domingo, julho 08, 2007

SÉ DE VISEU-PORTUGAL

Vem e aquieta no meu peito tanta agitação, repousa em mim os teus tormetos saudades, desalentos que em ti derramarei compreensão, Depois verás se a comunhão de espírito é ou não no mar da vida tábua de salvação.
Descansa; longe ou perto estou sempre contigo. Nunca as milhas nos afastarão nem mar ou outros continentes outras terras, outras gentes nos impedirão de amar ou na lealdade ser descrentes.

Fernanda
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NATAL-2006

Falar d'amor já não sei, tive um amor e perdi nunca mais o encontrei...Desde
então p'la vida andei a sonhar versos não ditos, mas em ti acreditei calando sofrimento e gritos.
Não digo toda a verdade mas mentir também não minto, quero dizer em liberdade o que à minha volta eu sinto.

Fernanda
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ESTRELÍCIAS

Tudo o que tem vida, fala, transmite sonho ou tristeza, sorriso ou alegria, beleza. A rosa
fala com certeza. Eu já falei às flores; umas baixavam os olhos; outras sorriam de amores...
e eu, olhando em redor, lhes dizia poesias...
assim minha alma louca me transportava, tão longe, ao paìs da harmonia.
E a brisa, acariciando a flor, tornava mais real a fantasia...

Fernanda
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CONCHAS-PRAIA DA ROCHA-PORTIMÃO-ALGARVE

Voa livre meu pensamento, no colo do vento Norte...
Tão rápido e às vezes lento, sonhando com uma feliz sorte. Agora está nas asas da brisa,
na ponta da fantasia humana...
Perdido no Céu onde profetisa, longe da materialidade mundana.
Refresca-se no orvalho de uma rosa, saltita entre nuvens de temperança, poisando
numa estrela luminosa, onde colhe flores de esperança.

Fernanda
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COSTA CAPARICA-ALMADA

Oh, mas que alegria, chegaram as férias de verão! vou brincar até ao fim do dia, na praia,
que satisfação! Fazer de conta e sonhar..., que sou a rainha do mar... Onde os peixinhos são
amigos, não se comem, nem são feridos. Debaixo do guarda-sol, escondida como um caracol,
olho a crista da onda falante,que me traz o mar distante!

Fernanda
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PRAIA S. EULÁLIA-ALBUFEIRA-ALGARVE

Sonhei contigo e vi lá longe uma cadeia acesa nas mãos de um monge, com hábito branco
qual luar de Verão!
Chamei e tu sorriste abrindo os braços
para mim correste desapareci em ti e o Sol
nasceu o sonho acabou naquela noite,
mas hoje vivo!

Fernanda
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quarta-feira, julho 04, 2007

PRAIA DE S: EULÁLIA

Às vezes é no meio do silêncio que descubro
o amor no teu olhar, é uma pedra é um grito
que nasce em qualquer lugar.
Assim como renasceu, nosso amor ao lado
do mar.


Fernanda
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PINTURA

Sol é amor, é calor, é rir, é alegria, é virtude, é cantar da juventude.
Se todo o jovem é sol, é o abrir
da alegria, tu és a luz do amor,
que nasceu naquele dia.

Fernanda
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SONHEI

Sonhei na magia d'uma noite,
com um mundo bem diferente,
onde havia harmonia, harmonia, luz e cor,
ao ritmo duma melodia envolvente,
que falava d'alegria, paz e amor.

vamos içar nossas vidas
nesse oceano sem fim,
curar as velhas feridas,
dar um abraço, enfim!

Pais e filhos neste mundo,
tinham a porta sempre aberta,
um enorme coração...
e ouvido sempre alerta.
unidos por um laço d'amor profundo,
diziam o que lhes ia na alma,
sem máscaras, nem sofreguidão,
com todo o respeito e calma.

Quando a tempestade pairava em seu seio,
depressa vinha a brisa dialogante,
que fazia desvanecer todo o receio,
fazendo renascer o belo, o edificante!...

De tanto palpitar meu coração
acordou-me de repente!
então, chorei, choreia desilusão
de um mundo tão indiferente!

