernanda
domingo, setembro 16, 2007
ETERNA SAUDADE
Poisou sobre mim sossego imenso,
ao Sol quente, todo o meu sonho, cedi!
Talvez por necessidade talvez por senso,
perante a Natureza adormeci!
Docemente compreendi o teu olhar
e como uma barca entrei no Mar!
Os remos eram a eterna saudade,
o leme o meu desmedido amor.
A barca vogava sobre lágrimas
pintadas de onde em onde por poesia.
A luz do Sol nas lágrimas luzia
forçava-me a cerrar as frágeis pálpebras.
A sombra do vasto arvoredo
fazia-me temer a indesejada solidão.
O vento foi sublime, não metia medo,
queria afagar-me com boa intenção.
Mas tudo o que eu procurava em segredo,
não era mais que um som do coração
mal se ouvia, mas a razão já me dizia:
Amanhã acordarás num outro dia
espero, tenhas ponderado essa paixão!
Fernanda
ao Sol quente, todo o meu sonho, cedi!
Talvez por necessidade talvez por senso,
perante a Natureza adormeci!
Docemente compreendi o teu olhar
e como uma barca entrei no Mar!
Os remos eram a eterna saudade,
o leme o meu desmedido amor.
A barca vogava sobre lágrimas
pintadas de onde em onde por poesia.
A luz do Sol nas lágrimas luzia
forçava-me a cerrar as frágeis pálpebras.
A sombra do vasto arvoredo
fazia-me temer a indesejada solidão.
O vento foi sublime, não metia medo,
queria afagar-me com boa intenção.
Mas tudo o que eu procurava em segredo,
não era mais que um som do coração
mal se ouvia, mas a razão já me dizia:
Amanhã acordarás num outro dia
espero, tenhas ponderado essa paixão!
Fernanda
sexta-feira, agosto 31, 2007
TECLA DE PIANO
Senti, não sei bem como senti
o mais sentido sofrer do ser humano,
ouvi, não sei bem como ouvi
o gemido de uma tecla de piano.
Soltei meu olhar, libertei minha audição
caminhei levada por tão belo tom.
Na esquina da rua, um prédio envelhecido,
mantinha aberta uma pequena janela,
subo a escadaria seguindo o tal ruído,
ao parapeito me agarro e espreito por ela.
Ao entender quem era a dona do som,
entrou pela janela o meu coração.
A música dobra a dor, no teclado
o som, que transmite, faz seu ser sofrer
quem magoa tal jovem, tem de ser malvado,
não ouve, não vê, não pode viver!
Na gasta poltrona, de veludo vermelho,
onde em tempos se sentou o seu amante,
jaz um papel, com texto escrito e velho,
onde se lê a despedida, perturbante.
São penosas as horas de delonga,
por algo que pensou nunca perder,
não será a luz, nem mesmo a sombra,
que a fará da vida esmorecer!
Toca o seu piano, seu fiel amigo,
nestes longos anos sempre ao seu dispor,
tecla a tecla lhe traz amor e abrigo,
ao permitir, com suas notas, ela compor.
Sem perturbar a alma da esperança,
que embevecida espera, ainda, em vão,
salto da janela, tal qual uma criança,
e escondo, bem fundo, o meu coração.
A viela estreita parece uma avenida,
que percorro correndo, procurando a vida.
Não volto a sentir a jovem sonhar
não volto a ouvir o piano tocar
não sei porque corro, não posso parar,
decerto será para te encontrar!
Fernanda
o mais sentido sofrer do ser humano,
ouvi, não sei bem como ouvi
o gemido de uma tecla de piano.
Soltei meu olhar, libertei minha audição
caminhei levada por tão belo tom.
Na esquina da rua, um prédio envelhecido,
mantinha aberta uma pequena janela,
subo a escadaria seguindo o tal ruído,
ao parapeito me agarro e espreito por ela.
Ao entender quem era a dona do som,
entrou pela janela o meu coração.
A música dobra a dor, no teclado
o som, que transmite, faz seu ser sofrer
quem magoa tal jovem, tem de ser malvado,
não ouve, não vê, não pode viver!
Na gasta poltrona, de veludo vermelho,
onde em tempos se sentou o seu amante,
jaz um papel, com texto escrito e velho,
onde se lê a despedida, perturbante.