Fernanda

SONHO PLANTADO

Plantado em mim,
o sonho que vivi;
a caravela da saudade,
na maresia;
a lágrima saída de uma balada,
a lembrança da cabana abandunada;
aquela alegria,
que agora é nostalgia;
a terra prometida,
que espera por ti.

nada sou, nada tenho, nada posso,
sem esse amor, de amor nosso,
que o mundo quis cortar ceifando-me de ti!

Amo-te, amo-te, perfume de realidade;
Amo-te, amo-te, fantasia sonhada;
Eu, que na tua alma sou ouvida;
Eu, que na maravilha do teu ser sou amada;
Eu, que lanço sobre ti o amor da verdade!

Força, enigma, com uma forma qualquer,
jovem, madura ou envelhecida...
não importa, não interessa...
nesse amor sem idade, nem pressa,
no rio de mel, na ilha esquecida,
com o homem inventado por uma mulher.

Fernanda

NÃO É LÁGRIMA É ORVALHO

Não é lágrima o que vez
pelo meu rosto a rolar...
É que passei outra vez
toda a noitinha ao luar.

A noite estava tão linda,
mas sabes que a noite vinda
começa logo a orvalhar.

Não é lágrima o que vês
pelo meu rosto a rolar...
Será, isso sim, talvez,
apenas,um triste pensar.

Porque a noite com orvalho
é que é a noite a chorar...
Eu bem lhe falo, bem ralho,
mas ela adora o luar.

Não é lágrima o que vês
pelo meu rosto a rolar...

Fernanda

IMPOSSÍVEL AMOR

Antes meus olhos
nunca tivessem visto...

Antes meus sentidos
tivessem abandonado
este meu louco querer.

Antes tudo...
que o nada nunca.
Jamais poder eu ter
o teu sorriso, o teu querer.

Antes náufrago
a lutar para sobreviver,
que ter a certeza de morrer
sem jamais poder eu ter
o teu querer.

Fernanda

VOAR ALTO

Há quem diga que um pássaro
sem asas não pode voar.
O homem voa sem asas
desde que se deite a sonhar.

Já voei altas montanhas;
combati contra dragões,
já sofri da dor das manhãs,
aqui na terra d'aldabrões.

Também encontrei amor
fora dos corações.
Suavizei minha dor
dizendo minhas orações.

Vivi crente nas promessas
porque acredito sempre em alguém,
mas promessas são promessas
e eu as faço também.

Para mim qualquer poeta
é sempre de bem falar;
sente forte, pela certa;
mas nem todos pode agradar.

Fernanda

Qual a cor

Negra é a noite
branca é a nuvem
azul é o céu
verde é a folha
castanha é a árvore
amarelo é o sol
sem cor o perdão
mas, qual é a cor da solidão?

Cinzento é a pedra
vermelha a fogueira
cinzentas as cinzas
da cor do cimento
mas, qual é a cor do meu nascimento?

Lilás é cor de flor
e a rosa que é rosa
mas, qual é a cor do amor?

Da morte não falo
pois, é incolor
mas da lágrima queria
saber qual a cor.

Fernanda

SILÊNCIO

Palavra escrita
numa toalha de papel
na mesa de um restaurante.

Silêncio em que medito
de noite a pensar em ti.

Silêncio nas palavras que ouço,
palavras sem pensamento,
ditas para o momento.

Silêncio no belo que invento.

Silêncio, entre Deus e eu,
por serem inúteis as palavras
para o entendimento.

Silêncio entre a multidão
amontoada à minha volta.

O amor, a ternura, o bem-querer
são gestos de silêncio.

E porque tudoé silêncio
na harmonia,
é no silêncio que te quero amar.