São penosas as horas de delonga,
por algo que pensou nunca perder,
não será a luz, nem mesmo a sombra,
que a fará da vida esmorecer!
Toca o seu piano, seu fiel amigo,
nestes longos anos sempre ao seu dispor,
tecla a tecla lhe traz amor e abrigo,
ao permitir, com suas notas, ela compor.
Sem perturbar a alma da esperança,
que embevecida espera, ainda, em vão,
salto da janela, tal qual uma criança,
e escondo, bem fundo, o meu coração.
A viela estreita parece uma avenida,
que percorro correndo, procurando a vida.
Não volto a sentir a jovem sonhar
não volto a ouvir o piano tocar
não sei porque corro, não posso parar,
decerto será para te encontrar!
Fernanda
segunda-feira, agosto 27, 2007
SEM PENA
Não, não regresses
andorinha
o poeta adivinhou,
já se foi a pena minha
e a doce Primavera
à minha vida voltou...
Três andorinhas de barro
e um poema me bastou!...
Corações, ah, ah, corações!
O teu é daqueles que parte,
matéria sólida,
feito pelas mãos da arte.
O meu é aquele que Deus me deu,
músculo ensanguentado
que chora amargurado
e ri de espanto apaixonado.
A tua arte é precisa, consisa
pensada, estudada...
A minha: (se arte fosse)
seria a natureza bruta
a nascer sem nada dizer;
Fonte de nascente imaculada;
Menina de bem crer...
Que pela mão me traz
a nova alvorada!
Fernanda
andorinha
o poeta adivinhou,
já se foi a pena minha
e a doce Primavera
à minha vida voltou...
Três andorinhas de barro
e um poema me bastou!...
Corações, ah, ah, corações!
O teu é daqueles que parte,
matéria sólida,
feito pelas mãos da arte.
O meu é aquele que Deus me deu,
músculo ensanguentado
que chora amargurado
e ri de espanto apaixonado.
A tua arte é precisa, consisa
pensada, estudada...
A minha: (se arte fosse)
seria a natureza bruta
a nascer sem nada dizer;
Fonte de nascente imaculada;
Menina de bem crer...
Que pela mão me traz
a nova alvorada!
Fernanda
sexta-feira, agosto 24, 2007
A POESIA
A poesia está no dedo
que nos aponta a miséria,
daquela criança com medo
e daquela gente "séria".
A poesia está no dedo
que da caneta faz lança,
acusando sem enredo
quem se agarra à liderança.
A poesia está na palavra
quando se fala de amor,
não esquecendo quem lavra
a terra com o seu suor.
A poesia é laranjeira
que dá flor e que dá fruto.
A poesia é trepadeira
que dá sombra no seu luto.
A poesia é como um grito,
uma morte de ternura.
É como alguém aflito
no amor e na loucura.
A poesia é aventura ao vento,
busca ruas da noite,
almas vivendo tormento
da esmola e do açoite.
A poesia é o que se sente
da miséria à nossa volta
e quem diz é quem não mente
sem falar só por revolta.
Fernanda
que nos aponta a miséria,
daquela criança com medo
e daquela gente "séria".
A poesia está no dedo
que da caneta faz lança,
acusando sem enredo
quem se agarra à liderança.
A poesia está na palavra
quando se fala de amor,
não esquecendo quem lavra
a terra com o seu suor.
A poesia é laranjeira
que dá flor e que dá fruto.
A poesia é trepadeira
que dá sombra no seu luto.
A poesia é como um grito,
uma morte de ternura.
É como alguém aflito
no amor e na loucura.
A poesia é aventura ao vento,
busca ruas da noite,
almas vivendo tormento
da esmola e do açoite.
A poesia é o que se sente
da miséria à nossa volta
e quem diz é quem não mente
sem falar só por revolta.
Fernanda
quinta-feira, agosto 23, 2007
VIDA
Gotas de água escorrem pela face
enrugada pela agrura de uma Vida,
que pensara iria ter um desenlace
mais feliz, sem deixar mágoa nem ferida.
Quase não viveu, tentou sobreviver
afastando de si tão cruéis momentos.
Desde a mocidade ao envelhecer
não antevira tal, em seus pensamentos.