Fernanda

sábado, abril 14, 2007

DO MAR


Eu estava lá e vi,
vi o mar escorrer para longe.
Eu estava lá com a minha cadeira
de um só pé, equilibrada nas rochas
e sou testemunha…
o mar tanto encurtou que quase
se resumiu à linha do horizonte.
Vi nos contornos da areia a vergasta do mar
e vi vergões vermelhos de algas
doendo aqui e além.
A chorar as pontas arqueadas das estrelas.
Senti na pele os agudos picos
dos ouriços cravados na praia
e ardeu-me os olhos
a nata cor-de-rosa das poças ao sol.
Pensei: é o sussurro dos
lábios da areia sorvendo a espuma do mar.
Censurei a areia…maltratada e
em beijo aspirando o cuspo do mar.
Descaindo os olhos vi no miolo coral do mexilhão
olhei a anémona boiando tonta na água
quente da rocha.
Então pensei: a carapaça do caranguejo
está ressequida e a pouco e
pouco o braseiro esvai as grutas: chamei
o mar e ele veio.
Não veio logo assim de repente beber-me
a mão.
Mas veio…passo a passo…avança…avança
como cauto amante de chapéu alto e
cravo na lapela.
Um manto azul cobriu-me os olhos de cristal
cantou-me na língua a frescura de
peça desdobrada …oh… a minha cadeira
foi barco …o mar navegou-me
as veias… e sem remos cortei o céu
redondo sob o sol.
Por isso não tive palavras
enxutas…a maré traçou-me
na garganta o discreto ofegar das
guelras dos peixes.
O mar ganhou-me…
e aqui estou falando a verdade
de água na boca e a castidade
dos búzios nas pálpebras.

Fernanda
Vazio de alma


Quando na alma se sente um vazio de cortar a voz,
Que posso eu fazer ?
Como poderei numa noite escura, estar contigo,
E não pensar na escuridão?
Da mesma maneira que te olho e não vejo,
O mesmo brilho nos teus olhos?
Aquele que eu via quando te encontrava,
Perdido de saudades,
Como aceitar o que se perdeu ?
Talvez por descuido ou aborrecimento.
Mas não é medo aquilo que me invade,
Mas uma certeza quase morta.
Se ao menos houvesse uma pequena esperança,
Eu olharia as estrelas e a lua na noite fria,
E logo acharia encanto em vez de escuridão.


Fernanda
Devaneios



Vagueia em mim uma tempestade incessante, risos, choros,
Sim e não. Sou e não sou ao mesmo tempo.
Vou e volto pela mesma estrada conhecida.
Encontro-me quando de mim fujo. A consciência apaga.
A inconsciência acende.
Silêncio
O silêncio de anos invoca a força da voz e brado.
Brado em vão. Não importa, não serei omissa:
Olho o teclado e disparo a artilharia.
Estou certa de que algum vento desviará os meus gritos
Para onde quero… para lá… longe, onde nem possa chegar.
O que se faz quando o coração se agita,
As mãos esfriam, a saudade aperta e o mundo cresce?
Maldito …faço do meu quarto um oráculo
Contemplativo, gosto de reservar-me no recolhimento das clausuras.
Estanco a corda do relógio, e desconheço o mês,
O dia, as horas. Basta-me o pensamento até ele voltar.
Devaneios… sobram-me devaneios nesta noite
Que se arrasta, mas é tarde e estou com sono.
Sonharei contigo.

Fernanda
As rosas do meu jardim.
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Doce mar-minha paixão
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Vem

e aquieta no meu peito
tanta agitação
repousa em mim os teus
tormentos
saudades, desalentos
que em ti derramarei
compreensão.
Depois verás amor
se a comunhão do espírito
é ou não
no mar da vida
tábua de salvação.
Descansa pois querido,
longe ou perto
estou sempre contigo.
Nunca as milhas nos afastarão
nem mar
ou outros continentes
outras terras, outras gentes
nos impedirão de amar
ou na lealdade
ser descrentes

Fernanda
Pôr do sol-Faial-Açores
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domingo, março 25, 2007

Marina da Horta
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Miradouro da Espalamaca