Gotas de água humedecem os seus lábios,
cerrados pelo pesar da sua alma.
Seus olhos brilhantes, genuínos sábios,
olham a outra Vida, plenos de calma.
Já vira em sonhos o Lado de lá,
sabia quanto de belo a esperava,
aguardou serena pelo seu maná
libertou-se desta Vida tão escrava!
Um novo astro no Céu azul surgiu
mostrndo, no Universo, outro Lugar,
ninguém olha o Céu, ningúem ainda O viu,
temem o momento de O ter de alcançar.
Esse momento está predestinado,
nada há que mude seu assomar,
podem não aceitar o Lugar citado,
mas todos têm um dia de abalar!
Fernanda
enrugada pela agrura de uma Vida,
que pensara iria ter um desenlace
mais feliz, sem deixar mágoa nem ferida.
Quase não viveu, tentou sobreviver
afastando de si tão cruéis momentos.
Desde a mocidade ao envelhecer
não antevira tal, em seus pensamentos.
Gotas de água humedecem os seus lábios,
cerrados pelo pesar da sua alma.
Seus olhos brilhantes, genuínos sábios,
olham a outra Vida, plenos de calma.
Já vira em sonhos o Lado de lá,
sabia quanto de belo a esperava,
aguardou serena pelo seu maná
libertou-se desta Vida tão escrava!
Um novo astro no Céu azul surgiu
mostrndo, no Universo, outro Lugar,
ninguém olha o Céu, ningúem ainda O viu,
temem o momento de O ter de alcançar.
Esse momento está predestinado,
nada há que mude seu assomar,
podem não aceitar o Lugar citado,
mas todos têm um dia de abalar!
Fernanda
segunda-feira, agosto 20, 2007
PARA A AVÓ QUE NÃO CONHECI
Senhora que não conheço
de tão estranha visão,
será que ainda mereço
de seu olhar um perdão?
Há muito deixei no berço
aquela minha ilusão,
senhora que não conheço
é tão estranha esta visão!
Senhora quanto vos quero
apenas com um retrato,
senhora que ainda espero
consigo ter um conctato.
Já se foi o vosso filho
que perto de si deve estar,
senhora quanto carinho
sem a poder contactar.
Estou crente porém
que este nome há-de ficar,
senhora lá do além
venha-me cá visitar!
Se for muito o que lhe peço
então tudo é poesia,
pois senhora eu tropeço
vivo só de fantasia.
Senhora que vosso nome
era, e é, Anunciação,
rogo-lhe que em seus braços tome
da sua neta o coração.
Fernanda
de tão estranha visão,
será que ainda mereço
de seu olhar um perdão?
Há muito deixei no berço
aquela minha ilusão,
senhora que não conheço
é tão estranha esta visão!
Senhora quanto vos quero
apenas com um retrato,
senhora que ainda espero
consigo ter um conctato.
Já se foi o vosso filho
que perto de si deve estar,
senhora quanto carinho
sem a poder contactar.
Estou crente porém
que este nome há-de ficar,
senhora lá do além
venha-me cá visitar!
Se for muito o que lhe peço
então tudo é poesia,
pois senhora eu tropeço
vivo só de fantasia.
Senhora que vosso nome
era, e é, Anunciação,
rogo-lhe que em seus braços tome
da sua neta o coração.
Fernanda
sábado, agosto 18, 2007
OUTRO AMOR
Escreveram meus dedos sobre finas pétalas
segredos que quardei em prosa divinal.
Perfuram-me saudades como ágeis setas
extinguindo sem dó o meu sopro vital.
Afagaram minhas mãos, sombras do passado
como o vibrar do vento sobre a jovem folha
Renasceu em mim, ímpio e amargurado,
o silêncio oriundo de uma cruel escolha.
Abriram-se meus braços por eu desejar
de olhos bem fechados os teus receber.
Minha impaciente razão teima aclarar
a memória cruenta que me faz sofrer.
Meu ser eternizou um sonho breve e belo,
embora reconheça quanto o destruiu.
Decidiu enviar um derradeiro apelo,
para que não regresse aquele que o feriu.
Palmilha o caminho que planeou com dor
sabendo terminar um pouco mais além,
já nada nesta terra remove o furor
em descobrir outro amor, no olhar d'algúem.
Fernanda
segredos que quardei em prosa divinal.