Foi no miradouro da Espalamaca, promontório protector da baía, onde admirei a beleza dos moinhos de vento bem conservados, vestígios da importância
que gozavam no quotidiano dos tempos em que me criei; dali contemplei apaixonadamente mar e céu confundidos numa simbiose de cor e paz, com o Pico em toda a sua majestade a completar a beleza paisagística dumas das vistas mais fotografadas de todo o arquipélago dos Açores.
A Horta espraiava-se enternecida aos pés do majestoso monumento da
Imaculada Conceição, assente num supedâneo de basalto e ladeada por uma cruz
De cimento, que se eleva a grande altura. Vista do alto da Espalamaca, destaca-se a
Marina repleta de iates vindos de toda a parte do mundo e a cidade, que se ajeita
á volta da baía, elevando-se num anfiteatro colorido como que a exibir-se perante o
Pico, seu eterno namorado.
E aquele mar…sempre aquele mar, a unir e a separar as duas ilhas, numa quimera interminável. Do lado oposto de cidade, o Monte Queimado e o Monte da Guia, completam o abraço que enlança a cidade protegendo-a das investidas dos vendavais,
que no Inverno assolam as ilhas. Do outro lado da Espalamaca espraia-se a Praia do
Almoxarife, presépio de casario colorido, que a dois passos da cosmo politica Horta
Oferece, num ambiente rural o lazer da praia onde se respira a brisa campestre, salpicada de elixir refrescante do mar, numa mistura saudável e regeneradora.

Fernanda
Cidade da Horta-Vista da Espalamaca
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Retorno

Retorno ao ponto de origem, visito os caminhos por onde pisei,
Recordo a menina travessa, a querer ultrapassar os limites e a deixar que a vida
Tome o seu corpo e alma. A memória guarda os pedaços da minha história e em cada recanto, encontro-me.
Os olhos vagueiam e sentem a natureza gritando a sua força. Recordo
As minhas idades, 9, 10, 11 anos, caminho sem pressa, afasto as pedras, como flores, falo com elas…são faladoras: contam-me as suas cores, do cheiro, da beleza e dos seus amores.
A memória lembra e não quero seu fenecimento. O rosto de hoje mudou,
Sou outra e sou a mesma.
O sol a declinar e a menina ali a observar o crepúsculo a se esvair aos poucos, despedindo-se sem traumas, num adeus sereno, sem deixar lágrimas, na doce previsão do seu retornar.
A menina e eu na mais incondicional cumplicidade.


Fernanda

quarta-feira, março 21, 2007

Capela no Monte da Guia-Faial -Açores
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Império do Divino Espírito Santo-Praça dos Cedros
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Jardim da Igreja dos Cedros
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Igreja dos Cedros
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Fonte na freguesia dos Cedros-Faial-Açores
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O Vulcão dos Capelinhos


O Vulcão dos Capelinhos, que em 1957 alterou para sempre o destino de tantos Açorianos, continua sendo ama atracção para turistas de todo o mundo. Assim todo o Faialense emigrado de visita à Ilha regra geral, visita o Vulcão na primeira semana.
Não fiz excepção. Logo no segundo dia fui ao Capelo. Algumas casas ainda em ruínas e sem tecto de paredes carcomidas pelas intempéries, reflectem a desolação e a tristeza dos habitantes que à mais de quatro décadas, foram obrigadas a abandonar os seus lares.
Já se vêem algumas verduras em áreas que ao tempo ficaram totalmente soterradas pela cinza negra do vulcão.
O capelo era a minha freguesia predilecta. Ao “ canto “ antes de chegar á estrada que dava para o Porto Comprido onde os baleeiros Picoenses passavam a época da baleação.Desde 1957 ocupada por areias negras onde apenas se via o velho Farol lá em baixo permanecia erecto, frente ao que era então o Porto Comprido, como um monumento a lembrar-nos da sua época áurea, pré-vulcão. Lá estava de paredes enegrecidas desafiando o tempo, património dum passado feliz que o vulcão soterrou.
Continuei o meu trajecto à volta da ilha, e o aspecto desolador de algumas áreas deixou-me deveras entristecida. Casas e igrejas arruinadas, muros tornados maroiços de pedra, vestígios evidentes dos danos causados pelo sismo de 1998. Marcas óbvias e impressionantes do sofrimento daquelas gentes que na lava quente, moldam a arte da resignação e a coragem de procurarem no destino conforto para as frequentes tragédias a que estão sujeitos, pela sua condição de Ilhéus.
No regresso ao Hotel, passei na Praia do Norte, num café onde tomei um “ galão “ com uns bolos saborosíssimos feitos pela dona do estabelecimento. Continuei o meu caminho e ao chegar aos Cedros notei a beleza e o número de casas modernas recentemente reconstruídas e que contrastam com tantas outras que hoje não passam de ruínas, recordações dolorosas da intensidade dos tremores sofridos durante os últimos anos. Fiquei deveras contente quando paro o carro no centro da Praça dos Cedros e vejo o belíssimo Império do Divino Espírito Santo pintado de fresco para as festas já próximas. Lá no centro continua o velhinho Chafariz onde em pequena me sentava pelas festas. Linda também estava a Igreja já restaurada do incêndio de 1971.
Trinta anos de ausência, foi muito tempo. Senti-me como uma turista que visitava a Ilha pela primeira vez e sem notar deixei-me invadir por um sentimento nostálgico, completamente diferente daquilo que eu esperava sentir ao visitar a minha terra natal. Prometi então a mim própria que se Deus me desse vida, jamais ficaria ausente por tanto tempo.
Ao chegar à Cidade da Horta e ao passar pela marina senti uma lágrima rebelde me toldava a vista e,
Assim me despedi
Do cantinho onde nasci,
E lá resolvi deixar
Sementes a germinar.

Ali, eu hei-de colher
Os frutos daquele mar
E hei-de ir ao Pátio
Para ver as toninhas a bailar.


Fernanda

terça-feira, março 06, 2007

VONTADES

Acordei feliz, fui ao encontro do mar e um oceano de liberdade, mesmo vestida, mergulhei na água transparente de um mar azul. A espuma branquinha, acariciava a minha pele.
Gosto do mar, ele escuta-me, conto-lhe os meus segredos, falo de um amor azul, de um sonho azul, e ele também me diz muito…faz-me crer, que urge encontrar-me comigo mesma, convida-me a conhecer-me melhor.
Hoje grito a liberdade das portas abertas, a liberdade do vento e deixo-me molhar pela água e pelo sol da vida.
E vou…e quero…quero com optimismo dos que querem perseguir os rumos escolhidos.
Hum!!!
Vontade de correr,
Vontade de sentir,
Vontade de viver
E viverei
Hum!!!
Cheiro de maresia,
Da cor azul,
Do amor azul
Hum…



Fernanda
A CALDEIRA


Atravessando o vale dos Flamengos, região de courelas onde o verde das pastagens contrasta com o azul exuberante das hortênsias que dividem currais e pedaços de terra, numa tela geométrica, graciosamente ornada pela natureza.
Da freguesia dos Flamengos segui pela estrada que nos leva ao ponto mais alto da Ilha, a Cratera da Caldeira.
As bermas ladeadas de hortênsias de tonalidades dum azul etéreo e deslumbrante, acompanhava-me da Ermida de S. João até à borda da Caldeira. Aqui e ali, madeixas de junquilhos de cor amarela berrante pareciam querer seguir-me naquele passeio de sonho e cor. Lá no alto atravessei o pequeno túnel húmido que leva ao lado interior da borda da Caldeira, donde se avistam as vertentes a prumo e o fundo da cratera onde, outrora existia uma lagoa pantanosa, abundante de rãs e coloridos peixes de água doce, tão procurados pelos jovens no dia de S. João, tal como eu visitei em menina muitas vezes.
Prosseguindo por estradas de mato que me eram ainda conhecidas encontrei como outrora campos rodeados de pastagens circundadas por mananciais de hortênsias, num conjunto de pujança e beleza. Ao longe, desenhavam-se silhuetas de gado bovino, único sinal de vida daquelas paragens.

Fernanda

segunda-feira, março 05, 2007

Imformação da Caldeira
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Hortênsias lá no cimo da Caldeira
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Túnel húmido que leva ao lado interior da Caldeira
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Junquilhos a caminho da Caldeira
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Estrada a caminho da Caldeira-Faial
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Ermida de S. João-Faial Açores
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domingo, março 04, 2007

Nossa Senhora da Conceicão-Espalamaca
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