Perfuram-me saudades como ágeis setas
extinguindo sem dó o meu sopro vital.
Afagaram minhas mãos, sombras do passado
como o vibrar do vento sobre a jovem folha
Renasceu em mim, ímpio e amargurado,
o silêncio oriundo de uma cruel escolha.
Abriram-se meus braços por eu desejar
de olhos bem fechados os teus receber.
Minha impaciente razão teima aclarar
a memória cruenta que me faz sofrer.
Meu ser eternizou um sonho breve e belo,
embora reconheça quanto o destruiu.
Decidiu enviar um derradeiro apelo,
para que não regresse aquele que o feriu.
Palmilha o caminho que planeou com dor
sabendo terminar um pouco mais além,
já nada nesta terra remove o furor
em descobrir outro amor, no olhar d'algúem.
Fernanda
quinta-feira, agosto 16, 2007
NOMES DA MINHA DOR
Tenho nomes na memória
os quais não posso apagar
cada um com sua história
história que não posso contar.
Mas por estranha ironia
e mesmo contradição
vivem com harmonia
dentro do meu coração.
Tenho nomes meu amor
que me causam sofrimento
e apesar de tanta dor
não me sai nem um lamento.
Se fosse poeta eu sei
que mesmo sem fantasia
os nomes que não direi
transformava em poesia.
E se esse poema fosse
o mais verdadeiro poema
não teria a minha posse
não diria a minha pena.
Tenho nomes na memória
no meu sangue e até na alma
cada um com sua história
que me pertubam a calma.
E se Deus me apontar
com um dedo acusador
nem a Deus hei-de contar
os nomes da minha dor.
Fernanda
os quais não posso apagar
cada um com sua história
história que não posso contar.
Mas por estranha ironia
e mesmo contradição
vivem com harmonia
dentro do meu coração.
Tenho nomes meu amor
que me causam sofrimento
e apesar de tanta dor
não me sai nem um lamento.
Se fosse poeta eu sei
que mesmo sem fantasia
os nomes que não direi
transformava em poesia.
E se esse poema fosse
o mais verdadeiro poema
não teria a minha posse
não diria a minha pena.
Tenho nomes na memória
no meu sangue e até na alma
cada um com sua história
que me pertubam a calma.
E se Deus me apontar
com um dedo acusador
nem a Deus hei-de contar
os nomes da minha dor.
Fernanda
sábado, agosto 11, 2007
O MEU FADO
Longe de ti revive o meu desejo
e agarro louca o meu vazio
entre paredes de bruma é que te vejo
na solidão à beira deste rio.
Vestida toda de noite
a cantar na madrugada
perdida no teu olhar
quase rosa desfolhada.
Passo o dia com a fé
outro com ilusão
ando de pé ante pé
para ouvir o coração.
E assim rasgo este tempo
dando pancadas no ser
passo assim toda no tempo
sem me disso me aperceber.
Tenho a vida amortalhada
nesta comédia da vida
puxo breve gargalhada
já pela vida vencida.
Que canção hei-de cantar
que versos hei-de dizer
perdida no teu olhar
mil promessas por fazer.
E mesmo que te sinta em mim
neste jardim de mal-me-quer
tua presença é sol sem fim
eu sinto assim pois sou mulher.
Fernanda
e agarro louca o meu vazio
entre paredes de bruma é que te vejo
na solidão à beira deste rio.
Vestida toda de noite
a cantar na madrugada
perdida no teu olhar
quase rosa desfolhada.
Passo o dia com a fé
outro com ilusão
ando de pé ante pé
para ouvir o coração.
E assim rasgo este tempo
dando pancadas no ser
passo assim toda no tempo
sem me disso me aperceber.
Tenho a vida amortalhada
nesta comédia da vida
puxo breve gargalhada
já pela vida vencida.
Que canção hei-de cantar
que versos hei-de dizer
perdida no teu olhar
mil promessas por fazer.
E mesmo que te sinta em mim
neste jardim de mal-me-quer
tua presença é sol sem fim
eu sinto assim pois sou mulher.
Fernanda
quinta-feira, agosto 09, 2007
PAVÃO VAIDOSO
Era um belo rapaz,
de caracóis loiros,
de tez aveludada,
na esperada
promessa de juventude.
Era um pardalito
livre, mas indefeso.
O tempo foi passando,
e assumiu a magnificência
de um altivo pavão:
deslumbrante,
estilo aparatoso,
real, vaidoso,
esbelto, marcante,
de formas invejáveis...
E ele sabia-o!
não media meios
para continuar
a fazer realçar
todo o seu belo ser,
na rede de toda a mulher.
O inimigo começou a perscrutar.
Roído de inveja voraz
ensombrou-lhe o fulgurar.
Deitou-lhe uma moxinifada.
Esfandegou-o, inflexível.
Reduziu-o a um nada.
Este,
sopeado, nem reagiu.
O outro fugiu.
Em frente ao espelho do lago,
rendeu-se ao desencanto.
Não se tinha preparado.
A vaidade sabia-lhe a pranto!
Foto e poema de: Fernanda
de caracóis loiros,
de tez aveludada,
na esperada
promessa de juventude.
Era um pardalito
livre, mas indefeso.
O tempo foi passando,
e assumiu a magnificência
de um altivo pavão:
deslumbrante,
estilo aparatoso,
real, vaidoso,
esbelto, marcante,
de formas invejáveis...
E ele sabia-o!
não media meios
para continuar
a fazer realçar
todo o seu belo ser,
na rede de toda a mulher.
O inimigo começou a perscrutar.
Roído de inveja voraz
ensombrou-lhe o fulgurar.
Deitou-lhe uma moxinifada.
Esfandegou-o, inflexível.
Reduziu-o a um nada.
Este,
sopeado, nem reagiu.
O outro fugiu.
Em frente ao espelho do lago,
rendeu-se ao desencanto.
Não se tinha preparado.
A vaidade sabia-lhe a pranto!
Foto e poema de: Fernanda
NOSTALGIA DE TI
Mas que saudades eu sinto de ti,
minha doce companhia de infâcia.
Contigo, que dias lindos eu vivi,
dos quais ainda sinto a fragância!
Esta nostalgia que me aperta por dentro,
faz-me desejar a tua presença aqui;
Mas, só a recordação me resta, de momento,
enquanto não me poder abraçar a ti ...!
Foi...
uma folha muito bela,
aquela, onde encontrámos
um amor fraterno
muito puro e bonito,
que vivemos,
com toda a intensidade,
em cada linha dessa folha...
mas, outras vieram...
e essa?!
Ficou suspensa no tempo
e para toda a eternidade.
Apesar de,
tantas vezes...
em pensamento,
em sonho,
e, com o coração a pulsar,
a abrir,
com toda a doçura
que ela merece...!
Foto e poema de; Fernanda
minha doce companhia de infâcia.
Contigo, que dias lindos eu vivi,
dos quais ainda sinto a fragância!
Esta nostalgia que me aperta por dentro,
faz-me desejar a tua presença aqui;
Mas, só a recordação me resta, de momento,
enquanto não me poder abraçar a ti ...!
Foi...
uma folha muito bela,
aquela, onde encontrámos
um amor fraterno
muito puro e bonito,
que vivemos,
com toda a intensidade,
em cada linha dessa folha...
mas, outras vieram...
e essa?!
Ficou suspensa no tempo
e para toda a eternidade.
Apesar de,
tantas vezes...
em pensamento,
em sonho,
e, com o coração a pulsar,
a abrir,
com toda a doçura
que ela merece...!
Foto e poema de; Fernanda
quarta-feira, agosto 08, 2007
FALSO AMOR
Pétala a pétala se desfaz a flor,
que dia após dia reguei com desvelo,
foram o silêncio, a solidão, a dor,
que a desfiaram como a um novelo!
É tarde, somente seu caule me resta,
firme como a cruz austera que acarreta,
olho o são onde repousa a bela cesta,
de pétalas enfraquecidas repleta
Levanto do chão a cesta colorida,
que em si transporta as mágoas de alguém,
esvazio a cesta da agonia contida,
desfecho com amor tão duro desdém
Surge uma donzela, surge um novo amor,
que as pétalas acolhe em seu regaço,
beija uma a uma com o seu calor,
regando-as com lágrimas num abraço
Junta-as ao caule, com grande harmonia,
surgindo em suas mãos uma outra flor
silvestre, mas radiante de alegria
ao ver-se liberta de um falso amor!...
Fernanda
que dia após dia reguei com desvelo,
foram o silêncio, a solidão, a dor,
que a desfiaram como a um novelo!
É tarde, somente seu caule me resta,
firme como a cruz austera que acarreta,
olho o são onde repousa a bela cesta,
de pétalas enfraquecidas repleta
Levanto do chão a cesta colorida,
que em si transporta as mágoas de alguém,
esvazio a cesta da agonia contida,
desfecho com amor tão duro desdém
Surge uma donzela, surge um novo amor,
que as pétalas acolhe em seu regaço,
beija uma a uma com o seu calor,
regando-as com lágrimas num abraço
Junta-as ao caule, com grande harmonia,
surgindo em suas mãos uma outra flor
silvestre, mas radiante de alegria
ao ver-se liberta de um falso amor!...
Fernanda
terça-feira, agosto 07, 2007
ENCONTREI-ME COMIGO
Escalei uma montanha.
Subi ao ponto mais alto.
Respirei.
Esperava-me alguém.
Saudámo-nos.
Senti-lhe a voz da alma,
naquela melodia calma,
que respirava liberdade arejada,
sob a lua dourada.
Pareceu-me familiar.
Vi-me nela.
Não, não poia ser.
Eu... eu não era assim.
Talvez... talvez a outra parte de mim?!
A outra parte de mim,
de mim lutadora,
que tinha chegado vencedora
ao cume da montanha.
Sim, eu!
Encontrei-me comigo
no cimo da montanha,
que me ofereceu abrigo
e me enalteceu pela façanha.
Lá construí uma fortaleza,
fortaleza de mim...
longe da mescla do sentimento,
longe da tempestade de areia no deserto!
Fernanda
Subi ao ponto mais alto.
Respirei.
Esperava-me alguém.
Saudámo-nos.
Senti-lhe a voz da alma,
naquela melodia calma,
que respirava liberdade arejada,
sob a lua dourada.
Pareceu-me familiar.
Vi-me nela.
Não, não poia ser.
Eu... eu não era assim.
Talvez... talvez a outra parte de mim?!
A outra parte de mim,
de mim lutadora,
que tinha chegado vencedora
ao cume da montanha.
Sim, eu!
Encontrei-me comigo
no cimo da montanha,
que me ofereceu abrigo
e me enalteceu pela façanha.
Lá construí uma fortaleza,
fortaleza de mim...
longe da mescla do sentimento,
longe da tempestade de areia no deserto!
Fernanda
domingo, agosto 05, 2007
ALEGRIA
Manda um recado de amor
pela branca pomba da paz
alivia a minha dor,
faz-me saber onde estás.
Manda na asa da gaivota
ou no bico da andorinha
qualquer delas sabe a rota
onde mora a pena minha.
manda o retrato e uma flor
para alegrar o meu olhar;
encher os olhos de amor
quando eu olhar o mar.
E se por desventura és só sonho,
vem! Entra na minha mente...
Que lindo sonhar um sonho
e sonha-lo eternamente.
Fernanda
pela branca pomba da paz
alivia a minha dor,
faz-me saber onde estás.
Manda na asa da gaivota
ou no bico da andorinha
qualquer delas sabe a rota
onde mora a pena minha.
manda o retrato e uma flor
para alegrar o meu olhar;
encher os olhos de amor
quando eu olhar o mar.
E se por desventura és só sonho,
vem! Entra na minha mente...
Que lindo sonhar um sonho
e sonha-lo eternamente.
Fernanda
sexta-feira, agosto 03, 2007
A TI, AMOR
Amor, amigo e conselheiro,
sorriso de esperança renascida,
vem, sê o meu fiel companheiro,
algodão doce da minha vida!
És a minha outra parte, amor;
somos a complementaridade,
desta Primavera em flor,
no mundo da afectividade!
A razão não sabe explicar
a vontade de te querer,
com a imensidão de mar...
só o coração o sabe dizer!
Amor como o nosso
nunca poderá findar;
e, se estiver no fosso,
lutemos para o levantar!
um amor lindo assim...
tem de permanecer na Juventude,
não pode envelhecer, nem ter fim,
mas alcançar toda a plenitude!
Fernanda
sorriso de esperança renascida,
vem, sê o meu fiel companheiro,
algodão doce da minha vida!
És a minha outra parte, amor;
somos a complementaridade,
desta Primavera em flor,
no mundo da afectividade!
A razão não sabe explicar
a vontade de te querer,
com a imensidão de mar...
só o coração o sabe dizer!
Amor como o nosso
nunca poderá findar;
e, se estiver no fosso,
lutemos para o levantar!
um amor lindo assim...
tem de permanecer na Juventude,
não pode envelhecer, nem ter fim,
mas alcançar toda a plenitude!
Fernanda
quinta-feira, agosto 02, 2007
AMIZADE
Uma amizade pura e verdadeira
nem com a ausência é destruída;
vive no coração pela vida inteira
e dá felecidade, quando vivida.
Na amizade toma-se consciência
que há uma nítida dualidade:
amor e dor em permanência,
aquecida no sol da sinceridade.
Na amizade a voz do coração
fala sem limitações e é acolhida,
como se falasse de irmão para irmão,
partilhando uma dor deveras sentida.
Quando sofres, sofre contigo...
no silêncio ouve-te pacientemente,
aquele que é verdadeiro amigo.
Nesse podes confiar sempre...!
É preciso dar e receber
no mundo da amizade;
oferecer mais do que receber:
Esse é o segredo da grandiosidade!
Crescimento constante
nessa amizade enobrecida,
na caminhada incessante
da descoberta da vida!
Fernanda
nem com a ausência é destruída;
vive no coração pela vida inteira
e dá felecidade, quando vivida.
Na amizade toma-se consciência
que há uma nítida dualidade:
amor e dor em permanência,
aquecida no sol da sinceridade.
Na amizade a voz do coração
fala sem limitações e é acolhida,
como se falasse de irmão para irmão,
partilhando uma dor deveras sentida.
Quando sofres, sofre contigo...
no silêncio ouve-te pacientemente,
aquele que é verdadeiro amigo.
Nesse podes confiar sempre...!
É preciso dar e receber
no mundo da amizade;
oferecer mais do que receber:
Esse é o segredo da grandiosidade!
Crescimento constante
nessa amizade enobrecida,
na caminhada incessante
da descoberta da vida!
Fernanda
quarta-feira, agosto 01, 2007
QUERO SER
Quero ser o que sou!
quero libertar-me das entranhas!
quero fugir de onde estou!
quero realizar façanhas!
Desejava ser a ave altiva,
que voa lá bem no alto,
que jamais será cativa...
é da montanha, não do planalto!
Queria navegar no alto mar,
entre as fortes ondas de calor;
seguir rumo, sem nunca remar,
levada pela brisa do amor!
Mas, com muita alegria,
sou passarinho no vale,
sonhando voar alto, um dia,
sem a ninguém fazer mal!
Fernanda
quero libertar-me das entranhas!
quero fugir de onde estou!
quero realizar façanhas!
Desejava ser a ave altiva,
que voa lá bem no alto,
que jamais será cativa...
é da montanha, não do planalto!
Queria navegar no alto mar,
entre as fortes ondas de calor;
seguir rumo, sem nunca remar,
levada pela brisa do amor!
Mas, com muita alegria,
sou passarinho no vale,
sonhando voar alto, um dia,
sem a ninguém fazer mal!
Fernanda
LEVE, LEVEMENTE
A brisa sopra leve, levemente,
a folhagem estremece de prazer
,
açanhando desejos de paixão ardente,
com sua carícia de suave envolver.
Como raposa, a lua assalta a janela,
roubando-me a ingenuidade do pensar,
transformando-me num barco à vela,
que percorre marés altas a dormitar.
No vestido de chita da noviça manhã
eu só quero é avançar, impelir-me
para esse sabor molhado de romã,
para o trecho eloquente a seduzir-me.
Fernanda
a folhagem estremece de prazer
,açanhando desejos de paixão ardente,
com sua carícia de suave envolver.
Como raposa, a lua assalta a janela,
roubando-me a ingenuidade do pensar,
transformando-me num barco à vela,
que percorre marés altas a dormitar.
No vestido de chita da noviça manhã
eu só quero é avançar, impelir-me
para esse sabor molhado de romã,
para o trecho eloquente a seduzir-me.
Fernanda
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